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Vacina no Brasil e China animam Ibovespa, que retoma os 121 mil pontos



18/01/2021 | 11:02


O início da imunização no Brasil contra o novo coronavírus, antecipado de amanhã para esta segunda-feira às 17 horas, anima investidores, assim como o crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2020, mesmo com a pandemia. A expansão do gigante asiático beneficia o bloco de ações ligadas a commodities metálicas na B3, com a maior elevação de CSN ON (1,11%), enquanto Vale ON subia 0,97% às 10h47.

Apesar da queda do petróleo no mercado internacional, os papéis da Petrobras avançavam em torno de 1,00% no horário citado acima. O Ibovespa tinha alta de 0,92%, aos 121.454,37 pontos, após ter fechado aos 120.348,80 pontos (queda de 2,54%), na sexta.

Já a aprovação pela Anvisa de uso emergencial das vacinas Coronavac e AztraZeneva, ontem, e o anúncio de que a vacina começará a ser disponibilizada nesta segunda-feira para todo o País, ajudam na recuperação de ações que sofreram muito no auge da crise, principalmente as aéreas e shoppings.

A chegada da vacina ao Brasil beneficia principalmente ações das aéreas Azul e Gol, além do setor de turismo (CVC). As três lideram a lista das principais elevações do Ibovespa, com ganhos de 4,99% (CVC ON), 3,90% (Azul PN)) e 3,27% (Gol PN) às 10h27. "Todas essas estavam bastante penalizadas pela pandemia", avalia Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos. "A vacina sustenta o bom humor", diz.

Por ora, nem o vencimento de opções sobre ações hoje, que costuma a trazer instabilidade, impede os ganhos do Ibovespa, tampouco a ausência dos mercados dos EUA. Costumeiramente, quando os mercados norte-americanos ficam fechados, como é o caso nesta segunda-feira, o volume de negócios tende a diminuir. Contudo, estava em R$ 7,38 bilhões, estimado em R$ 76 bilhões no fim do pregão, ressaltando que boa parte desse giro deve ser reflexo da questão técnica hoje na B3.

Por mais que se fale em extensão de medidas restritivas no exterior e também no Brasil - São Paulo, por exemplo, deve anunciar novas restrições nos próximos dias -, o fato de o País iniciar o processo de vacinação é um "marco" e deve permitir mais confiança para que as pessoas retomem suas atividades quando houver massificação do imunizante, ressalta Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos. "Claro que há incertezas, sobretudo na parte de logística, quanto a falta de insumos, é um processo que deve ser lento, mas é um marco", afirma.

No Brasil, o ponto agora, diz o estrategista-chefe da Levante Ideias de Investimentos, Rafael Bevilacqua, é ter ideia de como se dará a vacinação em massa e também o processo de "normalização" da atividade econômica. "O Brasil é referência em vacinação, mas a questão é ter quantidade. Agora é ver como tudo irá se normalizar, e isso tende a afastar um pouco o temor quanto ao fiscal, na medida em que talvez não seja necessário mais tempo dando incentivo à população", analisa.

A briga política entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, após a derrota do mandatário do Executivo federal na disputa da vacina gera algum desconforto no mercado. "As coisas tendem a se acalmar. Tem barulho, mas não deve ser o caminho natural das coisas", estima Bevilaqua.

Já conforme nota da LCA Consultores, "as disputas políticas em torno da imunização, as incertezas em torno da velocidade da vacinação tendem a preponderar", segundo nota.



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Vacina no Brasil e China animam Ibovespa, que retoma os 121 mil pontos


18/01/2021 | 11:02


O início da imunização no Brasil contra o novo coronavírus, antecipado de amanhã para esta segunda-feira às 17 horas, anima investidores, assim como o crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2020, mesmo com a pandemia. A expansão do gigante asiático beneficia o bloco de ações ligadas a commodities metálicas na B3, com a maior elevação de CSN ON (1,11%), enquanto Vale ON subia 0,97% às 10h47.

Apesar da queda do petróleo no mercado internacional, os papéis da Petrobras avançavam em torno de 1,00% no horário citado acima. O Ibovespa tinha alta de 0,92%, aos 121.454,37 pontos, após ter fechado aos 120.348,80 pontos (queda de 2,54%), na sexta.

Já a aprovação pela Anvisa de uso emergencial das vacinas Coronavac e AztraZeneva, ontem, e o anúncio de que a vacina começará a ser disponibilizada nesta segunda-feira para todo o País, ajudam na recuperação de ações que sofreram muito no auge da crise, principalmente as aéreas e shoppings.

A chegada da vacina ao Brasil beneficia principalmente ações das aéreas Azul e Gol, além do setor de turismo (CVC). As três lideram a lista das principais elevações do Ibovespa, com ganhos de 4,99% (CVC ON), 3,90% (Azul PN)) e 3,27% (Gol PN) às 10h27. "Todas essas estavam bastante penalizadas pela pandemia", avalia Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos. "A vacina sustenta o bom humor", diz.

Por ora, nem o vencimento de opções sobre ações hoje, que costuma a trazer instabilidade, impede os ganhos do Ibovespa, tampouco a ausência dos mercados dos EUA. Costumeiramente, quando os mercados norte-americanos ficam fechados, como é o caso nesta segunda-feira, o volume de negócios tende a diminuir. Contudo, estava em R$ 7,38 bilhões, estimado em R$ 76 bilhões no fim do pregão, ressaltando que boa parte desse giro deve ser reflexo da questão técnica hoje na B3.

Por mais que se fale em extensão de medidas restritivas no exterior e também no Brasil - São Paulo, por exemplo, deve anunciar novas restrições nos próximos dias -, o fato de o País iniciar o processo de vacinação é um "marco" e deve permitir mais confiança para que as pessoas retomem suas atividades quando houver massificação do imunizante, ressalta Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos. "Claro que há incertezas, sobretudo na parte de logística, quanto a falta de insumos, é um processo que deve ser lento, mas é um marco", afirma.

No Brasil, o ponto agora, diz o estrategista-chefe da Levante Ideias de Investimentos, Rafael Bevilacqua, é ter ideia de como se dará a vacinação em massa e também o processo de "normalização" da atividade econômica. "O Brasil é referência em vacinação, mas a questão é ter quantidade. Agora é ver como tudo irá se normalizar, e isso tende a afastar um pouco o temor quanto ao fiscal, na medida em que talvez não seja necessário mais tempo dando incentivo à população", analisa.

A briga política entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, após a derrota do mandatário do Executivo federal na disputa da vacina gera algum desconforto no mercado. "As coisas tendem a se acalmar. Tem barulho, mas não deve ser o caminho natural das coisas", estima Bevilaqua.

Já conforme nota da LCA Consultores, "as disputas políticas em torno da imunização, as incertezas em torno da velocidade da vacinação tendem a preponderar", segundo nota.

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