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Custo do voto para vereador no Grande ABC fica mais caro

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Valor médio do sufrágio na região nas disputas às câmaras foi de R$ 12,27; preço é 44% superior ao registrado em 2016


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

18/01/2021 | 00:01


O preço médio do voto para vereador no Grande ABC subiu na eleição do ano passado. Dados cruzados pelo Diário revelam que, em média, os parlamentares eleitos nas sete cidades gastaram 44,18% a mais do que desembolsaram na última eleição, em 2016. No pleito de novembro, esse custo ficou em R$ 12,27, ante os R$ 8,51 registrados há quatro anos.

Ao todo, os 142 vereadores eleitos nas sete cidades gastaram R$ 4,38 milhões em suas campanhas, segundo as prestações de contas oficiais entregues pelos parlamentares à Justiça Eleitoral, e, juntos, acumularam 357.485 votos. A média é calculada a partir do total de despesas frente ao desempenho geral dos políticos eleitos nas urnas em novembro. 

A elevação do custo médio do voto indica que os efeitos da proibição de doações empresariais de campanha, inédito durante as eleições de 2016, começaram a perder força na mais recente eleição, a segunda com essa regra em vigor. Em 2012, quando os candidatos ainda tinham aval legal para receber contribuições de empresas, o custo médio do voto para vereador no Grande ABC foi superior: R$ 23,42. 

Mesmo o preço médio do voto para o Legislativo ficando abaixo do patamar de anos atrás, há exceções. Ainda que dependendo apenas, em tese, de doações de pessoas físicas, vereadores eleitos nas sete cidades chegaram a pagar quase dez vezes mais que a média dos demais, caso do parlamentar Beto Vidoski (PSDB), de São Caetano. O tucano pagou R$ 106,12 por cada um dos 1.921 votos recebidos em novembro – a despesa total de sua campanha foi de R$ 203,8 mil. Vereador em legislaturas anteriores, Vidoski ficou afastado da Câmara nos últimos quatro anos – exerceu o cargo de vice-prefeito entre 2017 e 2020 e foi secretário de Esportes no período. 

Em segundo lugar no ranking aparece o vereador de primeira viagem Caio Salgado (PL), também de São Caetano. Para cada um dos 1.445 apoios recebidos nas urnas, o liberal depositou R$ 71,02. As despesas oficiais da campanha de Caio, que é neto e filho de ex-vereadores da cidade, somam R$ 102,6 mil. 

Outro que movimentou volume vultoso na campanha foi o vereador reeleito de Mauá Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD). Ex-presidente da Câmara, o parlamentar gastou R$ 53,30 por voto para conquistar seu segundo mandato – teve 3.771 votos.

MÉDIA POR CIDADE

Além de ter quatro representantes entre os cinco vereadores que mais gastaram para alcançar a vitória, São Caetano foi a cidade que registrou o maior custo do voto entre as demais cidades da região. Lá, a média do preço do sufrágio ficou em R$ 23,44. Na sequência vem Mauá, cujo valor de cada voto para o Legislativo chegou a R$ 14,35, em média. 

Completam esse levantamento, na sequência decrescente, São Bernardo (R$ 13,08); Ribeirão Pires (R$ 9,54); Santo André (R$ 9,50); Diadema (R$ 8,22); e Rio Grande da Serra (R$ 1,61). 



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Custo do voto para vereador no Grande ABC fica mais caro

Valor médio do sufrágio na região nas disputas às câmaras foi de R$ 12,27; preço é 44% superior ao registrado em 2016

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

18/01/2021 | 00:01


O preço médio do voto para vereador no Grande ABC subiu na eleição do ano passado. Dados cruzados pelo Diário revelam que, em média, os parlamentares eleitos nas sete cidades gastaram 44,18% a mais do que desembolsaram na última eleição, em 2016. No pleito de novembro, esse custo ficou em R$ 12,27, ante os R$ 8,51 registrados há quatro anos.

Ao todo, os 142 vereadores eleitos nas sete cidades gastaram R$ 4,38 milhões em suas campanhas, segundo as prestações de contas oficiais entregues pelos parlamentares à Justiça Eleitoral, e, juntos, acumularam 357.485 votos. A média é calculada a partir do total de despesas frente ao desempenho geral dos políticos eleitos nas urnas em novembro. 

A elevação do custo médio do voto indica que os efeitos da proibição de doações empresariais de campanha, inédito durante as eleições de 2016, começaram a perder força na mais recente eleição, a segunda com essa regra em vigor. Em 2012, quando os candidatos ainda tinham aval legal para receber contribuições de empresas, o custo médio do voto para vereador no Grande ABC foi superior: R$ 23,42. 

Mesmo o preço médio do voto para o Legislativo ficando abaixo do patamar de anos atrás, há exceções. Ainda que dependendo apenas, em tese, de doações de pessoas físicas, vereadores eleitos nas sete cidades chegaram a pagar quase dez vezes mais que a média dos demais, caso do parlamentar Beto Vidoski (PSDB), de São Caetano. O tucano pagou R$ 106,12 por cada um dos 1.921 votos recebidos em novembro – a despesa total de sua campanha foi de R$ 203,8 mil. Vereador em legislaturas anteriores, Vidoski ficou afastado da Câmara nos últimos quatro anos – exerceu o cargo de vice-prefeito entre 2017 e 2020 e foi secretário de Esportes no período. 

Em segundo lugar no ranking aparece o vereador de primeira viagem Caio Salgado (PL), também de São Caetano. Para cada um dos 1.445 apoios recebidos nas urnas, o liberal depositou R$ 71,02. As despesas oficiais da campanha de Caio, que é neto e filho de ex-vereadores da cidade, somam R$ 102,6 mil. 

Outro que movimentou volume vultoso na campanha foi o vereador reeleito de Mauá Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD). Ex-presidente da Câmara, o parlamentar gastou R$ 53,30 por voto para conquistar seu segundo mandato – teve 3.771 votos.

MÉDIA POR CIDADE

Além de ter quatro representantes entre os cinco vereadores que mais gastaram para alcançar a vitória, São Caetano foi a cidade que registrou o maior custo do voto entre as demais cidades da região. Lá, a média do preço do sufrágio ficou em R$ 23,44. Na sequência vem Mauá, cujo valor de cada voto para o Legislativo chegou a R$ 14,35, em média. 

Completam esse levantamento, na sequência decrescente, São Bernardo (R$ 13,08); Ribeirão Pires (R$ 9,54); Santo André (R$ 9,50); Diadema (R$ 8,22); e Rio Grande da Serra (R$ 1,61). 

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