Fechar
Publicidade

Sábado, 27 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Remessas de oxigênio que governo enviou abasteceria Manaus por poucas horas



17/01/2021 | 11:51


Duas cargas de oxigênio encaminhadas pelo governo federal a Manaus, no mês de maio de 2020 e neste final de semana, dariam para abastecer o Amazonas por apenas poucas horas.

Na manhã deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro propagandeou nas redes sociais que no dia 3 de maio mandou um carregamento de 200 cilindros de oxigênio ao Estado, algo em torno de 2 mil metros cúbicos do produto. Também no sábado, o Ministério da Defesa divulgou nota destacando que mais 6 mil metros cúbicos foram encaminhados ao Estado, o que totalizaria 8 mil metros cúbicos do oxigênio.

De acordo com o governo do Amazonas, no entanto, a demanda diária, que estava antes do segunda onda da pandemia de covid-19, em torno de 30 mil metros cúbicos, subou para mais de 70 mil na última semana. As duas remessas, dessa forma, não somariam nem 10% da demanda total de um dia dos hospitais do Estado.

Se for levado em conta os duzentos cilindros de oxigênio que o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse no Twitter que enviou no mês de maio para o Amazonas, o volume não daria para abastecer os hospitais do Estado nem por duas horas, mesmo se fosse considerada a demanda de períodos anteriores à pandemia.

Desde a última quarta-feira, 13, quando o sistema de saúde do Amazonas entrou definitivamente em colapso, o presidente passou a ser cobrado a dar uma resposta imediata ao problema. As mortes de pessoas por asfixia, devido à falta de oxigênio, ganharam o mundo.

O governo brasileiro também foi duramente criticado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nas redes sociais e no meio político o presidente também passou a ser cobrado com maior intensidade, até que Bolsonaro resolveu, nesta sexta, 15, se defender. "Fiz tudo o que estava ao meu alcance, o problema agora é do Estado do Amazonas e da Prefeitura de Manaus", disse.

No dia seguinte aos partidos de oposição anunciarem que vão ingressar com um novo pedido de impeachment, o presidente foi às redes sociais, neste sábado, para reafirmar que o governo estaria agindo. "Desde o início da pandemia o @govbr, além de recursos, enviou material humano e oxigênio para o Amazonas", destacou, no Twitter.

A postagem é acompanhada de um vídeo, da Secretaria Especial de Comunicação, que informa que o governo mandou duzentos cilindros de oxigênio para o Amazonas no mês de maio. Além do oxigênio, Bolsonaro diz no Twitter que o Ministério da Defesa entregou no Estado 31 toneladas de álcool em gel, no início da pandemia, em aviões cargueiros da Força Aérea Brasileira (FAB).

A reportagem procurou o Palácio do Planalto, neste sábado, para que o governo pudesse comentar a postagem do presidente. O Estadão também quis saber se outras cargas de oxigênio, além da informada pelo presidente, foram enviadas pelo governo a Manaus durante a pandemia. O governo não quis comentar.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Remessas de oxigênio que governo enviou abasteceria Manaus por poucas horas


17/01/2021 | 11:51


Duas cargas de oxigênio encaminhadas pelo governo federal a Manaus, no mês de maio de 2020 e neste final de semana, dariam para abastecer o Amazonas por apenas poucas horas.

Na manhã deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro propagandeou nas redes sociais que no dia 3 de maio mandou um carregamento de 200 cilindros de oxigênio ao Estado, algo em torno de 2 mil metros cúbicos do produto. Também no sábado, o Ministério da Defesa divulgou nota destacando que mais 6 mil metros cúbicos foram encaminhados ao Estado, o que totalizaria 8 mil metros cúbicos do oxigênio.

De acordo com o governo do Amazonas, no entanto, a demanda diária, que estava antes do segunda onda da pandemia de covid-19, em torno de 30 mil metros cúbicos, subou para mais de 70 mil na última semana. As duas remessas, dessa forma, não somariam nem 10% da demanda total de um dia dos hospitais do Estado.

Se for levado em conta os duzentos cilindros de oxigênio que o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse no Twitter que enviou no mês de maio para o Amazonas, o volume não daria para abastecer os hospitais do Estado nem por duas horas, mesmo se fosse considerada a demanda de períodos anteriores à pandemia.

Desde a última quarta-feira, 13, quando o sistema de saúde do Amazonas entrou definitivamente em colapso, o presidente passou a ser cobrado a dar uma resposta imediata ao problema. As mortes de pessoas por asfixia, devido à falta de oxigênio, ganharam o mundo.

O governo brasileiro também foi duramente criticado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nas redes sociais e no meio político o presidente também passou a ser cobrado com maior intensidade, até que Bolsonaro resolveu, nesta sexta, 15, se defender. "Fiz tudo o que estava ao meu alcance, o problema agora é do Estado do Amazonas e da Prefeitura de Manaus", disse.

No dia seguinte aos partidos de oposição anunciarem que vão ingressar com um novo pedido de impeachment, o presidente foi às redes sociais, neste sábado, para reafirmar que o governo estaria agindo. "Desde o início da pandemia o @govbr, além de recursos, enviou material humano e oxigênio para o Amazonas", destacou, no Twitter.

A postagem é acompanhada de um vídeo, da Secretaria Especial de Comunicação, que informa que o governo mandou duzentos cilindros de oxigênio para o Amazonas no mês de maio. Além do oxigênio, Bolsonaro diz no Twitter que o Ministério da Defesa entregou no Estado 31 toneladas de álcool em gel, no início da pandemia, em aviões cargueiros da Força Aérea Brasileira (FAB).

A reportagem procurou o Palácio do Planalto, neste sábado, para que o governo pudesse comentar a postagem do presidente. O Estadão também quis saber se outras cargas de oxigênio, além da informada pelo presidente, foram enviadas pelo governo a Manaus durante a pandemia. O governo não quis comentar.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;