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Bons líderes usam óculos


Do Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 09:21


Ah, meu caro Saramago, talvez você soubesse o que aconteceria à humanidade quando escreveu seu Ensaio Sobre a Cegueira. Talvez o tenha feito com ares de premonição. Esperamos, respeitosamente, que não! Mas andamos todos míopes. Agora, mais do que nunca, precisamos de guias que nos conduzam com grandeza pela aridez dos dias.

Uma pergunta comum entre profissionais em ascensão de carreira é: serei um bom líder? Pergunta essa que permanece incandescente ao longo da vida dos que ousam fazê-la. Nem sempre é fácil encarar a resposta.

A pandemia expôs fragilidades. Fez com que gestores despreparados, até então pouco notados, despontassem em sua incapacidade. Ao mesmo tempo, os bons chefes se tornaram absolutamente indispensáveis.

Talvez o que separe os dois seja nada além de algo simples e fundamental para as organizações: humanidade.

Ingrediente que não se encontra nos livros, nos títulos conquistados, tampouco nos cursos que tenham sido feitos. A humanidade é rara.

Quando as coisas ficam obscuras e ninguém consegue enxergar além, há aqueles que fecham os olhos, calçam as sandálias de Pilatos e preferem não ver o tamanho do caos. Mas não é para isso que os líderes foram feitos, não!

Os bons gestores, essenciais no mercado, colocam óculos! E, mesmo que a vista embace pela névoa da incerteza, usam as lentes de aumento que carregam no bolso da vida, para ver melhor. É possível que, ainda assim, não consigam resolver o problema, muitas vezes maior do que eles próprios. Mas, com óculos, enxergam. E enxergando, guiam.

Um artigo recentemente publicado na Harvard Business Review constatou que as gestoras mulheres se saíram melhor durante a pandemia do que os homens. Talvez porque as mulheres estejam mais acostumadas a buscar seus óculos no fundo da alma, talvez porque tenham menos medo de pedir ajuda quando não enxergam bem. Ser humano nas relações de trabalho, especialmente em momentos de crise, é abraçar a própria vulnerabilidade. E remar com ela.

Tem sido cada vez mais difícil olhar nos olhos quando a presença física falta. Mas aquele que consegue fazê-lo através da tela do computador, muitas vezes, salva: a si mesmo e aos outros.

Bertolt Brecht escreveu: ‘Há aqueles que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam por muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam por toda a vida, estes são os imprescindíveis’.

Usem seus óculos, líderes!

Juliana Valentim é jornalista e escritora, palestrante, consultora de escrita criativa e gerencia o perfil no Instagram


PALAVRA DO LEITOR

Direito
Aquela que outrora foi uma das melhores faculdades do ensino do direito no Estado já não tem mais esse prestígio nem seu propósito, que era atender estudantes da cidade. Hoje sua maioria vem de fora se beneficiar de subsídios pagos pelos moradores do município. A Justiça paulista, que sempre ‘mete o bico’ onde não é chamada, mais uma vez interferiu. Mas a solução é prática, suspender imediatamente os exames vestibulares. Em quatro anos as atuais turmas se formam e depois é só fazer a liquidação da autarquia ou privatizá-la.
Moyses Cheid Junior
São Bernardo

Série
Por Chronos, como o tempo urge... Na minha já distante adolescência, que começou em meados da já distante década de 1960, do século passado, não perdia nenhum episódio da inesquecível série televisiva Missão Impossível (1966-1973). Neste ínterim, nos porões da dentadura, digo, ditadura, Max, traga meus sais centuplicados, diluídos em xícara de chá de reminiscências televisivas.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Deboche
Nós, brasileiros, temos ministro da Saúde que debocha da situação em que se encontra o País nesta tenebrosa pandemia. Ele teve a infeliz ideia de fazer piada sobre o início da vacinação contra a Covid: ‘Vai começar no dia D, na hora H’. Sim, porque essa frase só pode ser piada! Isso é tripudiar em cima do sofrimento das pessoas vítimas dessa terrível doença. Essa é a postura deste governo maléfico. Cultuam a morte, cultuam o mal ele e sua equipe.
João Bosco Ferri
São Caetano

Ford
A saída da Ford do Brasil e a transferência da produção de veículos para a Argentina servem para que possamos rever algumas de nossas atitudes. Se continuarmos comprando os automóveis fabricados por essa montadora norte-americana, estaremos gerando empregos, riqueza e desenvolvimento ao nosso país vizinho e deixando de fazer isso para nossa Nação. Não é justo. Sugiro que façamos como a Ford, que simplesmente decidiu ir embora sem se preocupar com nada. Deixemos de consumir qualquer coisa que seja relacionada a essa empresa. Simples assim, senão, daqui a pouco outras indústrias farão o mesmo.
Vicente Andrada
Santo André

Lamento!
Nosso querido presidente lamentou a grande quantidade de mortes por Covid. Também lamentou o fim do auxílio emergencial. Lamentou a falta de seringas e agulhas para vacinação. E, entre outras lamentações, lamentou a saída da Ford do Brasil. Ou seja, elegemos presidente da República para ‘lamentar’? Não precisa trabalhar para melhorar o País, não precisa agir como presidente da Nação, basta apenas lamentar, que já alegra os seguidores? Vamos mudar o nome dele para Jair ‘Lamento’ Bolsonaro. Eu lamento que tenhamos elegido para comandar o Brasil um sujeito como este.
Suzana De Marchi
São Bernardo 



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Bons líderes usam óculos

Do Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 09:21


Ah, meu caro Saramago, talvez você soubesse o que aconteceria à humanidade quando escreveu seu Ensaio Sobre a Cegueira. Talvez o tenha feito com ares de premonição. Esperamos, respeitosamente, que não! Mas andamos todos míopes. Agora, mais do que nunca, precisamos de guias que nos conduzam com grandeza pela aridez dos dias.

Uma pergunta comum entre profissionais em ascensão de carreira é: serei um bom líder? Pergunta essa que permanece incandescente ao longo da vida dos que ousam fazê-la. Nem sempre é fácil encarar a resposta.

A pandemia expôs fragilidades. Fez com que gestores despreparados, até então pouco notados, despontassem em sua incapacidade. Ao mesmo tempo, os bons chefes se tornaram absolutamente indispensáveis.

Talvez o que separe os dois seja nada além de algo simples e fundamental para as organizações: humanidade.

Ingrediente que não se encontra nos livros, nos títulos conquistados, tampouco nos cursos que tenham sido feitos. A humanidade é rara.

Quando as coisas ficam obscuras e ninguém consegue enxergar além, há aqueles que fecham os olhos, calçam as sandálias de Pilatos e preferem não ver o tamanho do caos. Mas não é para isso que os líderes foram feitos, não!

Os bons gestores, essenciais no mercado, colocam óculos! E, mesmo que a vista embace pela névoa da incerteza, usam as lentes de aumento que carregam no bolso da vida, para ver melhor. É possível que, ainda assim, não consigam resolver o problema, muitas vezes maior do que eles próprios. Mas, com óculos, enxergam. E enxergando, guiam.

Um artigo recentemente publicado na Harvard Business Review constatou que as gestoras mulheres se saíram melhor durante a pandemia do que os homens. Talvez porque as mulheres estejam mais acostumadas a buscar seus óculos no fundo da alma, talvez porque tenham menos medo de pedir ajuda quando não enxergam bem. Ser humano nas relações de trabalho, especialmente em momentos de crise, é abraçar a própria vulnerabilidade. E remar com ela.

Tem sido cada vez mais difícil olhar nos olhos quando a presença física falta. Mas aquele que consegue fazê-lo através da tela do computador, muitas vezes, salva: a si mesmo e aos outros.

Bertolt Brecht escreveu: ‘Há aqueles que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam por muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam por toda a vida, estes são os imprescindíveis’.

Usem seus óculos, líderes!

Juliana Valentim é jornalista e escritora, palestrante, consultora de escrita criativa e gerencia o perfil no Instagram


PALAVRA DO LEITOR

Direito
Aquela que outrora foi uma das melhores faculdades do ensino do direito no Estado já não tem mais esse prestígio nem seu propósito, que era atender estudantes da cidade. Hoje sua maioria vem de fora se beneficiar de subsídios pagos pelos moradores do município. A Justiça paulista, que sempre ‘mete o bico’ onde não é chamada, mais uma vez interferiu. Mas a solução é prática, suspender imediatamente os exames vestibulares. Em quatro anos as atuais turmas se formam e depois é só fazer a liquidação da autarquia ou privatizá-la.
Moyses Cheid Junior
São Bernardo

Série
Por Chronos, como o tempo urge... Na minha já distante adolescência, que começou em meados da já distante década de 1960, do século passado, não perdia nenhum episódio da inesquecível série televisiva Missão Impossível (1966-1973). Neste ínterim, nos porões da dentadura, digo, ditadura, Max, traga meus sais centuplicados, diluídos em xícara de chá de reminiscências televisivas.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Deboche
Nós, brasileiros, temos ministro da Saúde que debocha da situação em que se encontra o País nesta tenebrosa pandemia. Ele teve a infeliz ideia de fazer piada sobre o início da vacinação contra a Covid: ‘Vai começar no dia D, na hora H’. Sim, porque essa frase só pode ser piada! Isso é tripudiar em cima do sofrimento das pessoas vítimas dessa terrível doença. Essa é a postura deste governo maléfico. Cultuam a morte, cultuam o mal ele e sua equipe.
João Bosco Ferri
São Caetano

Ford
A saída da Ford do Brasil e a transferência da produção de veículos para a Argentina servem para que possamos rever algumas de nossas atitudes. Se continuarmos comprando os automóveis fabricados por essa montadora norte-americana, estaremos gerando empregos, riqueza e desenvolvimento ao nosso país vizinho e deixando de fazer isso para nossa Nação. Não é justo. Sugiro que façamos como a Ford, que simplesmente decidiu ir embora sem se preocupar com nada. Deixemos de consumir qualquer coisa que seja relacionada a essa empresa. Simples assim, senão, daqui a pouco outras indústrias farão o mesmo.
Vicente Andrada
Santo André

Lamento!
Nosso querido presidente lamentou a grande quantidade de mortes por Covid. Também lamentou o fim do auxílio emergencial. Lamentou a falta de seringas e agulhas para vacinação. E, entre outras lamentações, lamentou a saída da Ford do Brasil. Ou seja, elegemos presidente da República para ‘lamentar’? Não precisa trabalhar para melhorar o País, não precisa agir como presidente da Nação, basta apenas lamentar, que já alegra os seguidores? Vamos mudar o nome dele para Jair ‘Lamento’ Bolsonaro. Eu lamento que tenhamos elegido para comandar o Brasil um sujeito como este.
Suzana De Marchi
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