Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 3 de Março

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Twitter aponta publicação do Ministério da Saúde como 'enganosa'



16/01/2021 | 20:13


O Twitter afirma que uma publicação do perfil oficial do Ministério da Saúde violou regras sobre "informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à covid-19". O alerta da plataforma foi feito sobre texto publicado na terça-feira, 12, que trata do o "atendimento precoce", que no vocabulário do governo federal significa o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra pandemia, como a hidroxicloroquina.

"Este Tweet violou as Regras do Twitter sobre a publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19", afirma a plataforma. O texto, porém, foi mantido no ar: "O Twitter determinou que pode ser do interesse público que esse Tweet continue acessível", afirma a empresa.

A Saúde afirma na publicação que o paciente deve procurar uma unidade de saúde e solicitar o "atendimento precoce", se sentir sintomas da covid-19. Na sexta-feira, 15, o Twitter fez o mesmo alerta sobre uma publicação do presidente Jair Bolsonaro que defendia o mesmo tratamento ineficaz para a covid-19.

Procurado, o ministério não se manifestou sobre o alerta do Twitter. Rejeitada pela a Organização Mundial da Saúde (OMS), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), entre outras entidades, a prescrição destes medicamentos virou aposta do governo Jair Bolsonaro. Após dois ministros (Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich) deixarem o ministério por divergências com o presidente, coube ao general Eduardo Pazuello mudar a orientação da Saúde sobre o uso destes fármacos, que passaram a ser indicados desde o primeiro dia de sintomas da doença.

Mesmo alertado sobre o colapso de saúde em Manaus, Pazuello e sua equipe voltaram a apostar no "tratamento precoce" como saída para a crise na capital do Amazonas. Nesta semana, o general pressionou médicos a prescreverem medicamentos de eficácia questionada e lançou na cidade o TrateCOV, aplicativo que ajuda no diagnóstico da covid-19 e sugere o uso do tratamento precoce. Bolsonaro culpou a crise na cidade, que está sem oxigênio para pacientes da covid-19 e bebês prematuros, pela falta deste tratamento.

Sob ordem de Bolsonaro, o laboratório do Exército turbinou a sua produção de cloroquina. Fez mais de 3,2 milhões de comprimidos na pandemia. Em novembro de 2020 havia cerca de 400 mil unidades em estoque. O País também recebeu cerca de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da farmacêutica Sandoz, mas até dezembro não conseguiu distribuir nem sequer 500 mil unidades. Além da baixa procura, o fármaco foi enviado em caixas com 100 ou 500 comprimidos e precisa ser fracionado - com custo repassado a Estados e municípios.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Twitter aponta publicação do Ministério da Saúde como 'enganosa'


16/01/2021 | 20:13


O Twitter afirma que uma publicação do perfil oficial do Ministério da Saúde violou regras sobre "informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à covid-19". O alerta da plataforma foi feito sobre texto publicado na terça-feira, 12, que trata do o "atendimento precoce", que no vocabulário do governo federal significa o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra pandemia, como a hidroxicloroquina.

"Este Tweet violou as Regras do Twitter sobre a publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19", afirma a plataforma. O texto, porém, foi mantido no ar: "O Twitter determinou que pode ser do interesse público que esse Tweet continue acessível", afirma a empresa.

A Saúde afirma na publicação que o paciente deve procurar uma unidade de saúde e solicitar o "atendimento precoce", se sentir sintomas da covid-19. Na sexta-feira, 15, o Twitter fez o mesmo alerta sobre uma publicação do presidente Jair Bolsonaro que defendia o mesmo tratamento ineficaz para a covid-19.

Procurado, o ministério não se manifestou sobre o alerta do Twitter. Rejeitada pela a Organização Mundial da Saúde (OMS), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), entre outras entidades, a prescrição destes medicamentos virou aposta do governo Jair Bolsonaro. Após dois ministros (Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich) deixarem o ministério por divergências com o presidente, coube ao general Eduardo Pazuello mudar a orientação da Saúde sobre o uso destes fármacos, que passaram a ser indicados desde o primeiro dia de sintomas da doença.

Mesmo alertado sobre o colapso de saúde em Manaus, Pazuello e sua equipe voltaram a apostar no "tratamento precoce" como saída para a crise na capital do Amazonas. Nesta semana, o general pressionou médicos a prescreverem medicamentos de eficácia questionada e lançou na cidade o TrateCOV, aplicativo que ajuda no diagnóstico da covid-19 e sugere o uso do tratamento precoce. Bolsonaro culpou a crise na cidade, que está sem oxigênio para pacientes da covid-19 e bebês prematuros, pela falta deste tratamento.

Sob ordem de Bolsonaro, o laboratório do Exército turbinou a sua produção de cloroquina. Fez mais de 3,2 milhões de comprimidos na pandemia. Em novembro de 2020 havia cerca de 400 mil unidades em estoque. O País também recebeu cerca de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da farmacêutica Sandoz, mas até dezembro não conseguiu distribuir nem sequer 500 mil unidades. Além da baixa procura, o fármaco foi enviado em caixas com 100 ou 500 comprimidos e precisa ser fracionado - com custo repassado a Estados e municípios.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;