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EC São Bernardo recusa proposta de venda do clube

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente revela tentativa de chineses comprarem Cachorrão; mas segue para parceria entre partes


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

16/01/2021 | 00:01


O crescimento do EC São Bernardo nas últimas temporadas é notório. Tanto que, no intervalo de quatro anos, entre 2017 e 2020, subiu do Campeonato Paulista da Segunda Divisão (quarto nível do futebol estadual) para a Série A-2, competição que retorna após 31 anos. E tal situação aconteceu tendo como base a profissionalização da gestão do clube, que se orgulha de ser enxuto, mas pagar em dia. Como consequência disso, recentemente o Cachorrão recebeu uma proposta diretamente da China para venda do clube, a qual foi negada pelo presidente Felipinho Cheidde.

As negociações, entretanto, não pararam por aí e atualmente as partes tentam fechar uma parceria de investimento dos asiáticos no Alvinegro, com a finalidade de levar jogadores para o mercado chinês. “Fomos ‘assediados’ por grupo de empresários chineses que inicialmente queriam comprar o clube. De imediato, neguei. Por mais que tenham falado que o dinheiro era livre, não demonstrei interesse algum, seria loucura da minha parte. Passa longe do meu desejo. Nem deixei fazer oferta, por mais que fosse inacreditável”, explicou o presidente, que justificou a negativa à oferta. “Perderia a autonomia e a identidade de um clube com 92 anos numa cidade, seria traição incrível. Não sou capaz disso.”

Porém, ao invés de encerrarem as negociações com o Alvinegro, os chineses (que representam diversos clubes do país de origem) buscaram alternativas. “As que tinham interferências na administração do clube não aceitei. Isso foi aumentando o interesse deles”, admitiu o mandatário.

O intuito dos investidores é captar jogadores para o mercado local e, consequentemente, demonstraram interesse em quatro peças do plantel alvinegro (mantidas em sigilo), o que chamou atenção do clube. “Com o dinheiro da venda dos quatro jogadores a gente ia montar nosso centro de treinamentos e mostramos isso a eles, que se interessaram de outra forma. Viram que temos hierarquia sólida, respeito grande, conduta, sem salário atrasado. Então não ficaram interessados só nos quatro jogadores, como querem ser parceiros financeiros. Eles colocam o dinheiro e nós administramos. Fazemos o centro de treinamento, a captação dos jogadores e vamos repassando para eles. Querem atletas tecnicamente treinados para disputar a competição. Tendo um CT isso não é problema, a gente faz treinamento e prepara eles para exportação, dando oportunidade para jovens da cidade e elevando o nome do município internacionalmente”, explicou Felipinho Cheidde.

O possível aporte financeiro faz com que o presidente do Cachorrão vislumbre a chance de antecipar o sonho de alcançar patamares ainda maiores no futebol. “Estamos interessados em evoluir. Com eles (chineses) a velocidade será maior, sem eles será outra, mas vamos chegar lá. Depois que subi da B (Segundona) para a A-3, vi que tudo era possível. Não tenho receio de achar que vamos chegar ao Campeonato Brasileiro da Série A. É questão de tempo”, concluiu. 



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EC São Bernardo recusa proposta de venda do clube

Presidente revela tentativa de chineses comprarem Cachorrão; mas segue para parceria entre partes

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

16/01/2021 | 00:01


O crescimento do EC São Bernardo nas últimas temporadas é notório. Tanto que, no intervalo de quatro anos, entre 2017 e 2020, subiu do Campeonato Paulista da Segunda Divisão (quarto nível do futebol estadual) para a Série A-2, competição que retorna após 31 anos. E tal situação aconteceu tendo como base a profissionalização da gestão do clube, que se orgulha de ser enxuto, mas pagar em dia. Como consequência disso, recentemente o Cachorrão recebeu uma proposta diretamente da China para venda do clube, a qual foi negada pelo presidente Felipinho Cheidde.

As negociações, entretanto, não pararam por aí e atualmente as partes tentam fechar uma parceria de investimento dos asiáticos no Alvinegro, com a finalidade de levar jogadores para o mercado chinês. “Fomos ‘assediados’ por grupo de empresários chineses que inicialmente queriam comprar o clube. De imediato, neguei. Por mais que tenham falado que o dinheiro era livre, não demonstrei interesse algum, seria loucura da minha parte. Passa longe do meu desejo. Nem deixei fazer oferta, por mais que fosse inacreditável”, explicou o presidente, que justificou a negativa à oferta. “Perderia a autonomia e a identidade de um clube com 92 anos numa cidade, seria traição incrível. Não sou capaz disso.”

Porém, ao invés de encerrarem as negociações com o Alvinegro, os chineses (que representam diversos clubes do país de origem) buscaram alternativas. “As que tinham interferências na administração do clube não aceitei. Isso foi aumentando o interesse deles”, admitiu o mandatário.

O intuito dos investidores é captar jogadores para o mercado local e, consequentemente, demonstraram interesse em quatro peças do plantel alvinegro (mantidas em sigilo), o que chamou atenção do clube. “Com o dinheiro da venda dos quatro jogadores a gente ia montar nosso centro de treinamentos e mostramos isso a eles, que se interessaram de outra forma. Viram que temos hierarquia sólida, respeito grande, conduta, sem salário atrasado. Então não ficaram interessados só nos quatro jogadores, como querem ser parceiros financeiros. Eles colocam o dinheiro e nós administramos. Fazemos o centro de treinamento, a captação dos jogadores e vamos repassando para eles. Querem atletas tecnicamente treinados para disputar a competição. Tendo um CT isso não é problema, a gente faz treinamento e prepara eles para exportação, dando oportunidade para jovens da cidade e elevando o nome do município internacionalmente”, explicou Felipinho Cheidde.

O possível aporte financeiro faz com que o presidente do Cachorrão vislumbre a chance de antecipar o sonho de alcançar patamares ainda maiores no futebol. “Estamos interessados em evoluir. Com eles (chineses) a velocidade será maior, sem eles será outra, mas vamos chegar lá. Depois que subi da B (Segundona) para a A-3, vi que tudo era possível. Não tenho receio de achar que vamos chegar ao Campeonato Brasileiro da Série A. É questão de tempo”, concluiu. 

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