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Vídeos, redes sociais, videogame e troca de mensagens tomam conta das ações das crianças nas telas


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 07:00


Jogos, vídeos, redes sociais. O mundo diante das telas de celulares, tablets, computadores e consoles de videogames é vasto e não para de ganhar público, seja para estudar, pesquisar, brincar ou passar o tempo.
 

Lorena Corrêa Rucco, 8 anos, faz uso de celular, Xbox e notebook, tudo sob controle dos pais. A garota tem horário certo para utilizar os eletrônicos e tudo o que vê na internet ou qualquer coisa que ‘baixe’ passa pela fiscalização dos adultos. “Faço parte do Instagram e TikTok. Tenho também WhatsApp. Fazem parte dos meus aplicativos amigos e família”, conta a jovem de Santo André. Os games Among Us, Roblox e Minecraft estão entre as atrações preferidas que joga. “Meus pais controlam o tempo que fico (nos eletrônicos) e acompanham minhas redes”, explica ela.
 

Outro adepto da tecnologia é Breno Pinho Fanin, 9. O andreense costuma passar boa parte do dia diante do tablet, do computador e do celular da mãe para ‘fuçar’ vídeos e trocar mensagem por meio do WhatsApp, além de jogar videogame. Apesar de poder utilizar os itens, há muitas regras estabelecidas em casa, principalmente sobre o tempo no console. “Fico, no máximo, duas horas.”
 

Na internet, o que mais distrai Breno são os vídeos dos jogos que curte e desenhos antigos que dificilmente encontra na TV, como episódios das séries Pica-Pau. Ele ainda não possui conta em redes sociais. “Minha distração mesmo é jogar com meu irmão e amigos, além de ver vídeos e desenhos.”
 

Mesmo inseridos na era digital, tanto Lorena quanto Breno se viram obrigados a utilizar as plataformas digitais para algo que não estavam acostumados: a participar de aulas virtuais. Em 2020, o ensino remoto ou on-line foi a forma de as escolas continuarem a desenvolver os alunos em meio à pandemia do novo coronavírus (a distância é uma das formas de evitar a proliferação da doença). “No caso do ano passado, termos aulas virtuais foi muito chato”, conta Lorena. “Nada é como estar na sala com os amigos. Nem se compara”, completa Breno.
 

As ferramentas on-line indicam novo momento para a educação, principalmente de quem tem mais recursos. A tendência é de haver aumento na ‘quantidade’ de tecnologia no cotidiano escolar, mesmo que os pequenos estudantes prefiram usar as telas para se divertir.

Equilíbrio deve direcionar uso dos aparelhos no cotidiano

Para que não haja prejuízos pelo excesso de uso de tecnologia no dia a dia, são necessários alguns cuidados. Limites e horários específicos dentro do cotidiano fazem com que internet seja mais uma aliada do que uma inimiga para as crianças. Adultos responsáveis precisam checar itens e aplicativos utilizados pelos pequenos.
 

O legal de explorar a web é conhecer ferramentas como forma de explorar ao máximo, seja realizando pesquisas, analisando curiosidades ou tirando dúvidas. Abrir os horizontes on-line e não ficar ‘amarrado’ a apenas um site, uma rede social ou em jogo. Os dispositivos, se utilizados com moderação e equilíbrio, podem ajudar na capacidade mental. Isso seria percebido, por exemplo, no raciocínio lógico e na capacidade de concentração – ficar ‘vidrado’ não significa estar concentrado. As tecnologias também auxiliam no desenvolvimento de habilidades de comunicação para as crianças ‘não verbais’, ou seja, que não falam por causa de alguma deficiência, assim como aquelas que possuem limitação cognitiva.
 

Por outro lado, o excesso de telas é capaz de atrasar o desenvolvimento de habilidades de linguagem e sociabilidade. Problemas psicológicos como ansiedade, depressão, insônia e memória estão nas queixas de crianças e adolescentes que abusam o uso.

Cartilha dá dicas para evitar problemas

No ano passado a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou manual de orientação em relação ao uso dos eletrônicos por crianças e adolescentes, o #MenosTelas #MaisSaúde. O objetivo é promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes em contato constante com tecnologias digitais, como celulares, tablets e computadores de todos os tipos.
 

Segundo o texto, as consequências, tanto do acesso a conteúdo inadequado quanto do uso excessivo, têm sido constatadas nos relatos de acidentes, abusos de privacidade, distúrbios de aprendizado, baixo desempenho escolar e atrasos no desenvolvimento. Entre as dicas para se ter uma relação mais saudável com as telas estão um limite de tempo no uso (entre uma ou duas horas por dia para 6 e 10 anos), supervisão constante de pais e/ou responsáveis e nunca ‘virar a noite’ fuçando na web ou jogando videogame para menores de 18 anos.
 

Um alerta especial é abrangente para todas as idades: nada de telas durante as refeições e desconectar uma a duas horas antes de dormir para ter melhor descanso. Em meio à proximidade com o universo virtual, é necessário incluir, diariamente, alternativas para se movimentar. Atividades esportivas e exercícios em áreas abertas são essenciais para uma vida melhor. Em tempos de pandemia da Covid-19, utilizar máscara, ter álcool gel por perto e respeitar certo distanciamento físico estão no pacote.

Pesquisa TIC Kids Online Brasil (2019) revelou que 89% da população de 9 a 17 anos do País é usuária de internet. O número é de cerca de 24,3 milhões de crianças e jovens

Consultoria de Valéria Xavier, psicóloga com pós-graduação em terapia cognitivo comportamental da Santa Casa de Mauá.



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Vídeos, redes sociais, videogame e troca de mensagens tomam conta das ações das crianças nas telas

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 07:00


Jogos, vídeos, redes sociais. O mundo diante das telas de celulares, tablets, computadores e consoles de videogames é vasto e não para de ganhar público, seja para estudar, pesquisar, brincar ou passar o tempo.
 

Lorena Corrêa Rucco, 8 anos, faz uso de celular, Xbox e notebook, tudo sob controle dos pais. A garota tem horário certo para utilizar os eletrônicos e tudo o que vê na internet ou qualquer coisa que ‘baixe’ passa pela fiscalização dos adultos. “Faço parte do Instagram e TikTok. Tenho também WhatsApp. Fazem parte dos meus aplicativos amigos e família”, conta a jovem de Santo André. Os games Among Us, Roblox e Minecraft estão entre as atrações preferidas que joga. “Meus pais controlam o tempo que fico (nos eletrônicos) e acompanham minhas redes”, explica ela.
 

Outro adepto da tecnologia é Breno Pinho Fanin, 9. O andreense costuma passar boa parte do dia diante do tablet, do computador e do celular da mãe para ‘fuçar’ vídeos e trocar mensagem por meio do WhatsApp, além de jogar videogame. Apesar de poder utilizar os itens, há muitas regras estabelecidas em casa, principalmente sobre o tempo no console. “Fico, no máximo, duas horas.”
 

Na internet, o que mais distrai Breno são os vídeos dos jogos que curte e desenhos antigos que dificilmente encontra na TV, como episódios das séries Pica-Pau. Ele ainda não possui conta em redes sociais. “Minha distração mesmo é jogar com meu irmão e amigos, além de ver vídeos e desenhos.”
 

Mesmo inseridos na era digital, tanto Lorena quanto Breno se viram obrigados a utilizar as plataformas digitais para algo que não estavam acostumados: a participar de aulas virtuais. Em 2020, o ensino remoto ou on-line foi a forma de as escolas continuarem a desenvolver os alunos em meio à pandemia do novo coronavírus (a distância é uma das formas de evitar a proliferação da doença). “No caso do ano passado, termos aulas virtuais foi muito chato”, conta Lorena. “Nada é como estar na sala com os amigos. Nem se compara”, completa Breno.
 

As ferramentas on-line indicam novo momento para a educação, principalmente de quem tem mais recursos. A tendência é de haver aumento na ‘quantidade’ de tecnologia no cotidiano escolar, mesmo que os pequenos estudantes prefiram usar as telas para se divertir.

Equilíbrio deve direcionar uso dos aparelhos no cotidiano

Para que não haja prejuízos pelo excesso de uso de tecnologia no dia a dia, são necessários alguns cuidados. Limites e horários específicos dentro do cotidiano fazem com que internet seja mais uma aliada do que uma inimiga para as crianças. Adultos responsáveis precisam checar itens e aplicativos utilizados pelos pequenos.
 

O legal de explorar a web é conhecer ferramentas como forma de explorar ao máximo, seja realizando pesquisas, analisando curiosidades ou tirando dúvidas. Abrir os horizontes on-line e não ficar ‘amarrado’ a apenas um site, uma rede social ou em jogo. Os dispositivos, se utilizados com moderação e equilíbrio, podem ajudar na capacidade mental. Isso seria percebido, por exemplo, no raciocínio lógico e na capacidade de concentração – ficar ‘vidrado’ não significa estar concentrado. As tecnologias também auxiliam no desenvolvimento de habilidades de comunicação para as crianças ‘não verbais’, ou seja, que não falam por causa de alguma deficiência, assim como aquelas que possuem limitação cognitiva.
 

Por outro lado, o excesso de telas é capaz de atrasar o desenvolvimento de habilidades de linguagem e sociabilidade. Problemas psicológicos como ansiedade, depressão, insônia e memória estão nas queixas de crianças e adolescentes que abusam o uso.

Cartilha dá dicas para evitar problemas

No ano passado a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou manual de orientação em relação ao uso dos eletrônicos por crianças e adolescentes, o #MenosTelas #MaisSaúde. O objetivo é promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes em contato constante com tecnologias digitais, como celulares, tablets e computadores de todos os tipos.
 

Segundo o texto, as consequências, tanto do acesso a conteúdo inadequado quanto do uso excessivo, têm sido constatadas nos relatos de acidentes, abusos de privacidade, distúrbios de aprendizado, baixo desempenho escolar e atrasos no desenvolvimento. Entre as dicas para se ter uma relação mais saudável com as telas estão um limite de tempo no uso (entre uma ou duas horas por dia para 6 e 10 anos), supervisão constante de pais e/ou responsáveis e nunca ‘virar a noite’ fuçando na web ou jogando videogame para menores de 18 anos.
 

Um alerta especial é abrangente para todas as idades: nada de telas durante as refeições e desconectar uma a duas horas antes de dormir para ter melhor descanso. Em meio à proximidade com o universo virtual, é necessário incluir, diariamente, alternativas para se movimentar. Atividades esportivas e exercícios em áreas abertas são essenciais para uma vida melhor. Em tempos de pandemia da Covid-19, utilizar máscara, ter álcool gel por perto e respeitar certo distanciamento físico estão no pacote.

Pesquisa TIC Kids Online Brasil (2019) revelou que 89% da população de 9 a 17 anos do País é usuária de internet. O número é de cerca de 24,3 milhões de crianças e jovens

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