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É possível morrer de rir?

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dar gargalhadas no dia a dia é considerado saudável e ajuda a aliviar o estresse


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 07:00


A risada sozinha não ocasiona a morte. O excesso é capaz de apresentar certo perigo quando a ação acaba se associando a possíveis complicações de saúde existentes na pessoa. Então, teoricamente, fortes gargalhadas podem iniciar processo de reações no corpo que se mostram um tanto quanto perigosas para quem já conta com alguns problemas e doenças mais sérias e está debilitado. Seria preciso toda uma desregulação de várias funções corporais, casos de oxigenação do sangue e pressão na região do crânio, por exemplo. Mas se divertir normalmente com uma piada ou com uma situação consideradas engraçadas é saudável.
 

Apesar de a expressão popular ‘morrer de rir’ (que significa dar muitas risadas ou funciona para designar um momento muito engraçado) parecer negativa, o riso quase sempre é considerado algo positivo. Segundo a medicina, a sensação boa causada pela ação pode aumentar o nível de substâncias ligadas ao prazer e ao bem-estar, principalmente as endorfinas, hormônios liberados pelo corpo na corrente sanguínea por meio de atividades que despertem os sentidos, como ao praticar esportes ou comer uma coisa muito gostosa. Também acaba por diminuir a quantidade de substâncias ligadas ao mau humor.
 

Dar risadas no cotidiano apresenta diversos benefícios para a saúde. O costume estimula o funcionamento de muitos órgãos, a exemplo de coração e pulmões quando se aumenta a ingestão de ar, e ajuda no relaxamento muscular. Há estudos ainda não conclusivos que analisam que, a longo prazo, pensamentos positivos e gargalhadas possam ‘combater’ pensamentos negativos que poderiam estimular estresse e aliviar dores, funcionando como espécie de analgésico natural.
 

No corpo humano, a relação entre rir e chorar chama a atenção. As duas ações são ligadas a áreas cerebrais específicas e podem estar interconectadas. É preciso perceber que as pessoas não só riem motivadas por coisas alegres e só choram por causa de momentos tristes. A emoção ‘lida’ pelo cérebro é individual, então é recomendado que se tenha controle emocional adequado para se utilizar dessas atividades da maneira mais ‘correta’ – mas não faz nenhum mal misturar as reações e não irá resultar na morte de ninguém.

A risada faz parte das relações sociais. Dentro da evolução da espécie humana, representou uma ferramenta de comunicação não linguística para reconhecer algo amigável

Consultoria de Diogo Haddad, neurologista da unidade Campo Belo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.



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É possível morrer de rir?

Dar gargalhadas no dia a dia é considerado saudável e ajuda a aliviar o estresse

Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 07:00


A risada sozinha não ocasiona a morte. O excesso é capaz de apresentar certo perigo quando a ação acaba se associando a possíveis complicações de saúde existentes na pessoa. Então, teoricamente, fortes gargalhadas podem iniciar processo de reações no corpo que se mostram um tanto quanto perigosas para quem já conta com alguns problemas e doenças mais sérias e está debilitado. Seria preciso toda uma desregulação de várias funções corporais, casos de oxigenação do sangue e pressão na região do crânio, por exemplo. Mas se divertir normalmente com uma piada ou com uma situação consideradas engraçadas é saudável.
 

Apesar de a expressão popular ‘morrer de rir’ (que significa dar muitas risadas ou funciona para designar um momento muito engraçado) parecer negativa, o riso quase sempre é considerado algo positivo. Segundo a medicina, a sensação boa causada pela ação pode aumentar o nível de substâncias ligadas ao prazer e ao bem-estar, principalmente as endorfinas, hormônios liberados pelo corpo na corrente sanguínea por meio de atividades que despertem os sentidos, como ao praticar esportes ou comer uma coisa muito gostosa. Também acaba por diminuir a quantidade de substâncias ligadas ao mau humor.
 

Dar risadas no cotidiano apresenta diversos benefícios para a saúde. O costume estimula o funcionamento de muitos órgãos, a exemplo de coração e pulmões quando se aumenta a ingestão de ar, e ajuda no relaxamento muscular. Há estudos ainda não conclusivos que analisam que, a longo prazo, pensamentos positivos e gargalhadas possam ‘combater’ pensamentos negativos que poderiam estimular estresse e aliviar dores, funcionando como espécie de analgésico natural.
 

No corpo humano, a relação entre rir e chorar chama a atenção. As duas ações são ligadas a áreas cerebrais específicas e podem estar interconectadas. É preciso perceber que as pessoas não só riem motivadas por coisas alegres e só choram por causa de momentos tristes. A emoção ‘lida’ pelo cérebro é individual, então é recomendado que se tenha controle emocional adequado para se utilizar dessas atividades da maneira mais ‘correta’ – mas não faz nenhum mal misturar as reações e não irá resultar na morte de ninguém.

A risada faz parte das relações sociais. Dentro da evolução da espécie humana, representou uma ferramenta de comunicação não linguística para reconhecer algo amigável

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