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Com surto de Covid-19, Camolesi fecha a Câmara

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Intenção do presidente do Legislativo é evitar que munícipes visitem os gabinetes dos vereadores


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

15/01/2021 | 00:12


O presidente da Câmara de São Bernardo, Estevão Camolesi (PSDB), se prepara para determinar a restrição do acesso do público às dependências da casa diante de surto de Covid-19 entre parlamentares e assessores.

O tucano comentou que ao menos seis pessoas testaram positivo para o novo coronavírus nos últimos dias, entre elas o vereador Ary de Oliveira (PSDB). Na semana passada, o Diário mostrou que dois colaboradores do gabinete de Ivan Silva (PP) também foram positivados – houve denúncia de que ambos compareciam às dependências do Parlamento mesmo com a doença, fato que foi negado por Ivan.

Com o cenário, Camolesi optou por endurecer as regras de acesso aos corredores da casa. Atualmente, o Legislativo trabalha com a lotação máxima de seis pessoas em cada um dos 28 gabinetes parlamentares.

Ou seja, se o vereador estiver presente, somente cinco assessores poderão ficar no escritório. Se o parlamentar comparecer e for atender um munícipe, apenas quatro trabalhadores serão permitidos.

Ao Diário, Camolesi revelou que a ideia é manter esse limite nos gabinetes e impedir o acesso público. Assim, cada uma das salas ficaria restrita a seis pessoas. Os demais colaboradores precisariam atuar no regime home office. Cada um dos 28 vereadores tem direito a indicar nove assessores comissionados.

“Além de mim, outros vereadores também demonstraram preocupação com o número de pessoas que acabaram contraindo a Covid na Câmara. Sendo assim, estou propondo que não recebamos mais munícipes nos gabinetes. Essa é uma forma de proteger os moradores e também as pessoas que trabalham na Câmara, assim como os vereadores”, declarou. Apesar da preocupação, Camolesi não soube informar quantas pessoas estão ou estiveram com a doença nas dependências da casa.

O presidente do Legislativo iniciou ontem a conversa com os colegas. A medida dividiu a opinião entre os parlamentares, conforme apurou o Diário. Parte avalia ser necessário o fechamento do acesso do público no momento de recrudescimento de casos no Grande ABC. Outra diz que Camolesi é intransigente e quer impedir o ingresso do povo na Câmara.

Diante do cenário, alternativas foram sugeridas a Camolesi, como impedir o ingresso popular no Legislativo por apenas 15 dias – até a volta das sessões, agendada para fevereiro – ou permitir a entrada de um munícipe por vez, criando espécie de lista de espera de atendimento,

“Ainda estou analisando as possibilidades. Ouvi os vereadores e eles também sugeriram ideias. Mas a verdade é que devo tomar decisão que faça diminuir ainda mais a entrada de munícipes na Câmara”, afirmou Camolesi. O veredicto deve ser anunciado na segunda-feira.

Desde o ano passado, a Câmara de São Bernardo sofre com quantidade de funcionários que acabaram contraindo a Covid. Além de assessores, alguns vereadores também foram diagnosticados com a doença ainda em 2020, como Julinho Fuzari (DEM) e Aurélio de Paula (PSDB).



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Com surto de Covid-19, Camolesi fecha a Câmara

Intenção do presidente do Legislativo é evitar que munícipes visitem os gabinetes dos vereadores

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

15/01/2021 | 00:12


O presidente da Câmara de São Bernardo, Estevão Camolesi (PSDB), se prepara para determinar a restrição do acesso do público às dependências da casa diante de surto de Covid-19 entre parlamentares e assessores.

O tucano comentou que ao menos seis pessoas testaram positivo para o novo coronavírus nos últimos dias, entre elas o vereador Ary de Oliveira (PSDB). Na semana passada, o Diário mostrou que dois colaboradores do gabinete de Ivan Silva (PP) também foram positivados – houve denúncia de que ambos compareciam às dependências do Parlamento mesmo com a doença, fato que foi negado por Ivan.

Com o cenário, Camolesi optou por endurecer as regras de acesso aos corredores da casa. Atualmente, o Legislativo trabalha com a lotação máxima de seis pessoas em cada um dos 28 gabinetes parlamentares.

Ou seja, se o vereador estiver presente, somente cinco assessores poderão ficar no escritório. Se o parlamentar comparecer e for atender um munícipe, apenas quatro trabalhadores serão permitidos.

Ao Diário, Camolesi revelou que a ideia é manter esse limite nos gabinetes e impedir o acesso público. Assim, cada uma das salas ficaria restrita a seis pessoas. Os demais colaboradores precisariam atuar no regime home office. Cada um dos 28 vereadores tem direito a indicar nove assessores comissionados.

“Além de mim, outros vereadores também demonstraram preocupação com o número de pessoas que acabaram contraindo a Covid na Câmara. Sendo assim, estou propondo que não recebamos mais munícipes nos gabinetes. Essa é uma forma de proteger os moradores e também as pessoas que trabalham na Câmara, assim como os vereadores”, declarou. Apesar da preocupação, Camolesi não soube informar quantas pessoas estão ou estiveram com a doença nas dependências da casa.

O presidente do Legislativo iniciou ontem a conversa com os colegas. A medida dividiu a opinião entre os parlamentares, conforme apurou o Diário. Parte avalia ser necessário o fechamento do acesso do público no momento de recrudescimento de casos no Grande ABC. Outra diz que Camolesi é intransigente e quer impedir o ingresso do povo na Câmara.

Diante do cenário, alternativas foram sugeridas a Camolesi, como impedir o ingresso popular no Legislativo por apenas 15 dias – até a volta das sessões, agendada para fevereiro – ou permitir a entrada de um munícipe por vez, criando espécie de lista de espera de atendimento,

“Ainda estou analisando as possibilidades. Ouvi os vereadores e eles também sugeriram ideias. Mas a verdade é que devo tomar decisão que faça diminuir ainda mais a entrada de munícipes na Câmara”, afirmou Camolesi. O veredicto deve ser anunciado na segunda-feira.

Desde o ano passado, a Câmara de São Bernardo sofre com quantidade de funcionários que acabaram contraindo a Covid. Além de assessores, alguns vereadores também foram diagnosticados com a doença ainda em 2020, como Julinho Fuzari (DEM) e Aurélio de Paula (PSDB).

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