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Paulinho Serra devolve carro oficial durante campanha


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

05/07/2008 | 07:02


Candidato à reeleição, o vereador de Santo André Paulinho Serra (PSDB) tomou atitude pioneira e ao mesmo tempo inusitada. Ontem, o tucano protocolou ofício na Câmara abrindo mão de utilizar o veículo oficial durante o período eleitoral.

Paulinho justificou a decisão pela impossibilidade de conciliar a função legislativa com a campanha à reeleição. "É impossível separar o vereador do candidato. Não quero correr o risco de ser acusado de utilizar um equipamento mantido com dinheiro público para promover a minha campanha", argumentou.

Além de avaliar que a atitude não prejudicará o mandato - um carro alugado será usado no período de 6 de julho a 6 de outubro -, Paulinho rechaça que a iniciativa seja confundida com demagogia. "Se o exemplo fosse seguido, todo mundo ganharia. Não sou demagogo, apenas procuro ser transparente e ter o cuidado com um equipamento mantido com dinheiro público."

No ofício encaminhado à presidência da Casa, Paulinho autorizou a utilização do carro, cujo custo mensal gira em torno de R$ 5 mil, para trabalhos administrativos da Câmara.

OPINIÕES
Mas a atitude de Paulinho não foi compartilhada pelos colegas de Legislativo. Os líderes de bancada consultados pelo Diário afirmaram não ser necessário abrir mão do veículo oficial para não usá-lo na campanha, o que é vetado por lei.

Segundo o presidente da Câmara, José Montoro Filho, o Montorinho (PT), cada vereador precisa ter consciência dos atos que comete. "É preciso separar eleição de mandato."

"Não preciso fazer alarde ou propaganda para ter esse tipo de conduta. Meus assessores estão cientes de que se usarem o carro em atividade extramandato estão passíveis de exoneração imediata", ressaltou José Ricardo (PSB).

Maria Ferreira de Souza, a Loló (PT), condenou a conduta do tucano. "Se ele (Paulinho) não tem condições de discernir a diferença (entre mandato e campanha), melhor tomar essa atitude mesmo. Mas o trabalho não pára. Tenho responsabilidades como vereadora."

Heleni de Paiva (PDT) foi ainda mais crítica. "Quem utilizar a máquina para fazer campanha será penalizado por improbidade administrativa. Não partilho essa atitude do Paulinho, a qual considerado meramente promocional."

O próprio líder da bancada tucana, Marcelo Chehade, afirmou não ser necessário entregar o carro. "É como dizer que a água é H2O. O vereador sabe que não pode usar o carro para campanha. É automático."



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