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Estudantes apontam erros de português em S.Caetano


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

26/09/2003 | 20:55


Dez alunos da escola municipal de línguas Paulo Sérgio Fiorotti, no bairro Olímpico, em São Caetano, saíram às ruas nessa semana para apontar aos comerciantes da cidade os erros gramaticais existentes nas fachadas de seus estabelecimentos. A iniciativa foi bem recebida. “Para nossa surpresa, aqueles que cometiam mais erros, eram os mais interessados em aprender a grafia correta das palavras”, disse Benedita de Freitas, diretora da escola e uma das coordenadoras do projeto, intitulado De olho na língua.

Na primeira fase do projeto, cada aluno da escola ficou encarregado de sair a campo para produzir uma lista com os principais erros gramaticais expostos no comércio próximo de suas casas. “Conseguimos reunir cerca de cem erros”, disse Maria Luiza Jovanovic, professora de português e inglês que também está à frente da iniciativa. Com o resultado, a coordenação optou por apresentar o trabalho aos comerciantes da rua Visconde de Inhaúma, no trecho entre a avenida Paraíso e rua Tomaso Tomé, mesmo bairro da escola.

O local foi escolhido por ser um dos pontos com maior concentração de erros gramaticais levantados. A abordagem aos comerciantes não foi feita de forma direta. Os estudantes entregaram aos donos dos estabelecimentos dois panfletos nos quais eram relatados todos os erros encontrados naqueles comércios. “Ao ver o folheto, cada um verificava o que poderia estar errado em sua loja. Acho que foi uma forma de ensinar sem agredir ou humilhar”, disse Natália Vehara, 11 anos, uma das estudantes que participaram do trabalho de conscientização.

Durante a atividade foram encontradas palavras como calçinha e côco, sendo que as grafias corretas são calcinha e coco. Os estudantes também se depararam com estrangeirismos equivocados como ticket‘s, para designar o plural tíquetes, e bori, para indicar a peça de roupa feminina conhecida como body.

Os comerciantes receberam as correções com bom humor. “É uma vergonha, mas todos podemos errar”, disse João Francisco Martim, 38 anos, dono de uma padaria onde um cartaz anunciava a venda de côco gelado. “Pretendo fazer estas correções o quanto antes. Os próprios clientes nos alertam sobre esses escorregões”, afirmou.

O dono de uma revenda de peças íntimas femininas, onde foi encontrada o bori e a calçinha disse que sequer tinha reparado na grafia incorreta dos anúncios de sua loja. “Encomendei esta placa com uma pessoa que trabalha com isso há anos. Confiei no trabalho dele, mas agora irei tomar mais cuidado”, disse o comerciante, que não quis se identificar.



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