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Andreense soma 500 ingressos de futebol

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Coleção teve início no início dos anos 1980 e conta com bilhetes de jogos de diversos times


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

11/01/2021 | 07:00


 A paixão pelo futebol começou ainda na infância de Felipe Bigliazzi Dominguez, 36 anos. O músico andreense é torcedor de coração do Tricolor paulista, mas tem carinho especial também pelo time de sua cidade, o Ramalhão. A primeira partida que viu em um estádio foi em 1991, aos 7 anos. Seu pai, Manuel Dominguez, 68, torcedor do Santos, o levou para acompanhar jogo entre São Paulo e Palmeiras, no Morumbi. Era reta final do Campeonato Paulista daquele ano e o jogo terminou 4 a 2 para seu o Tricolor.

“Era o começo da era gloriosa do (técnico) Telê Santana (1931-2006). O time seria campeão contra o Corinthians, com três gols do Raí na final. Lembro que foi a primeira vez que peguei ônibus e trem para ir a São Paulo. Um dos momentos memoráveis da relação com meu pai, nós dois, sozinhos, vivenciando as aventuras numa arquibancada”, recorda.

Dominguez ainda guarda o bilhete daquele dia tão vivo em sua memória. Foi o estopim para despertar outra paixão, a do colecionismo por ingressos de partidas de futebol. “Sempre fui uma criança acumuladora. Guardava recortes de jornais, revistas, álbum de figurinhas. Sempre que ia a algum show ou jogo de futebol guardava aquela lembrança”, conta. Hoje soma cerca de 500 ingressos de partidas. Além dos bilhetes dos jogos que viu ao vivo, a coleção conta com entradas que herdou de um tio, nos anos 1980. Também ganhou alguns de amigos, fez trocas e outros conseguiu com outros colecionadores.

A coleção de Dominguez soma bilhetes de partidas a partir dos anos 1980 até meados dos anos 2000. “Começou a venda on-line e os ingressos gradativamente pararam de ser impressos”, explica. O mais antigo da coleção é de 1981. “São Paulo contra Botafogo (Rio de Janeiro), semifinal do Brasileiro”, conta. Já o mais raro ele acredita ser um da primeira final da Copa Libertadores da América, realizada em 2006, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre São Paulo e Internacional. “Fui um dos mil malucos tricolores que viajaram à Capital gaúcha. Tenho esse troféu de guerra guardado.”

Entre os bilhetes que guarda com mais apreço, um remete a seu pai. “Tenho carinho pelo ingresso de um jogo de São Paulo e Palmeiras, de 1995, dia do meu aniversário de 11 anos. Pedi como presente e meu pai levou a mim e dois amigos palmeirenses ao Pacaembu”, conta. Outro é da primeira final da Copa do Brasil, entre Santo André e Flamengo, em 2004, no Parque Antártica. “Empate de 2 a 2. Na semana seguinte o Santo André calaria o Maracanã batendo o time carioca por 2 a 0 e levando a taça.”

Passar os olhos nos guardados do andreense é passear por parte da história do futebol brasileiro. “Apesar de são-paulino, fui em muitos jogos históricos de Corinthians, Palmeiras, Santos, Portuguesa, Santo André e São Caetano. Muitas finais e partidas decisivas do fim dos anos 1990 até meados dos anos 2000. Foi a época da minha independência, que coincidiu com o baixo valor dos ingressos. Essa coleção representa as mais lindas memórias da infância, adolescência e começo da fase adulta. Muitos momentos marcantes, principalmente nos anos 1990”, encerra.



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Andreense soma 500 ingressos de futebol

Coleção teve início no início dos anos 1980 e conta com bilhetes de jogos de diversos times

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

11/01/2021 | 07:00


 A paixão pelo futebol começou ainda na infância de Felipe Bigliazzi Dominguez, 36 anos. O músico andreense é torcedor de coração do Tricolor paulista, mas tem carinho especial também pelo time de sua cidade, o Ramalhão. A primeira partida que viu em um estádio foi em 1991, aos 7 anos. Seu pai, Manuel Dominguez, 68, torcedor do Santos, o levou para acompanhar jogo entre São Paulo e Palmeiras, no Morumbi. Era reta final do Campeonato Paulista daquele ano e o jogo terminou 4 a 2 para seu o Tricolor.

“Era o começo da era gloriosa do (técnico) Telê Santana (1931-2006). O time seria campeão contra o Corinthians, com três gols do Raí na final. Lembro que foi a primeira vez que peguei ônibus e trem para ir a São Paulo. Um dos momentos memoráveis da relação com meu pai, nós dois, sozinhos, vivenciando as aventuras numa arquibancada”, recorda.

Dominguez ainda guarda o bilhete daquele dia tão vivo em sua memória. Foi o estopim para despertar outra paixão, a do colecionismo por ingressos de partidas de futebol. “Sempre fui uma criança acumuladora. Guardava recortes de jornais, revistas, álbum de figurinhas. Sempre que ia a algum show ou jogo de futebol guardava aquela lembrança”, conta. Hoje soma cerca de 500 ingressos de partidas. Além dos bilhetes dos jogos que viu ao vivo, a coleção conta com entradas que herdou de um tio, nos anos 1980. Também ganhou alguns de amigos, fez trocas e outros conseguiu com outros colecionadores.

A coleção de Dominguez soma bilhetes de partidas a partir dos anos 1980 até meados dos anos 2000. “Começou a venda on-line e os ingressos gradativamente pararam de ser impressos”, explica. O mais antigo da coleção é de 1981. “São Paulo contra Botafogo (Rio de Janeiro), semifinal do Brasileiro”, conta. Já o mais raro ele acredita ser um da primeira final da Copa Libertadores da América, realizada em 2006, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre São Paulo e Internacional. “Fui um dos mil malucos tricolores que viajaram à Capital gaúcha. Tenho esse troféu de guerra guardado.”

Entre os bilhetes que guarda com mais apreço, um remete a seu pai. “Tenho carinho pelo ingresso de um jogo de São Paulo e Palmeiras, de 1995, dia do meu aniversário de 11 anos. Pedi como presente e meu pai levou a mim e dois amigos palmeirenses ao Pacaembu”, conta. Outro é da primeira final da Copa do Brasil, entre Santo André e Flamengo, em 2004, no Parque Antártica. “Empate de 2 a 2. Na semana seguinte o Santo André calaria o Maracanã batendo o time carioca por 2 a 0 e levando a taça.”

Passar os olhos nos guardados do andreense é passear por parte da história do futebol brasileiro. “Apesar de são-paulino, fui em muitos jogos históricos de Corinthians, Palmeiras, Santos, Portuguesa, Santo André e São Caetano. Muitas finais e partidas decisivas do fim dos anos 1990 até meados dos anos 2000. Foi a época da minha independência, que coincidiu com o baixo valor dos ingressos. Essa coleção representa as mais lindas memórias da infância, adolescência e começo da fase adulta. Muitos momentos marcantes, principalmente nos anos 1990”, encerra.

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