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PT quer ver Marinho candidato a deputado federal ano que vem

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito de São Bernardo seria nome regional em busca de vaga em Brasília; petista minimiza estratégia e diz que foco é reestruturar sigla no Estado


Raphael Rocha e Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

10/01/2021 | 07:00


 O PT se mobiliza para ver o ex-prefeito de São Bernardo e presidente estadual do partido, Luiz Marinho, candidato a deputado federal na eleição de 2022. Assim que terminaram as eleições de novembro, com o PT vencendo em Diadema (com José de Filippi Júnior) e em Mauá (Marcelo Oliveira), tiveram início as especulações sobre a estratégia do partido no Grande ABC na corrida eleitoral daqui a dois anos.

A ideia do petismo é transformar Marinho em um candidato regional à Câmara Federal, evitando o lançamento de outros nomes na disputa por cadeiras no Legislativo nacional – exceção a Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), que buscaria se reeleger e que conta com atuação em outras frentes para essa missão.

Há pressão da CNB (Construindo um Novo Brasil), corrente majoritária no PT, e do petismo sindical, do qual Marinho é oriundo – ex-trabalhador da Volkswagen, ele foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Por outro lado, o ex-prefeito demonstra relutância em assumir uma candidatura ao Legislativo.

Marinho nunca disputou cargo proporcional. Sua primeira eleição foi em 2002, quando foi candidato a vice-governador em chapa encabeçada por José Genoino. Depois de ser ministro da Previdência Social e do Trabalho no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marinho se candidatou à Prefeitura de São Bernardo em 2008. Se reelegeu em 2012. Sem emplacar sucessor em 2016, disputou a cadeira de governador em 2018, terminando o pleito na quarta colocação.

Dentro do PT, o comentário feito remonta ao currículo eleitoral de Celso Daniel (PT), ex-prefeito de Santo André. Após término de seu primeiro mandato em 1992 e sem eleger o sucessor – José Cicote (PT) havia perdido para Newton Brandão –, Celso se candidatou a deputado federal em 1994. Estourou de votos à época (96.957, 11º melhor do Estado), desempenho que credenciou seu regresso à Prefeitura andreense em 1996.

Ao Diário, Marinho minimizou as especulações. “Meu objetivo agora é concluir o mandato como presidente estadual do PT, que vai até 2023. Vou focar na organização do partido no Estado a partir do ano que vem. Esse é meu maior foco e meu objetivo agora. Fora disso, não tenho nenhum outro plano. Qualquer coisa fora disso passa por uma discussão com a minha família.”

QUEBRA-CABEÇA
Toda a discussão sobre candidatos do PT a deputado federal e deputado estadual precisará, necessariamente, buscar equação favorável em São Bernardo. Isso porque todos os parlamentares com mandato vigente do petismo são da cidade – além de Vicentinho, federal, há os estaduais Luiz Fernando Teixeira e Teonilio Barba.

No caso dos dois deputados estaduais, que estão no segundo mandato, eles trabalharam para expandir a base para todo o Grande ABC. Luiz Fernando, por exemplo, tem proximidade com a vereadora e ex-prefeiturável de Santo André Bete Siraque, com o vereador andreense Eduardo Leite, com os vereadores diademenses Lilian Cabrera e Orlando Vitoriano, além do ex-prefeiturável de Diadema Ronaldo Lacerda (ex-PT, hoje PDT).

Barba, por sua vez, aproveita a origem sindical para avançar sua influência política. Em Diadema, por exemplo, emplacou seu assessor Dheison Renan como chefe de Gabinete de Filippi. Também na cidade, nutre estreita relação com Josa Queiroz (PT), presidente da Câmara a partir de janeiro, e Zé Antônio, de volta ao Legislativo.

Todo o xadrez político tem ainda outro ingrediente. Há uma corrente no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que defende que Barba seja o candidato a deputado federal e Marinho, a estadual, como forma de manter o ex-prefeito próximo de sua base política de olho na eleição de 2024 à Prefeitura de São Bernardo.



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PT quer ver Marinho candidato a deputado federal ano que vem

Ex-prefeito de São Bernardo seria nome regional em busca de vaga em Brasília; petista minimiza estratégia e diz que foco é reestruturar sigla no Estado

Raphael Rocha e Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

10/01/2021 | 07:00


 O PT se mobiliza para ver o ex-prefeito de São Bernardo e presidente estadual do partido, Luiz Marinho, candidato a deputado federal na eleição de 2022. Assim que terminaram as eleições de novembro, com o PT vencendo em Diadema (com José de Filippi Júnior) e em Mauá (Marcelo Oliveira), tiveram início as especulações sobre a estratégia do partido no Grande ABC na corrida eleitoral daqui a dois anos.

A ideia do petismo é transformar Marinho em um candidato regional à Câmara Federal, evitando o lançamento de outros nomes na disputa por cadeiras no Legislativo nacional – exceção a Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), que buscaria se reeleger e que conta com atuação em outras frentes para essa missão.

Há pressão da CNB (Construindo um Novo Brasil), corrente majoritária no PT, e do petismo sindical, do qual Marinho é oriundo – ex-trabalhador da Volkswagen, ele foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Por outro lado, o ex-prefeito demonstra relutância em assumir uma candidatura ao Legislativo.

Marinho nunca disputou cargo proporcional. Sua primeira eleição foi em 2002, quando foi candidato a vice-governador em chapa encabeçada por José Genoino. Depois de ser ministro da Previdência Social e do Trabalho no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marinho se candidatou à Prefeitura de São Bernardo em 2008. Se reelegeu em 2012. Sem emplacar sucessor em 2016, disputou a cadeira de governador em 2018, terminando o pleito na quarta colocação.

Dentro do PT, o comentário feito remonta ao currículo eleitoral de Celso Daniel (PT), ex-prefeito de Santo André. Após término de seu primeiro mandato em 1992 e sem eleger o sucessor – José Cicote (PT) havia perdido para Newton Brandão –, Celso se candidatou a deputado federal em 1994. Estourou de votos à época (96.957, 11º melhor do Estado), desempenho que credenciou seu regresso à Prefeitura andreense em 1996.

Ao Diário, Marinho minimizou as especulações. “Meu objetivo agora é concluir o mandato como presidente estadual do PT, que vai até 2023. Vou focar na organização do partido no Estado a partir do ano que vem. Esse é meu maior foco e meu objetivo agora. Fora disso, não tenho nenhum outro plano. Qualquer coisa fora disso passa por uma discussão com a minha família.”

QUEBRA-CABEÇA
Toda a discussão sobre candidatos do PT a deputado federal e deputado estadual precisará, necessariamente, buscar equação favorável em São Bernardo. Isso porque todos os parlamentares com mandato vigente do petismo são da cidade – além de Vicentinho, federal, há os estaduais Luiz Fernando Teixeira e Teonilio Barba.

No caso dos dois deputados estaduais, que estão no segundo mandato, eles trabalharam para expandir a base para todo o Grande ABC. Luiz Fernando, por exemplo, tem proximidade com a vereadora e ex-prefeiturável de Santo André Bete Siraque, com o vereador andreense Eduardo Leite, com os vereadores diademenses Lilian Cabrera e Orlando Vitoriano, além do ex-prefeiturável de Diadema Ronaldo Lacerda (ex-PT, hoje PDT).

Barba, por sua vez, aproveita a origem sindical para avançar sua influência política. Em Diadema, por exemplo, emplacou seu assessor Dheison Renan como chefe de Gabinete de Filippi. Também na cidade, nutre estreita relação com Josa Queiroz (PT), presidente da Câmara a partir de janeiro, e Zé Antônio, de volta ao Legislativo.

Todo o xadrez político tem ainda outro ingrediente. Há uma corrente no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que defende que Barba seja o candidato a deputado federal e Marinho, a estadual, como forma de manter o ex-prefeito próximo de sua base política de olho na eleição de 2024 à Prefeitura de São Bernardo.

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