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Privatização é única saída para a Av.dos Estados, diz especialista

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Engenheiro avalia que poder público não consegue resolver problemas históricos e manter via segura a usuários


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

08/01/2021 | 00:01


Professor da faculdade de engenharia civil da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Creso de Franco Peixoto defende que a privatização é o melhor caminho para que a Avenida dos Estados tenha qualidade capaz de garantir a segurança de todos os usuários. Segundo ele, o poder público não tem capacidade financeira nem técnica para sanar problemas estruturais que atormentam motoristas que circulam pelo corredor de 14 quilômetros que corta Santo André, São Caetano e Mauá.

O especialista acredita que, com o histórico de problemas da avenida – que completa 107 anos em agosto –, é possível entender que o poder público não consegue fazer manutenção adequada e constante do viário, o que seria, segundo ele, indispensável para garantir a qualidade da via.

“Qualquer um que escute falar em privatização, atento à carga tributária elevada do País, se pergunta se vou propor também pedágio urbano. E sim, vou”, afirmou o professor. No entanto, o modelo poderia ser adotado desde que o usuário fosse compensado com a redução de um ou mais tributos.

Creso Peixoto destaca que o governo “estampa aumento de impostos como única solução para economia pública”, e propõe o abatimento proporcional ao valor cobrado em possível pedágio, nos custos de veículos particulares. “A chance do poder constituído de tentar achar uma solução para fazer a manutenção adequada da via parece um tanto quanto distante, e não vale a pena para a Avenida dos Estados”, reforçou.

Ele compara a situação com o alto custo cobrado pela Ecovias, no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), mas que em contrapartida oferece boa qualidade das vias. Porém, reforça que os custos deveriam ser mais enxutos, e aplicados, também, em vias como a Avenida dos Estados.

O professor destaca que manter a via com pavimento adequado, tapar buracos de maneira rápida e eficiente, garantindo segurança, manter qualidade da superfície rodante para que o veículo não vibre, leito superficial adequado, balizamento, pintura, proteção lateral e limpeza são fatores indispensáveis para minimizar os riscos urbanos. “A Avenida dos Estados não é apenas apêndice, lateral. Ela é importante eixo viário e exige manutenção compatível com sua alta densidade de tráfego”, finalizou.

CONTRAPONTO

Professor e gestor do curso de arquitetura e urbanismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Enio Moro Junior avalia que a proposta do modelo de privatização poderia ser discutida, desde que envolvesse também amplo projeto para melhorias do corredor que liga o Grande ABC à Capital. No entanto, o especialista acredita que o mais viável para o momento seja intervenção de impacto ao longo da avenida.

Moro defende que o poder público deve pensar as ruas como projeto urbano para a cidade, e que precisa evoluir quanto à visão de reparos viários. “A Avenida dos Estados tem condições, por exemplo, de ter uma ciclovia segregada, já que tem calhas e, portanto, tem distância para isso. Pode também ter amplo programa de jardins de chuva para melhorar a drenagem urbana, já que esses pontos recolhem água e fazem conexão rápida com lençóis freáticos”, enumera.

Além disso, o arquiteto e urbanista afirma que, para manter a via em boas condições, seria preciso utilizar modelo de pavimentação de padrão rodoviário. “Não dá para usar esse modelo de rua de bairro, que tem trânsito pequeno e só reforça a parte de cima. Isso não dá certo para avenida de trânsito pesado, como é o caso da Avenida dos Estados, que conecta praticamente todo o Grande ABC”, disse Moro, sugerindo ainda projetos de arborização, iluminação, instalação de lixeiras e bancos padronizados, calçadas acessíveis e permeáveis e, além das melhorias paisagísticas, a implantação de controle de velocidade, reduzida a 50 km/h. “É melhor os 50 km/h andando do que os 60 km/h que tem hoje, e cheio de interrupção”, afirmou.



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Privatização é única saída para a Av.dos Estados, diz especialista

Engenheiro avalia que poder público não consegue resolver problemas históricos e manter via segura a usuários

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

08/01/2021 | 00:01


Professor da faculdade de engenharia civil da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Creso de Franco Peixoto defende que a privatização é o melhor caminho para que a Avenida dos Estados tenha qualidade capaz de garantir a segurança de todos os usuários. Segundo ele, o poder público não tem capacidade financeira nem técnica para sanar problemas estruturais que atormentam motoristas que circulam pelo corredor de 14 quilômetros que corta Santo André, São Caetano e Mauá.

O especialista acredita que, com o histórico de problemas da avenida – que completa 107 anos em agosto –, é possível entender que o poder público não consegue fazer manutenção adequada e constante do viário, o que seria, segundo ele, indispensável para garantir a qualidade da via.

“Qualquer um que escute falar em privatização, atento à carga tributária elevada do País, se pergunta se vou propor também pedágio urbano. E sim, vou”, afirmou o professor. No entanto, o modelo poderia ser adotado desde que o usuário fosse compensado com a redução de um ou mais tributos.

Creso Peixoto destaca que o governo “estampa aumento de impostos como única solução para economia pública”, e propõe o abatimento proporcional ao valor cobrado em possível pedágio, nos custos de veículos particulares. “A chance do poder constituído de tentar achar uma solução para fazer a manutenção adequada da via parece um tanto quanto distante, e não vale a pena para a Avenida dos Estados”, reforçou.

Ele compara a situação com o alto custo cobrado pela Ecovias, no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), mas que em contrapartida oferece boa qualidade das vias. Porém, reforça que os custos deveriam ser mais enxutos, e aplicados, também, em vias como a Avenida dos Estados.

O professor destaca que manter a via com pavimento adequado, tapar buracos de maneira rápida e eficiente, garantindo segurança, manter qualidade da superfície rodante para que o veículo não vibre, leito superficial adequado, balizamento, pintura, proteção lateral e limpeza são fatores indispensáveis para minimizar os riscos urbanos. “A Avenida dos Estados não é apenas apêndice, lateral. Ela é importante eixo viário e exige manutenção compatível com sua alta densidade de tráfego”, finalizou.

CONTRAPONTO

Professor e gestor do curso de arquitetura e urbanismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Enio Moro Junior avalia que a proposta do modelo de privatização poderia ser discutida, desde que envolvesse também amplo projeto para melhorias do corredor que liga o Grande ABC à Capital. No entanto, o especialista acredita que o mais viável para o momento seja intervenção de impacto ao longo da avenida.

Moro defende que o poder público deve pensar as ruas como projeto urbano para a cidade, e que precisa evoluir quanto à visão de reparos viários. “A Avenida dos Estados tem condições, por exemplo, de ter uma ciclovia segregada, já que tem calhas e, portanto, tem distância para isso. Pode também ter amplo programa de jardins de chuva para melhorar a drenagem urbana, já que esses pontos recolhem água e fazem conexão rápida com lençóis freáticos”, enumera.

Além disso, o arquiteto e urbanista afirma que, para manter a via em boas condições, seria preciso utilizar modelo de pavimentação de padrão rodoviário. “Não dá para usar esse modelo de rua de bairro, que tem trânsito pequeno e só reforça a parte de cima. Isso não dá certo para avenida de trânsito pesado, como é o caso da Avenida dos Estados, que conecta praticamente todo o Grande ABC”, disse Moro, sugerindo ainda projetos de arborização, iluminação, instalação de lixeiras e bancos padronizados, calçadas acessíveis e permeáveis e, além das melhorias paisagísticas, a implantação de controle de velocidade, reduzida a 50 km/h. “É melhor os 50 km/h andando do que os 60 km/h que tem hoje, e cheio de interrupção”, afirmou.

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