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Sem mandato, tive 17 ruas asfaltadas, diz Bahia do Lava Rápido, terceiro mais bem votado para o Legislativo

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vereador saiu das vendas de chinelo de couro a comerciante na Vl.Suíça


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/01/2021 | 04:16


José Leandro Macedo foi o nome do terceiro mais bem votado nas urnas para vereador de Santo André. Conhecido como Bahia do Lava Rápido (PSDB), é morador e comerciante da Vila Suíça, região da Vila Luzita. Em sua segunda tentativa por vaga na Câmara, obteve 4.972 votos – na estreia, em 2016, já pelo tucanato, registrou 2.091 e ficou como segundo suplente. “A meu modo, colhi o que plantei. Não me prendi a ambição de cargos (no governo), continuei no meu comércio, trabalhando, e tendo o prefeito (Paulo Serra, PSDB) como parceiro. Mesmo sem mandato, foram 17 ruas asfaltadas (na região). Claro que foi o prefeito (que fez), mas com pedido do Bahia.”

A expressiva votação surpreendeu até mesmo correligionários, deixando para trás tucanos e outros aliados com mandato – a chapa do PSDB tinha seis parlamentares. Mas Bahia diz que esperava por esse apoio. “Boa parte (da classe política) não tinha ideia que eu pudesse ser eleito, um migrante nordestino, comerciante, humilde, esposa desempregada, com tanto leão na chapa. Achavam que eu não teria chance, imaginavam uns 2.000, 2.500 votos para mim, só que tenho trabalho na rua, mesmo fora (do posto), muitos voluntários na campanha. Tinha certeza que seria bem votado. Não parei e não quis assumir (parte do mandato) como suplente. Não tem autonomia.”

Bahia é residente da região da Vila Luzita desde 2004, quando recebeu convite da irmã para morar em Santo André. Antes disso, vinha para São Paulo uma vez por ano e ficava cerca de três meses em alta temporada para vender chinelo de couro no Litoral, principalmente em Praia Grande. “Eu vendia chinelo de couro na praia e cinto artesanal. Isso de outubro a janeiro. Minha irmã já morava aqui, me fez convite e deu opção de emprego. Fui trabalhar como empacotador do (Supermercado) Nagumo. Foram 11 meses de experiência.” Neste período, juntou dinheiro para lançar o lava rápido. Na sequência, há oito anos, abriu uma borracharia, depois supermercado e bar.

O tucano reiterou, em diversas ocasiões, durante a entrevista ao Diário, a responsabilidade de ser eleito pela periferia. “Fui eleito dentro da comunidade, o mais votado da periferia, não é voto de Centro. Principalmente na Vila Suíça, bairro carente. Não é menosprezando, mas outros (candidatos) têm (adesão) em todo canto, não se preocupam tanto e somem. Voltam de quatro em quatro anos. Sou pessoa popular, que sei da minha origem.” Por falar em raízes, Bahia tem relação com tucano que transcende a questão partidária. Ele nasceu em Tucano, cidade de cerca de 50 mil moradores, que fica a 268 quilômetros de Salvador, a nordeste do Estado baiano.

O vereador eleito falou que uma de suas bandeiras será pleitear interligação direta entre o terminal de ônibus da Vila Luzita e o terminal central de São Bernardo e UBS (Unidade Básica de Saúde) na Vila Suíça.  



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Sem mandato, tive 17 ruas asfaltadas, diz Bahia do Lava Rápido, terceiro mais bem votado para o Legislativo

Vereador saiu das vendas de chinelo de couro a comerciante na Vl.Suíça

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/01/2021 | 04:16


José Leandro Macedo foi o nome do terceiro mais bem votado nas urnas para vereador de Santo André. Conhecido como Bahia do Lava Rápido (PSDB), é morador e comerciante da Vila Suíça, região da Vila Luzita. Em sua segunda tentativa por vaga na Câmara, obteve 4.972 votos – na estreia, em 2016, já pelo tucanato, registrou 2.091 e ficou como segundo suplente. “A meu modo, colhi o que plantei. Não me prendi a ambição de cargos (no governo), continuei no meu comércio, trabalhando, e tendo o prefeito (Paulo Serra, PSDB) como parceiro. Mesmo sem mandato, foram 17 ruas asfaltadas (na região). Claro que foi o prefeito (que fez), mas com pedido do Bahia.”

A expressiva votação surpreendeu até mesmo correligionários, deixando para trás tucanos e outros aliados com mandato – a chapa do PSDB tinha seis parlamentares. Mas Bahia diz que esperava por esse apoio. “Boa parte (da classe política) não tinha ideia que eu pudesse ser eleito, um migrante nordestino, comerciante, humilde, esposa desempregada, com tanto leão na chapa. Achavam que eu não teria chance, imaginavam uns 2.000, 2.500 votos para mim, só que tenho trabalho na rua, mesmo fora (do posto), muitos voluntários na campanha. Tinha certeza que seria bem votado. Não parei e não quis assumir (parte do mandato) como suplente. Não tem autonomia.”

Bahia é residente da região da Vila Luzita desde 2004, quando recebeu convite da irmã para morar em Santo André. Antes disso, vinha para São Paulo uma vez por ano e ficava cerca de três meses em alta temporada para vender chinelo de couro no Litoral, principalmente em Praia Grande. “Eu vendia chinelo de couro na praia e cinto artesanal. Isso de outubro a janeiro. Minha irmã já morava aqui, me fez convite e deu opção de emprego. Fui trabalhar como empacotador do (Supermercado) Nagumo. Foram 11 meses de experiência.” Neste período, juntou dinheiro para lançar o lava rápido. Na sequência, há oito anos, abriu uma borracharia, depois supermercado e bar.

O tucano reiterou, em diversas ocasiões, durante a entrevista ao Diário, a responsabilidade de ser eleito pela periferia. “Fui eleito dentro da comunidade, o mais votado da periferia, não é voto de Centro. Principalmente na Vila Suíça, bairro carente. Não é menosprezando, mas outros (candidatos) têm (adesão) em todo canto, não se preocupam tanto e somem. Voltam de quatro em quatro anos. Sou pessoa popular, que sei da minha origem.” Por falar em raízes, Bahia tem relação com tucano que transcende a questão partidária. Ele nasceu em Tucano, cidade de cerca de 50 mil moradores, que fica a 268 quilômetros de Salvador, a nordeste do Estado baiano.

O vereador eleito falou que uma de suas bandeiras será pleitear interligação direta entre o terminal de ônibus da Vila Luzita e o terminal central de São Bernardo e UBS (Unidade Básica de Saúde) na Vila Suíça.  

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