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Vítima da Covid-19, Zelão morre aos 77

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‘Rei do Caldo de Mocotó’, o paraibano iniciou trajetória em S.Bernardo na década de 1970


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

03/01/2021 | 00:01


José Dantas Irmão, o Zelão, morreu aos 77 anos na quinta-feira, vítima de complicações da Covid-19. O paraibano chegou com a mulher, Lúcia de Fátima Alves Dantas, 63, em São Bernardo na década de 1970. Fundador e proprietário da cantina que leva o seu nome, era conhecido como ‘Rei do Caldo de Mocotó’. Ele deixou duas filhas.

O caldo de mocotó inaugurou o Bar do Zelão, em 1977, na Rua Marechal Deodoro, esquina com a Rua João Basso, na quadra do então Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, atualmente Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O bar passou a ser um dos endereços informais do próprio sindicato. O ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos frequentadores na época em que atuava no sindicato.

Em 1989, foi inaugurada a Cantina do Zelão na Rua Jurubatuba, número 926, no Centro são-bernardense. 

Em entrevista ao Diário em setembro, Luciana Alves Dantas, 44, filha do Zelão, contou que a escolha do endereço foi estratégica. “A mudança de endereço foi porque meu pai sempre teve visão. Ele viu na Jurubatuba um ponto que poderia ter grande sucesso. Ele sempre disse que, às vezes, quando se compra algo pronto, você terá problemas sem conserto. Mas quando o espaço é construído, sempre dá para consertar. E ele construiu cada pedacinho deste prédio”, explicou, na ocasião.

Além do tradicional caldo nordestino, a cantina oferece diversos pratos da culinária brasileira e é ponto de refência em todo Estado.“Hoje o Zelão tem um grande aspecto simbólico. Não só para nossa família, mas para toda a população do Grande ABC. Aqui é um espaço que reúne famílias, histórias e consegue agradar diversos públicos”, afirmou Luciana, em setembro. 

Inclusive, a morte do fundador e proprietário do restaurante gerou comoção nas redes sociais. Em postagem comunicando o falecimento do paraibano na página da Cantina do Zelão, no Facebook, ao menos 238 pessoas lamentaram sua partida. “Vindo da Paraíba em condições humildes, construiu um reino em São Bernardo, sempre acompanhado por amigos e, principalmente, por sua família, a quem dedicou o trabalho de uma vida”, diz o texto. O restaurante está fechado entre ontem e hoje em luto.

(Colaboraram Ademir Medici e Bia Moço)



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Vítima da Covid-19, Zelão morre aos 77

‘Rei do Caldo de Mocotó’, o paraibano iniciou trajetória em S.Bernardo na década de 1970

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

03/01/2021 | 00:01


José Dantas Irmão, o Zelão, morreu aos 77 anos na quinta-feira, vítima de complicações da Covid-19. O paraibano chegou com a mulher, Lúcia de Fátima Alves Dantas, 63, em São Bernardo na década de 1970. Fundador e proprietário da cantina que leva o seu nome, era conhecido como ‘Rei do Caldo de Mocotó’. Ele deixou duas filhas.

O caldo de mocotó inaugurou o Bar do Zelão, em 1977, na Rua Marechal Deodoro, esquina com a Rua João Basso, na quadra do então Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, atualmente Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O bar passou a ser um dos endereços informais do próprio sindicato. O ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos frequentadores na época em que atuava no sindicato.

Em 1989, foi inaugurada a Cantina do Zelão na Rua Jurubatuba, número 926, no Centro são-bernardense. 

Em entrevista ao Diário em setembro, Luciana Alves Dantas, 44, filha do Zelão, contou que a escolha do endereço foi estratégica. “A mudança de endereço foi porque meu pai sempre teve visão. Ele viu na Jurubatuba um ponto que poderia ter grande sucesso. Ele sempre disse que, às vezes, quando se compra algo pronto, você terá problemas sem conserto. Mas quando o espaço é construído, sempre dá para consertar. E ele construiu cada pedacinho deste prédio”, explicou, na ocasião.

Além do tradicional caldo nordestino, a cantina oferece diversos pratos da culinária brasileira e é ponto de refência em todo Estado.“Hoje o Zelão tem um grande aspecto simbólico. Não só para nossa família, mas para toda a população do Grande ABC. Aqui é um espaço que reúne famílias, histórias e consegue agradar diversos públicos”, afirmou Luciana, em setembro. 

Inclusive, a morte do fundador e proprietário do restaurante gerou comoção nas redes sociais. Em postagem comunicando o falecimento do paraibano na página da Cantina do Zelão, no Facebook, ao menos 238 pessoas lamentaram sua partida. “Vindo da Paraíba em condições humildes, construiu um reino em São Bernardo, sempre acompanhado por amigos e, principalmente, por sua família, a quem dedicou o trabalho de uma vida”, diz o texto. O restaurante está fechado entre ontem e hoje em luto.

(Colaboraram Ademir Medici e Bia Moço)

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