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Cidade avaliou prefeito de forma positiva, cita Leite

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vereador de Sto.André considera que PT precisa analisar com humildade o saldo e nega deixar a sigla


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

03/01/2021 | 02:20


Vereador eleito para o terceiro mandato na Câmara de Santo André, Eduardo Leite descartou deixar o PT mesmo diante do período de desgaste institucional em âmbito nacional. Tido com perfil moderador, o petista apontou que o processo eleitoral precisa ser analisado dentro da conjuntura atípica do ano passado, mas sem desconsiderar a vitória expressiva do prefeito Paulo Serra (PSDB) nas urnas.

“Existe ainda resistência, desgaste por causa de campanhas massivas, ataque desproporcional por alguns setores. Não podemos negar, no entanto, que o governo do prefeito teve 76,8% dos votos no primeiro turno. Não podemos desprezar esse índice, que avaliou positivamente o governo”, disse.

Leite pontuou que essa foi a única eleição em meio à pandemia, o que, na sua avaliação, “beneficiou muito” quem está no governo. “As restrições, redução de atividades, favoreceram aqueles que estavam no poder. Outro fator foi mudança na regra eleitoral. Não ter coligação influenciou no resultado. A nossa candidata (a prefeita, Bete Siraque, PT) era experiente, preparada, tinha bom discurso, boa postura, plano de governo. Se fosse outro período, outra conjuntura, PT estaria no segundo turno. Nesta (condição), com prefeito bem avaliado, pandemia, rescaldo de desgaste da legenda a eleição ficou difícil”, emendou.

O parlamentar registrou 3.369 votos em novembro – o PT, por outro lado, viu reduzir a bancada de cinco para duas cadeiras, incluindo na lista o sindicalista Wagner Lima. Para Leite, esse conjunto de elementos impactou, inclusive, na chapa proporcional. “Faremos oposição de forma crítica, responsável.” Mas o fato de ter composto a chapa governista para a mesa diretora da Câmara – Pedrinho Botaro (PSDB) foi reconduzido à presidência – tensionou as relações internas, até porque Wagner Lima votou em Ricardo Alvarez (Psol).

Leite chegou a receber apoio do PT regional para ocupar a condição de ser o prefeiturável nesta eleição, mas recuou da situação, abrindo caminho para Bete. Antes do episódio, obteve convites para migrar de legenda do campo progressista para carimbar voos maiores na carreira política. “O meu grande desafio é fazer bom mandato, continuar contribuindo no Legislativo. Apresentando e defendendo as ideias. Fui eleito pelo PT. Não penso em seguir outro caminho. Penso em cumprir meu mandato, ajudar a cidade, ajudar a diminuir desgaste do partido, mostrar que o PT aprendeu com seus erros, ajudar a superar as dificuldades.”

Segundo o parlamentar, há necessidade de dialogar com militância sobre importância de ouvir a população. “Existem queixas com erros que partidos cometeram. Aumentar capacidade de audição, autocrítica para poder voltar a disputarmos no futuro com condições mais favoráveis.”
 



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Cidade avaliou prefeito de forma positiva, cita Leite

Vereador de Sto.André considera que PT precisa analisar com humildade o saldo e nega deixar a sigla

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

03/01/2021 | 02:20


Vereador eleito para o terceiro mandato na Câmara de Santo André, Eduardo Leite descartou deixar o PT mesmo diante do período de desgaste institucional em âmbito nacional. Tido com perfil moderador, o petista apontou que o processo eleitoral precisa ser analisado dentro da conjuntura atípica do ano passado, mas sem desconsiderar a vitória expressiva do prefeito Paulo Serra (PSDB) nas urnas.

“Existe ainda resistência, desgaste por causa de campanhas massivas, ataque desproporcional por alguns setores. Não podemos negar, no entanto, que o governo do prefeito teve 76,8% dos votos no primeiro turno. Não podemos desprezar esse índice, que avaliou positivamente o governo”, disse.

Leite pontuou que essa foi a única eleição em meio à pandemia, o que, na sua avaliação, “beneficiou muito” quem está no governo. “As restrições, redução de atividades, favoreceram aqueles que estavam no poder. Outro fator foi mudança na regra eleitoral. Não ter coligação influenciou no resultado. A nossa candidata (a prefeita, Bete Siraque, PT) era experiente, preparada, tinha bom discurso, boa postura, plano de governo. Se fosse outro período, outra conjuntura, PT estaria no segundo turno. Nesta (condição), com prefeito bem avaliado, pandemia, rescaldo de desgaste da legenda a eleição ficou difícil”, emendou.

O parlamentar registrou 3.369 votos em novembro – o PT, por outro lado, viu reduzir a bancada de cinco para duas cadeiras, incluindo na lista o sindicalista Wagner Lima. Para Leite, esse conjunto de elementos impactou, inclusive, na chapa proporcional. “Faremos oposição de forma crítica, responsável.” Mas o fato de ter composto a chapa governista para a mesa diretora da Câmara – Pedrinho Botaro (PSDB) foi reconduzido à presidência – tensionou as relações internas, até porque Wagner Lima votou em Ricardo Alvarez (Psol).

Leite chegou a receber apoio do PT regional para ocupar a condição de ser o prefeiturável nesta eleição, mas recuou da situação, abrindo caminho para Bete. Antes do episódio, obteve convites para migrar de legenda do campo progressista para carimbar voos maiores na carreira política. “O meu grande desafio é fazer bom mandato, continuar contribuindo no Legislativo. Apresentando e defendendo as ideias. Fui eleito pelo PT. Não penso em seguir outro caminho. Penso em cumprir meu mandato, ajudar a cidade, ajudar a diminuir desgaste do partido, mostrar que o PT aprendeu com seus erros, ajudar a superar as dificuldades.”

Segundo o parlamentar, há necessidade de dialogar com militância sobre importância de ouvir a população. “Existem queixas com erros que partidos cometeram. Aumentar capacidade de audição, autocrítica para poder voltar a disputarmos no futuro com condições mais favoráveis.”
 

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