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PMN investiu menos de 10% em candidatos a vereador em Mauá

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeiturável recebeu R$ 120 mil da sigla, mas chapa à Câmara computou R$ 9.180 de verba


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/01/2021 | 00:09


O recurso depositado pelo PMN às empreitadas eleitorais da legenda em Mauá representou 7,65% do total de investimentos nos candidatos do partido a vereador. Levantamento feito pelo Diário, com base nos dados das prestações de contas das campanhas da sigla, mostra que o volume de recursos arrecadados pelos postulantes à Câmara totalizou R$ 9.180, valor bem inferior aos R$ 120 mil depositados pela cúpula nacional. Nenhum deles foi eleito.

O Diário mostrou no domingo que o dinheiro aplicado pelo PMN à candidatura da advogada Roseni Delmondes ao Paço de Mauá não se converteu nas urnas. A ex-prefeiturável terminou o pleito com votação pífia (793 votos), desempenho que a deixou em último lugar em corrida que contou com 12 candidatos. A advogada alegou que o recurso serviu para ajudar os candidatos a vereador do partido, mas atribuiu a derrota de todos eles ao fato de serem “novos na política”.

Os números, porém, mostram que a maioria dos postulantes ao Legislativo contou com receita minúscula em suas campanhas. Dos 15 candidatos à vereança do PMN mauaense, quase a metade recebeu parcos R$ 200 para a empreitada. Outra parcela obteve um pouco mais (entre R$ 400 e R$ 800), mas ainda assim ficaram em patamar diminuto em comparação com o recurso destinado pela nacional do PMN. Uma minoria, de três candidatos, contou de R$ 1.280 a R$ 2.460 de receita nas campanhas.

Com esses tímidos recursos, o resultado nas urnas, nesse caso, teve consequências. Somados, todos os candidatos a vereador do partido tiveram 1.611 votos, desempenho pouco superior que o parlamentar eleito que recebeu menos votos entre os 23 – reeleito, Irmão Ozelito (PSC) conquistou 1.423 apoios.

Além de contarem com baixa arrecadação, as declarações de todos os candidatos à vereança do PMN indicam que os recursos, pelo menos oficialmente, foram doados por eles próprios. Não há nenhuma doação oficial do partido aos pleiteantes. Por outro lado, na lista de despesas da campanha de Roseni, consta repasse de R$ 5.000 à direção municipal do PMN. A transação foi declarada como doação financeira a outros candidatos.

Do total gasto pela campanha da advogada, apenas duas despesas concentram 67% de todo o custo do projeto eleitoral do PMN. Um desses débitos, no valor de R$ 38 mil, foi quitado com a microempresa denominada Aparecida de Souza Rodrigues, localizada na Zona Leste da Capital, cuja inscrição da firma na Junta Comercial paulista indica atuação como escritório contábil e até como quitanda. De fato, as planilhas de movimentações financeiras do partido nas eleições, assinadas por Aparecida, também incluem as contabilidades dos candidatos a vereador. “A contadora fez o trabalho dela e pagamos por isso”, disse Roseni.

Uma das candidatas a vereadora do partido, Neusa Alves da Silva questionou o volume de recursos doados pela nacional do PMN e reclamou do valor que recebeu (R$ 200). O protesto foi feito publicamente em comentário na reportagem publicada pelo Diário que revelou o caso. “Desconheço esse dinheiro”, criticou. Em resposta, Roseni, que, além de ter sido prefeiturável, também consta como advogada da campanha, indicou que o valor foi depositado majoritariamente nas despesas com as prestações de conta. “Desses R$ 120 mil, foram pagos a sua contabilidade, cartões, sem falar das artes, gravações e outras coisas. Você esqueceu?”



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PMN investiu menos de 10% em candidatos a vereador em Mauá

Prefeiturável recebeu R$ 120 mil da sigla, mas chapa à Câmara computou R$ 9.180 de verba

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/01/2021 | 00:09


O recurso depositado pelo PMN às empreitadas eleitorais da legenda em Mauá representou 7,65% do total de investimentos nos candidatos do partido a vereador. Levantamento feito pelo Diário, com base nos dados das prestações de contas das campanhas da sigla, mostra que o volume de recursos arrecadados pelos postulantes à Câmara totalizou R$ 9.180, valor bem inferior aos R$ 120 mil depositados pela cúpula nacional. Nenhum deles foi eleito.

O Diário mostrou no domingo que o dinheiro aplicado pelo PMN à candidatura da advogada Roseni Delmondes ao Paço de Mauá não se converteu nas urnas. A ex-prefeiturável terminou o pleito com votação pífia (793 votos), desempenho que a deixou em último lugar em corrida que contou com 12 candidatos. A advogada alegou que o recurso serviu para ajudar os candidatos a vereador do partido, mas atribuiu a derrota de todos eles ao fato de serem “novos na política”.

Os números, porém, mostram que a maioria dos postulantes ao Legislativo contou com receita minúscula em suas campanhas. Dos 15 candidatos à vereança do PMN mauaense, quase a metade recebeu parcos R$ 200 para a empreitada. Outra parcela obteve um pouco mais (entre R$ 400 e R$ 800), mas ainda assim ficaram em patamar diminuto em comparação com o recurso destinado pela nacional do PMN. Uma minoria, de três candidatos, contou de R$ 1.280 a R$ 2.460 de receita nas campanhas.

Com esses tímidos recursos, o resultado nas urnas, nesse caso, teve consequências. Somados, todos os candidatos a vereador do partido tiveram 1.611 votos, desempenho pouco superior que o parlamentar eleito que recebeu menos votos entre os 23 – reeleito, Irmão Ozelito (PSC) conquistou 1.423 apoios.

Além de contarem com baixa arrecadação, as declarações de todos os candidatos à vereança do PMN indicam que os recursos, pelo menos oficialmente, foram doados por eles próprios. Não há nenhuma doação oficial do partido aos pleiteantes. Por outro lado, na lista de despesas da campanha de Roseni, consta repasse de R$ 5.000 à direção municipal do PMN. A transação foi declarada como doação financeira a outros candidatos.

Do total gasto pela campanha da advogada, apenas duas despesas concentram 67% de todo o custo do projeto eleitoral do PMN. Um desses débitos, no valor de R$ 38 mil, foi quitado com a microempresa denominada Aparecida de Souza Rodrigues, localizada na Zona Leste da Capital, cuja inscrição da firma na Junta Comercial paulista indica atuação como escritório contábil e até como quitanda. De fato, as planilhas de movimentações financeiras do partido nas eleições, assinadas por Aparecida, também incluem as contabilidades dos candidatos a vereador. “A contadora fez o trabalho dela e pagamos por isso”, disse Roseni.

Uma das candidatas a vereadora do partido, Neusa Alves da Silva questionou o volume de recursos doados pela nacional do PMN e reclamou do valor que recebeu (R$ 200). O protesto foi feito publicamente em comentário na reportagem publicada pelo Diário que revelou o caso. “Desconheço esse dinheiro”, criticou. Em resposta, Roseni, que, além de ter sido prefeiturável, também consta como advogada da campanha, indicou que o valor foi depositado majoritariamente nas despesas com as prestações de conta. “Desses R$ 120 mil, foram pagos a sua contabilidade, cartões, sem falar das artes, gravações e outras coisas. Você esqueceu?”

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