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Nomeação de policiais não supre deficit da região

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governo estadual anunciou que 600 investigadores e 1.992 soldados vão tomar posse em janeiro


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

31/12/2020 | 00:01


A SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Estado de São Paulo anunciou a nomeação de 600 investigadores para a Polícia Civil e de 1.992 soldados de segunda classe para a Polícia Militar. Após a posse, que deve ocorrer na primeira quinzena de janeiro, os nomeados vão passar de seis meses a um ano em curso preparatório, na Acadepol (Academia de Polícia Dr. Coriolano Nogueira Cobra) e na Escola Superior de Soldados, respectivamente. Os novos agentes de segurança serão destinados para todo o Estado, mas o número não é suficiente para suprir o deficit de policiais no Grande ABC, retratado ao longo do ano em reportagens do Diário.

Em outubro deste ano, o jornal mostrou que, de acordo com dados do Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), faltam 761 profissionais nas delegacias da região. Os números apontavam que, entre delegados, escrivães, investigadores, agentes policiais e de telecomunicações, papiloscopistas e auxiliares, a região deveria ter 1.948 trabalhadores da Polícia Judiciária. No entanto, nas três seccionais existentes no Grande ABC, naquele mês, eram apenas 1.187 funcionários. Já na PM, a estimativa é que haja vaga para cerca de 300 policiais, um deficit estimado pelo comando da região em 15% do efetivo, alinhado aos números do Estado.

A secretaria estadual não detalhou quantos desses novos policiais podem vir para a região. Informou, em nota, que as regiões de atuação serão definidas em momento oportuno, depois da posse e da academia. “Quando forem divulgadas, avisaremos com antecedência”, destacou o comunicado.

Segundo a pasta, em janeiro, mais 288 policiais civis devem ser nomeados, sendo 35 delegados, 54 agentes de telecomunicação, 30 papiloscopistas, 86 auxiliares e 83 agentes policiais. Esses também seguirão os trâmites para formação na Acadepol, após a nomeação. Também está prevista, para o primeiro semestre de 2021 a nomeação de mais 2.700 soldados de segunda classe e 190 alunos-oficiais de outros dois concursos suspensos, dos anos de 2019 e 2020, respectivamente.

O Sindipesp avaliou que a nomeação dos 600 investigadores e dos 1.992 soldados é um “pequeno alento” para a instituição, que vive hoje o maior deficit de sua história, com 14.448 cargos vagos, segundo o “Defasômetro” elaborado pelo sindicato e atualizado mensalmente. Presidente da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), Gustavo Mesquita afirmou que, além de contratações, é preciso valorizar o policial civil com bons salários e garantir a independência da instituição. “O governo precisa adotar um planejamento sistemático de contratações anuais, agilidade nos concursos e nas nomeações e garantir que esses profissionais que ingressam, e nos quais o governo investe recursos, não deixem a instituição devido aos baixos rendimentos”, pontuou. 



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Nomeação de policiais não supre deficit da região

Governo estadual anunciou que 600 investigadores e 1.992 soldados vão tomar posse em janeiro

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

31/12/2020 | 00:01


A SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Estado de São Paulo anunciou a nomeação de 600 investigadores para a Polícia Civil e de 1.992 soldados de segunda classe para a Polícia Militar. Após a posse, que deve ocorrer na primeira quinzena de janeiro, os nomeados vão passar de seis meses a um ano em curso preparatório, na Acadepol (Academia de Polícia Dr. Coriolano Nogueira Cobra) e na Escola Superior de Soldados, respectivamente. Os novos agentes de segurança serão destinados para todo o Estado, mas o número não é suficiente para suprir o deficit de policiais no Grande ABC, retratado ao longo do ano em reportagens do Diário.

Em outubro deste ano, o jornal mostrou que, de acordo com dados do Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), faltam 761 profissionais nas delegacias da região. Os números apontavam que, entre delegados, escrivães, investigadores, agentes policiais e de telecomunicações, papiloscopistas e auxiliares, a região deveria ter 1.948 trabalhadores da Polícia Judiciária. No entanto, nas três seccionais existentes no Grande ABC, naquele mês, eram apenas 1.187 funcionários. Já na PM, a estimativa é que haja vaga para cerca de 300 policiais, um deficit estimado pelo comando da região em 15% do efetivo, alinhado aos números do Estado.

A secretaria estadual não detalhou quantos desses novos policiais podem vir para a região. Informou, em nota, que as regiões de atuação serão definidas em momento oportuno, depois da posse e da academia. “Quando forem divulgadas, avisaremos com antecedência”, destacou o comunicado.

Segundo a pasta, em janeiro, mais 288 policiais civis devem ser nomeados, sendo 35 delegados, 54 agentes de telecomunicação, 30 papiloscopistas, 86 auxiliares e 83 agentes policiais. Esses também seguirão os trâmites para formação na Acadepol, após a nomeação. Também está prevista, para o primeiro semestre de 2021 a nomeação de mais 2.700 soldados de segunda classe e 190 alunos-oficiais de outros dois concursos suspensos, dos anos de 2019 e 2020, respectivamente.

O Sindipesp avaliou que a nomeação dos 600 investigadores e dos 1.992 soldados é um “pequeno alento” para a instituição, que vive hoje o maior deficit de sua história, com 14.448 cargos vagos, segundo o “Defasômetro” elaborado pelo sindicato e atualizado mensalmente. Presidente da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), Gustavo Mesquita afirmou que, além de contratações, é preciso valorizar o policial civil com bons salários e garantir a independência da instituição. “O governo precisa adotar um planejamento sistemático de contratações anuais, agilidade nos concursos e nas nomeações e garantir que esses profissionais que ingressam, e nos quais o governo investe recursos, não deixem a instituição devido aos baixos rendimentos”, pontuou. 

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