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Com crítica à aliança de PT e PSDB na casa, Alvarez promete oposição

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Para vereador eleito, petismo se misturou com tucanato nas eleições da mesa


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

29/12/2020 | 00:36


De volta à Câmara de Santo André depois de 16 anos, Ricardo Alvarez (Psol) promete fazer oposição ao governo do prefeito reeleito Paulo Serra (PSDB), algo que, segundo ele, não houve no primeiro mandato do tucano.

Alvarez foi vereador de Santo André entre 1997 e 2004, ambos mandatos exercidos pelo PT. Embora governista – o petismo comandava a administração andreense, primeiramente com Celso Daniel e, depois, com João Avamileno (hoje no SD) –, muitas vezes batia de frente com o governo do próprio partido. Tanto que deixou a sigla rumo ao Psol.

Depois de reveses em corridas ao Paço, buscou novamente vaga no Legislativo neste ano e recebeu 3.368 votos, fazendo o Psol estrear na casa. “Terei mandato de oposição programática. Os tucanos têm projeto que conquistou forte hegemonia em Santo André. Nosso mandato vai apontar para outra linha política, mostrando para Santo André que existe alternativa. A Câmara não está lá para dizer ‘sim’ ou ‘não’. É um poder, que precisa ser exercido. Eu batia de frente com o Celso Daniel, não vou fazer isso com governo tucano?”, avisou. Questionado se acha que faltou oposição à gestão tucana, não titubeou. “Não tenha dúvida.”

O primeiro passo para cravar sua posição na Câmara, segundo ele, é ir na contramão de composição com o governo por vagas na mesa diretora. No primeiro mandato, nas duas eleições para presidência do Legislativo o PT firmou acordo com a bancada de sustentação, ocupando espaço na mesa. “É equívoco político que fica ainda mais evidente com eleição de agora (a bancada petista reduziu de cinco para dois vereadores). Essa composição para eleição da presidência só favorece, fundamentalmente, o prefeito e o presidente da casa.”

Alvarez, porém, não garantiu lançamento de candidatura própria no pleito interno. “Acho que deveria ter chapa de contraponto à do prefeito, mas não sei se há condições para isso. Isso para mim está aberto. O que não está aberto para mim é que não vou votar na chapa oficial, na chapa do Paulo Serra. Anulo meu voto”, disse. “O que o PT ganhou fazendo composição com o prefeito? Não digo que o PT perdeu a eleição por causa da chapa da mesa. Mas estar na chapa única de composição faz apontamento muito ruim para sua base política, mostra mistura de divisão de espaço de poder. Já teve a mistura ruim lá atrás quando o PT levou o Paulo Serra para ser secretário (de Obras). Está aí o resultado para o (ex-prefeito Carlos) Grana (PT, derrotado na eleição a vereador).”  



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Com crítica à aliança de PT e PSDB na casa, Alvarez promete oposição

Para vereador eleito, petismo se misturou com tucanato nas eleições da mesa

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

29/12/2020 | 00:36


De volta à Câmara de Santo André depois de 16 anos, Ricardo Alvarez (Psol) promete fazer oposição ao governo do prefeito reeleito Paulo Serra (PSDB), algo que, segundo ele, não houve no primeiro mandato do tucano.

Alvarez foi vereador de Santo André entre 1997 e 2004, ambos mandatos exercidos pelo PT. Embora governista – o petismo comandava a administração andreense, primeiramente com Celso Daniel e, depois, com João Avamileno (hoje no SD) –, muitas vezes batia de frente com o governo do próprio partido. Tanto que deixou a sigla rumo ao Psol.

Depois de reveses em corridas ao Paço, buscou novamente vaga no Legislativo neste ano e recebeu 3.368 votos, fazendo o Psol estrear na casa. “Terei mandato de oposição programática. Os tucanos têm projeto que conquistou forte hegemonia em Santo André. Nosso mandato vai apontar para outra linha política, mostrando para Santo André que existe alternativa. A Câmara não está lá para dizer ‘sim’ ou ‘não’. É um poder, que precisa ser exercido. Eu batia de frente com o Celso Daniel, não vou fazer isso com governo tucano?”, avisou. Questionado se acha que faltou oposição à gestão tucana, não titubeou. “Não tenha dúvida.”

O primeiro passo para cravar sua posição na Câmara, segundo ele, é ir na contramão de composição com o governo por vagas na mesa diretora. No primeiro mandato, nas duas eleições para presidência do Legislativo o PT firmou acordo com a bancada de sustentação, ocupando espaço na mesa. “É equívoco político que fica ainda mais evidente com eleição de agora (a bancada petista reduziu de cinco para dois vereadores). Essa composição para eleição da presidência só favorece, fundamentalmente, o prefeito e o presidente da casa.”

Alvarez, porém, não garantiu lançamento de candidatura própria no pleito interno. “Acho que deveria ter chapa de contraponto à do prefeito, mas não sei se há condições para isso. Isso para mim está aberto. O que não está aberto para mim é que não vou votar na chapa oficial, na chapa do Paulo Serra. Anulo meu voto”, disse. “O que o PT ganhou fazendo composição com o prefeito? Não digo que o PT perdeu a eleição por causa da chapa da mesa. Mas estar na chapa única de composição faz apontamento muito ruim para sua base política, mostra mistura de divisão de espaço de poder. Já teve a mistura ruim lá atrás quando o PT levou o Paulo Serra para ser secretário (de Obras). Está aí o resultado para o (ex-prefeito Carlos) Grana (PT, derrotado na eleição a vereador).”  

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