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Estudo aponta a presença de bactérias em pés de alface

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Microorganismos são nocivos à saúde humana; portanto, higienização das hortaliças é essencial


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

29/12/2020 | 00:01


Estudo publicado na última semana pelo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano) indicou a presença de bactérias nocivas à saúde humana em amostras de alface coletadas em feiras e supermercados do Grande ABC. O resultado reforça a necessidade da higienização correta dos alimentos antes do consumo para prevenir doenças, inclusive a Covid-19.

Nas verduras, foram encontradas as bactérias E. coli, que pode causar problemas como infecção urinária e diarreias, e a Shigella sp, causadora de infecção aguda no intestino. Em menos quantidade, a Salmonella sp também foi identificada. Todas são enterobactérias, ou seja, são encontradas nas fezes de animais de sangue quente e a contaminação se dá via fecal-oral. Isso significa que de alguma maneira as hortaliças tiveram contato com fezes de animais contaminados, por meio de adubos, mãos sujas ou pássaros durante o cultivo, por exemplo.

Segundo Patrícia Montanheiro, uma das autoras da pesquisa e coordenadora do LAC (Laboratório de Análises Clínicas) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), é essencial higienizar verduras com hipoclorito de sódio a 2%, também conhecido como água sanitária. “A higienização pelo hipoclorito (de sódio) é realmente bem eficaz contra vírus, bactérias e fungos, eliminando até 99,9% dos micro-organismos”, explica.

A orientação é que o alimento seja lavado com água corrente, fique por ao menos 30 minutos de molho em solução com água sanitária e, depois, lavado novamente antes do consumo. A incidência de micro-organismos em vegetais reflete a qualidade sanitária das etapas de cultivo, transporte e comercialização. “Não é normal encontrar enterobactérias nestes alimentos. Vários fatores podem ter feito elas chegarem ali, mas nós não podemos consumir alimentos contaminados por este grupo de bactérias”, reforça Patrícia.

CORONAVÍRUS
Higienizar corretamente os alimentos também contribui na prevenção ao novo coronavírus. Embora pesquisadores ainda não tenham concluído se o vírus pode infectar a pessoa via oral, ele já foi localizado em fezes de indivíduos assintomáticos e sintomáticos – neste caso, os doentes apresentaram, além dos sintomas comuns da Covid, diarreias e dores abdominais. No entanto, ainda não é possível afirmar se estes pacientes adquiriram o micro-organismo pela boca.

“A principal via de contágio (do coronavírus) é a respiratória, mas temos que higienizar todos os alimentos porque os pegamos com a mão e a passamos no nariz, nos olhos, e isso faz com que o vírus acabe penetrando no corpo”, exemplifica a docente da USCS. 



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Estudo aponta a presença de bactérias em pés de alface

Microorganismos são nocivos à saúde humana; portanto, higienização das hortaliças é essencial

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

29/12/2020 | 00:01


Estudo publicado na última semana pelo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano) indicou a presença de bactérias nocivas à saúde humana em amostras de alface coletadas em feiras e supermercados do Grande ABC. O resultado reforça a necessidade da higienização correta dos alimentos antes do consumo para prevenir doenças, inclusive a Covid-19.

Nas verduras, foram encontradas as bactérias E. coli, que pode causar problemas como infecção urinária e diarreias, e a Shigella sp, causadora de infecção aguda no intestino. Em menos quantidade, a Salmonella sp também foi identificada. Todas são enterobactérias, ou seja, são encontradas nas fezes de animais de sangue quente e a contaminação se dá via fecal-oral. Isso significa que de alguma maneira as hortaliças tiveram contato com fezes de animais contaminados, por meio de adubos, mãos sujas ou pássaros durante o cultivo, por exemplo.

Segundo Patrícia Montanheiro, uma das autoras da pesquisa e coordenadora do LAC (Laboratório de Análises Clínicas) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), é essencial higienizar verduras com hipoclorito de sódio a 2%, também conhecido como água sanitária. “A higienização pelo hipoclorito (de sódio) é realmente bem eficaz contra vírus, bactérias e fungos, eliminando até 99,9% dos micro-organismos”, explica.

A orientação é que o alimento seja lavado com água corrente, fique por ao menos 30 minutos de molho em solução com água sanitária e, depois, lavado novamente antes do consumo. A incidência de micro-organismos em vegetais reflete a qualidade sanitária das etapas de cultivo, transporte e comercialização. “Não é normal encontrar enterobactérias nestes alimentos. Vários fatores podem ter feito elas chegarem ali, mas nós não podemos consumir alimentos contaminados por este grupo de bactérias”, reforça Patrícia.

CORONAVÍRUS
Higienizar corretamente os alimentos também contribui na prevenção ao novo coronavírus. Embora pesquisadores ainda não tenham concluído se o vírus pode infectar a pessoa via oral, ele já foi localizado em fezes de indivíduos assintomáticos e sintomáticos – neste caso, os doentes apresentaram, além dos sintomas comuns da Covid, diarreias e dores abdominais. No entanto, ainda não é possível afirmar se estes pacientes adquiriram o micro-organismo pela boca.

“A principal via de contágio (do coronavírus) é a respiratória, mas temos que higienizar todos os alimentos porque os pegamos com a mão e a passamos no nariz, nos olhos, e isso faz com que o vírus acabe penetrando no corpo”, exemplifica a docente da USCS. 

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