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Michels saem de cena após 16 anos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fim da era Lauro e derrota de Marcos impõem novo hiato à família, que acumula oito mandatos


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

25/12/2020 | 00:01


O término do segundo governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), não representa apenas o fim da hegemonia verde na cidade. Somada à despedida de Marcos Michels (PSB), primo do prefeito, da Câmara, a família volta a ficar sem representantes com mandato no município depois de 16 anos ininterruptos.

De um lado, Lauro encerra na próxima semana seu oitavo ano de gestão sem ter conseguido emplacar sucessor no Paço – o escolhido foi o vereador Pretinho do Água Santa (DEM), que amargou o quarto lugar na disputa, e o vencedor foi José de Filippi Júnior (PT). No outro flanco, o também vereador Marcos Michels é mais um a sair de cena. Após dois mandatos como parlamentar, o socialista tentou alçar voos mais altos ao se candidatar a prefeito no pleito deste ano, mas ficou em sexto.

E esse novo hiato da família Michels no poder em Diadema tem tudo a ver com a sucessão. Marcos foi prefeiturável a contragosto de Lauro, que escolheu Pretinho como candidato a despeito de acordo celebrado com o próprio primo para ser o nome do governo – e da família – na disputa. Na tentativa de manter algum representante no Legislativo diademense, Marcos indicou a mulher, Tatiane Ramos (PSB), como candidata a vereadora, mas a socialista foi derrotada – teve 360 votos.

Em sua história, o clã Michels acumula oito mandatos: dois de Lauro como prefeito; dois de Marcos como vereador (2013-2016 e 2017-2020); outros dois de Lauro como parlamentar (2005-2008 e 2009-2012), além dos mais dois mandatos do ex-prefeito Lauro Michels (PTB, 1963- 1968 e 1976-1982), tio-avô do atual chefe do Paço e avô direto de Marcos.

A família interrompeu período de duas décadas fora do poder na cidade em 2005, com o início do primeiro mandato de Lauro como parlamentar, então filiado ao PSDB. Quatro anos mais tarde, foi reeleito. Em 2012, interrompeu sequência de gestões petistas na cidade e se elegeu prefeito. Naquele ano, Marcos – então assessor do primo no Legislativo – conquistou seu primeiro mandato, ainda no PV.

O auge foi em 2017, ano em que Lauro iniciou seu segundo mandato e Marcos, reeleito vereador pelo PSB, alcançou a presidência da Câmara. A cisão começou no ano seguinte, quando Marcos tentou se candidatar a deputado com aval do governo do primo, mas foi trocado por Márcio da Farmácia (Podemos), que foi eleito. A dupla entrou no pleito deste ano rompida e saiu sem mandato.  



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Michels saem de cena após 16 anos

Fim da era Lauro e derrota de Marcos impõem novo hiato à família, que acumula oito mandatos

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

25/12/2020 | 00:01


O término do segundo governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), não representa apenas o fim da hegemonia verde na cidade. Somada à despedida de Marcos Michels (PSB), primo do prefeito, da Câmara, a família volta a ficar sem representantes com mandato no município depois de 16 anos ininterruptos.

De um lado, Lauro encerra na próxima semana seu oitavo ano de gestão sem ter conseguido emplacar sucessor no Paço – o escolhido foi o vereador Pretinho do Água Santa (DEM), que amargou o quarto lugar na disputa, e o vencedor foi José de Filippi Júnior (PT). No outro flanco, o também vereador Marcos Michels é mais um a sair de cena. Após dois mandatos como parlamentar, o socialista tentou alçar voos mais altos ao se candidatar a prefeito no pleito deste ano, mas ficou em sexto.

E esse novo hiato da família Michels no poder em Diadema tem tudo a ver com a sucessão. Marcos foi prefeiturável a contragosto de Lauro, que escolheu Pretinho como candidato a despeito de acordo celebrado com o próprio primo para ser o nome do governo – e da família – na disputa. Na tentativa de manter algum representante no Legislativo diademense, Marcos indicou a mulher, Tatiane Ramos (PSB), como candidata a vereadora, mas a socialista foi derrotada – teve 360 votos.

Em sua história, o clã Michels acumula oito mandatos: dois de Lauro como prefeito; dois de Marcos como vereador (2013-2016 e 2017-2020); outros dois de Lauro como parlamentar (2005-2008 e 2009-2012), além dos mais dois mandatos do ex-prefeito Lauro Michels (PTB, 1963- 1968 e 1976-1982), tio-avô do atual chefe do Paço e avô direto de Marcos.

A família interrompeu período de duas décadas fora do poder na cidade em 2005, com o início do primeiro mandato de Lauro como parlamentar, então filiado ao PSDB. Quatro anos mais tarde, foi reeleito. Em 2012, interrompeu sequência de gestões petistas na cidade e se elegeu prefeito. Naquele ano, Marcos – então assessor do primo no Legislativo – conquistou seu primeiro mandato, ainda no PV.

O auge foi em 2017, ano em que Lauro iniciou seu segundo mandato e Marcos, reeleito vereador pelo PSB, alcançou a presidência da Câmara. A cisão começou no ano seguinte, quando Marcos tentou se candidatar a deputado com aval do governo do primo, mas foi trocado por Márcio da Farmácia (Podemos), que foi eleito. A dupla entrou no pleito deste ano rompida e saiu sem mandato.  

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