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Sindicato teme parada por falta de insumo

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cenário seria decorrente de dívidas da Paranapanema; entidade organiza novo protesto hoje


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

23/12/2020 | 00:06


Trabalhadores da metalúrgica Paranapanema, que possui fábrica de tubos de cobre em Santo André, decidiram em assembleia pela realização de outro protesto em frente à sede do Scotiabank, um dos credores da empresa, hoje. Operários dizem que só há insumos para duas semanas e temem que isso prejudique a produção em janeiro, e consequentemente os empregos.

Cerca de 500 funcionários devem participar do ato que terá início no Consulado Geral do Canadá, país de origem do Scotiabank, em São Paulo. Na semana passada, o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá organizou primeiro protesto pacífico até a sede do banco, onde foi entregue carta falando sobre a necessidade de se negociar em vez de pedir a falência da empresa.

“Temos informações de que o banco chegou a se reunir com a Paranapanema e se propôs a retirar os protestos e o pedido de falência. Mas isso não foi documentado, então não surte efeito nenhum”, afirmou o diretor da entidade Adilson Torres, o Sapão, reiterando que o pedido é para que esse compromisso seja assumido por escrito. Outra carta será entregue no consulado, pedindo a colaboração das autoridades na negociação.

A Paranapanema negocia o pagamento de dívida que totaliza US$ 510 milhões, ou seja, cerca de R$ 2,6 bilhões (conforme o fechamento do dólar comercial de ontem, cotado a R$ 5,16). A empresa já obteve liminar no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que sustou todos os protestos feitos em cartórios pelo Scotiabank, um dos dez credores da empresa. A Paranapanema deve ao banco canadense 7% do montante total de suas dívidas, ou seja, cerca de R$ 182 milhões.

De acordo com Sapão, mesmo com decisão liminar, a companhia tem encontrado dificuldades com fornecedores do cobre, matéria-prima utilizada na fábrica. “Mesmo assim, há clima de instabilidade para credores e clientes fazerem os pedidos”, disse.

“A matéria-prima é comprada a crédito, mas, devido a esta situação, os fornecedores barram os pedidos. Agora estamos em recesso, mas, com o retorno das atividades no ano que vem, só teremos material para produzir até a segunda semana de janeiro”, lamentou o diretor. “Se de fato ocorrer este problema com o fornecimento de insumos, teremos que discutir medidas como lay-off
(suspensão temporária do contrato de trabalho) ou redução de jornada”, disse ele, que não descarta novas mobilizações por parte da entidade. Na planta de Santo André existem 750 trabalhadores.

Questionada, a Paranapanema afirmou que não ia comentar o assunto.
 



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Sindicato teme parada por falta de insumo

Cenário seria decorrente de dívidas da Paranapanema; entidade organiza novo protesto hoje

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

23/12/2020 | 00:06


Trabalhadores da metalúrgica Paranapanema, que possui fábrica de tubos de cobre em Santo André, decidiram em assembleia pela realização de outro protesto em frente à sede do Scotiabank, um dos credores da empresa, hoje. Operários dizem que só há insumos para duas semanas e temem que isso prejudique a produção em janeiro, e consequentemente os empregos.

Cerca de 500 funcionários devem participar do ato que terá início no Consulado Geral do Canadá, país de origem do Scotiabank, em São Paulo. Na semana passada, o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá organizou primeiro protesto pacífico até a sede do banco, onde foi entregue carta falando sobre a necessidade de se negociar em vez de pedir a falência da empresa.

“Temos informações de que o banco chegou a se reunir com a Paranapanema e se propôs a retirar os protestos e o pedido de falência. Mas isso não foi documentado, então não surte efeito nenhum”, afirmou o diretor da entidade Adilson Torres, o Sapão, reiterando que o pedido é para que esse compromisso seja assumido por escrito. Outra carta será entregue no consulado, pedindo a colaboração das autoridades na negociação.

A Paranapanema negocia o pagamento de dívida que totaliza US$ 510 milhões, ou seja, cerca de R$ 2,6 bilhões (conforme o fechamento do dólar comercial de ontem, cotado a R$ 5,16). A empresa já obteve liminar no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que sustou todos os protestos feitos em cartórios pelo Scotiabank, um dos dez credores da empresa. A Paranapanema deve ao banco canadense 7% do montante total de suas dívidas, ou seja, cerca de R$ 182 milhões.

De acordo com Sapão, mesmo com decisão liminar, a companhia tem encontrado dificuldades com fornecedores do cobre, matéria-prima utilizada na fábrica. “Mesmo assim, há clima de instabilidade para credores e clientes fazerem os pedidos”, disse.

“A matéria-prima é comprada a crédito, mas, devido a esta situação, os fornecedores barram os pedidos. Agora estamos em recesso, mas, com o retorno das atividades no ano que vem, só teremos material para produzir até a segunda semana de janeiro”, lamentou o diretor. “Se de fato ocorrer este problema com o fornecimento de insumos, teremos que discutir medidas como lay-off
(suspensão temporária do contrato de trabalho) ou redução de jornada”, disse ele, que não descarta novas mobilizações por parte da entidade. Na planta de Santo André existem 750 trabalhadores.

Questionada, a Paranapanema afirmou que não ia comentar o assunto.
 

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