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Magia e encanto do Natal resistem à pandemia

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Moradores buscam manter a tradição e enfeitam casas e ruas com luzes e enfeites para espalhar alegria


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

21/12/2020 | 00:01


Apesar do ano atípicio e da ameaça trazida pela pandemia do novo coronavírus, moradores do Grande ABC não deixaram se abater e mantiveram as tradições de Natal com decorações luminosas e adereços típicos para enfeitar e colorir as ruas. É fato que há menos locais brilhando, porém, o clima de esperança tomou conta de boa parte da população, que não deixou dezembro se apagar e manteve acesos a magia e o encanto do Natal.

Este é o caso de aproximadamente 75 famílias que moram na Rua Arapuru, no Parque Jaçatuba, em Santo André. O endereço já é tido, inclusive, como point na cidade, já que ficou conhecido devido à riqueza de detalhes na decoração, montada há 15 anos pela vizinhança, que fez questão de, neste ano, garantir que o local seguisse como ponto turístico, mesmo que as pessoas vejam as luzes de dentro de seus carros.

O início da rua é o verdadeiro atrativo, já que o químico Valdecir Testa, 52 anos, instalou no telhado de casa uma máquina que simula a queda de flocos de neve, e que faz a alegria da garotada. O equipamento traz um gasto de mais de R$ 1.200. Além disso, Testa tem de, a cada 30 minutos, abastecer o brinquedo, que funciona das 19h às 23h. “Adoro fazer isso, e me preocupo em usar espuma que não seja tóxica e não arda nos olhinhos dos pequenos. É um prazer. O que me motiva é ver essa alegria”, contou, apontando para as crianças que brincavam em sua calçada.

Moradora da rua há 40 anos, a atendente Joana de Cássia Lucci, 61, ressalta que o momento é de união entre a população, e a pandemia da Covid, embora tenha diminuído a frequência no local – que chegou a receber cerca de 1.500 pessoas por dia nos anos anteriores – não foi motivo para desistirem. “Eu mando, todos os anos, cartinha para os moradores convidando a participar desta ação de decoração natalina. A pandemia já entristeceu muito as pessoas, então as luzes nos dão ar de esperança de que tudo vai passar”, garantiu. 

Outro bairro que costuma ter bastante decoração é o Parque Marajoara, também no município andreense. Uma das casas que chamam atenção de quem passa é a de Shirlei Ivoacheko, 47, que fez de sua entrada um verdadeiro cartão postal. Com pinheiro de mais de três metros, luzes, boneco de neve e bons velhinhos pendurados, ela garante que é a data que mais gosta. “Amo Natal. E este ano minha família teve perdas, teve pandemia, e não tinha motivo algum para comemorar. Mas ao se aproximar da data, senti que precisava reacender. É isso que o Natal faz, revive coisas que deixamos adormecer”, revelou, contando que fará ceia com toda a família.

Ao percorrer as cidades, é possível notar, também, sacadas e prédios esbanjando luzes. Embora haja menos adeptos de decoração do que em anos anteriores, sobretudo em municípios como Diadema e Mauá, a magia da data está sendo mantida, principalmente em bairros centrais. A equipe do Diário notou decorações também nos bairros Olímpico, Santa Maria, e Barcelona, em São Caetano, cuja Câmara Municipal está brilhando.

No Parque dos Pássaros, em São Bernardo, há luzes espalhadas por todas as vias do bairro. A moradora da Rua dos Faisões, Flavia Rodrigues Pereira, 48, decorou a casa com afinco. “Moro aqui desde 1989, e desde então enfeitamos nossa casa. Começamos de forma bem singela e fomos aumentando a decoração”, explicou.

Ganhadora duas vezes do extinto concurso de decorações de Natal do Diário, Flavia revela que, na época, chegou até a receber cartinhas de crianças carentes pedindo presentes ao Papai Noel. “Neste mês de Natal muitas pessoas vêm até aqui só para ver minha casa. E decidimos fazer a decoração, justamente pela pandemia, para que as pessoas tivessem o que ver. E os vizinhos também entram na brincadeira, e decoram suas casas”, disse.

Região fica sem a mais tradicional decoração devido ao coronavírus

Parar em frente ao Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa, na região central de Santo André, para ver a magnífica decoração de Natal tornou-se tradição nos últimos 27 anos, chegando a reunir aproximadamente 150 mil pessoas durante toda a ação natalina, que durava cerca de um mês. No entanto, diante da pandemia da Covid, a administração do equipamento de saúde optou por, neste ano, não realizar a decoração típica.

Até o ano passado, o processo de montagem, que leva cerca de dois meses, foi inaugurado na primeira semana de dezembro, sendo desmontado no Dia de Reis, em 6 de janeiro. A cada ano um novo tema era escolhido, e fazia a alegria de quem passava pela Avenida Portugal. Mas foi em respeito aos cidadãos do Grande ABC, que nas últimas semanas têm sofrido com crescente aumento de números de infectados pela Covid, e as mortes pela doença, que as luzes da Beneficência ficarão apagadas neste ano.

A decisão de não decorar foi tomada pela administração do hospital ainda no mês de outubro, quando, conforme nota divulgada, “já previam possível segunda onda da pandemia”.

Em contrapartida, a Prefeitura de Santo André investiu em iluminar a cidade, saindo do Paço e criando até mesmo a Vila de Luz, um túnel com decoração natalina adaptada em formato drive-thru, na Avenida Professor Valdemar Mattei, na região do Parque Central, que tem sido atrativo especial, sobretudo nos fins de semana.

Casal de portugueses atende a neta e monta o presépio

Passado o dia 5 de dezembro, tradicional data para montagem da decoração de Natal, as famílias do Grande ABC já começaram a iluminar as ruas. Mas foi por pouco que o tradicional presépio com itens portugueses, na Rua Vilna, na Vila Francisco Matarazzo, em Santo André, deixou de ser montado.

O casal de portugueses Maria Natália Nóbrega Spinola, 70, e José Agostinho de Freitas Fernandes de Nóbrega, 77, sempre deu grande importância à data, e investe em decorações anuais há, pelo menos, 50 anos. O presépio que montam em sua garagem chama atenção da vizinhança, e os itens trazidos do País natal dão um charme especial à decoração. No entanto, com a pandemia da Covid, os idosos se desanimaram e decidiram que não seria momento de iluminar. Mas foi graças à neta, Isadora Nóbrega Vicente, 10, que os avós não deixaram a tradição esfriar.

“Na nossa família, desde que nasci, a decoração de Natal é tradição. Nos últimos 13 anos, o presépio na garagem tem sido o motivador. Diferente de todos os outros anos, com a pandemia, meus pais não queriam montar e foi minha filha, que adora a decoração, que os convenceu”, contou a filha do casal, Ana Paula Nóbrega, 46.

A ideia, segundo ela, foi animar o momento, que já está triste, e “deu certo”. “Depois que meus pais montaram a decoração, as outras casas da rua começaram também a decorar”, comemorou Ana Paula.



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Magia e encanto do Natal resistem à pandemia

Moradores buscam manter a tradição e enfeitam casas e ruas com luzes e enfeites para espalhar alegria

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

21/12/2020 | 00:01


Apesar do ano atípicio e da ameaça trazida pela pandemia do novo coronavírus, moradores do Grande ABC não deixaram se abater e mantiveram as tradições de Natal com decorações luminosas e adereços típicos para enfeitar e colorir as ruas. É fato que há menos locais brilhando, porém, o clima de esperança tomou conta de boa parte da população, que não deixou dezembro se apagar e manteve acesos a magia e o encanto do Natal.

Este é o caso de aproximadamente 75 famílias que moram na Rua Arapuru, no Parque Jaçatuba, em Santo André. O endereço já é tido, inclusive, como point na cidade, já que ficou conhecido devido à riqueza de detalhes na decoração, montada há 15 anos pela vizinhança, que fez questão de, neste ano, garantir que o local seguisse como ponto turístico, mesmo que as pessoas vejam as luzes de dentro de seus carros.

O início da rua é o verdadeiro atrativo, já que o químico Valdecir Testa, 52 anos, instalou no telhado de casa uma máquina que simula a queda de flocos de neve, e que faz a alegria da garotada. O equipamento traz um gasto de mais de R$ 1.200. Além disso, Testa tem de, a cada 30 minutos, abastecer o brinquedo, que funciona das 19h às 23h. “Adoro fazer isso, e me preocupo em usar espuma que não seja tóxica e não arda nos olhinhos dos pequenos. É um prazer. O que me motiva é ver essa alegria”, contou, apontando para as crianças que brincavam em sua calçada.

Moradora da rua há 40 anos, a atendente Joana de Cássia Lucci, 61, ressalta que o momento é de união entre a população, e a pandemia da Covid, embora tenha diminuído a frequência no local – que chegou a receber cerca de 1.500 pessoas por dia nos anos anteriores – não foi motivo para desistirem. “Eu mando, todos os anos, cartinha para os moradores convidando a participar desta ação de decoração natalina. A pandemia já entristeceu muito as pessoas, então as luzes nos dão ar de esperança de que tudo vai passar”, garantiu. 

Outro bairro que costuma ter bastante decoração é o Parque Marajoara, também no município andreense. Uma das casas que chamam atenção de quem passa é a de Shirlei Ivoacheko, 47, que fez de sua entrada um verdadeiro cartão postal. Com pinheiro de mais de três metros, luzes, boneco de neve e bons velhinhos pendurados, ela garante que é a data que mais gosta. “Amo Natal. E este ano minha família teve perdas, teve pandemia, e não tinha motivo algum para comemorar. Mas ao se aproximar da data, senti que precisava reacender. É isso que o Natal faz, revive coisas que deixamos adormecer”, revelou, contando que fará ceia com toda a família.

Ao percorrer as cidades, é possível notar, também, sacadas e prédios esbanjando luzes. Embora haja menos adeptos de decoração do que em anos anteriores, sobretudo em municípios como Diadema e Mauá, a magia da data está sendo mantida, principalmente em bairros centrais. A equipe do Diário notou decorações também nos bairros Olímpico, Santa Maria, e Barcelona, em São Caetano, cuja Câmara Municipal está brilhando.

No Parque dos Pássaros, em São Bernardo, há luzes espalhadas por todas as vias do bairro. A moradora da Rua dos Faisões, Flavia Rodrigues Pereira, 48, decorou a casa com afinco. “Moro aqui desde 1989, e desde então enfeitamos nossa casa. Começamos de forma bem singela e fomos aumentando a decoração”, explicou.

Ganhadora duas vezes do extinto concurso de decorações de Natal do Diário, Flavia revela que, na época, chegou até a receber cartinhas de crianças carentes pedindo presentes ao Papai Noel. “Neste mês de Natal muitas pessoas vêm até aqui só para ver minha casa. E decidimos fazer a decoração, justamente pela pandemia, para que as pessoas tivessem o que ver. E os vizinhos também entram na brincadeira, e decoram suas casas”, disse.

Região fica sem a mais tradicional decoração devido ao coronavírus

Parar em frente ao Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa, na região central de Santo André, para ver a magnífica decoração de Natal tornou-se tradição nos últimos 27 anos, chegando a reunir aproximadamente 150 mil pessoas durante toda a ação natalina, que durava cerca de um mês. No entanto, diante da pandemia da Covid, a administração do equipamento de saúde optou por, neste ano, não realizar a decoração típica.

Até o ano passado, o processo de montagem, que leva cerca de dois meses, foi inaugurado na primeira semana de dezembro, sendo desmontado no Dia de Reis, em 6 de janeiro. A cada ano um novo tema era escolhido, e fazia a alegria de quem passava pela Avenida Portugal. Mas foi em respeito aos cidadãos do Grande ABC, que nas últimas semanas têm sofrido com crescente aumento de números de infectados pela Covid, e as mortes pela doença, que as luzes da Beneficência ficarão apagadas neste ano.

A decisão de não decorar foi tomada pela administração do hospital ainda no mês de outubro, quando, conforme nota divulgada, “já previam possível segunda onda da pandemia”.

Em contrapartida, a Prefeitura de Santo André investiu em iluminar a cidade, saindo do Paço e criando até mesmo a Vila de Luz, um túnel com decoração natalina adaptada em formato drive-thru, na Avenida Professor Valdemar Mattei, na região do Parque Central, que tem sido atrativo especial, sobretudo nos fins de semana.

Casal de portugueses atende a neta e monta o presépio

Passado o dia 5 de dezembro, tradicional data para montagem da decoração de Natal, as famílias do Grande ABC já começaram a iluminar as ruas. Mas foi por pouco que o tradicional presépio com itens portugueses, na Rua Vilna, na Vila Francisco Matarazzo, em Santo André, deixou de ser montado.

O casal de portugueses Maria Natália Nóbrega Spinola, 70, e José Agostinho de Freitas Fernandes de Nóbrega, 77, sempre deu grande importância à data, e investe em decorações anuais há, pelo menos, 50 anos. O presépio que montam em sua garagem chama atenção da vizinhança, e os itens trazidos do País natal dão um charme especial à decoração. No entanto, com a pandemia da Covid, os idosos se desanimaram e decidiram que não seria momento de iluminar. Mas foi graças à neta, Isadora Nóbrega Vicente, 10, que os avós não deixaram a tradição esfriar.

“Na nossa família, desde que nasci, a decoração de Natal é tradição. Nos últimos 13 anos, o presépio na garagem tem sido o motivador. Diferente de todos os outros anos, com a pandemia, meus pais não queriam montar e foi minha filha, que adora a decoração, que os convenceu”, contou a filha do casal, Ana Paula Nóbrega, 46.

A ideia, segundo ela, foi animar o momento, que já está triste, e “deu certo”. “Depois que meus pais montaram a decoração, as outras casas da rua começaram também a decorar”, comemorou Ana Paula.

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