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Sem radares há 2 anos, Rodovia
Índio Tibiriçá vê alta em acidentes

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Lombadas eletrônicas, instaladas em 2015, estão fora de operação e à espera de nova licitação


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

17/12/2020 | 23:55


Quem trafega todos os dias pela SP-031, a Rodovia Índio Tibiriça, o faz sempre em constante estado de tensão. Local de grande movimento de carros, motos e caminhões e importante ligação entre a região e outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo e do Litoral do Estado, a via é comumente tomada por motoristas imprudentes, que se aproveitam da pouca fiscalização para transitar acima dos limites de velocidade. O resultado é um aumento no número de acidentes. Dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) mostram aumento de 6,4% nas ocorrências entre janeiro e outubro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O jornalista Renan Fonseca, 34 anos, mora há dois anos em um condomínio cujo acesso se dá pela SP-031, mas há pelo menos dez anos transita pela via com alguma frequência. Fonseca relata que especialmente em horários de pico é comum ver comportamentos imprudentes, como tráfego pela contramão, no acostamento e motoristas acima do limite de velocidade permitido. “Especialmente no fim do dia, quando a luminosidade já é menor, a gente vê situações muito perigosas”, completou.

De acordo com o jornalista, muitos condutores reduzem a velocidade apenas quando estão nas proximidades do posto policial que existe na rodovia ou quando passam em um dos raros radares – seriam quatro ainda em operação – que estão em funcionamento pela via.

“É muito raro a gente ver agentes da Polícia Rodoviária fiscalizando, que não seja na altura do km 46, onde funciona o posto policial. Nesse local, sim, a fiscalização é feita, mas longe desse ponto, quase não tem”, afirmou.

Em 2015, foram instaladas 11 lombadas eletrônicas na via, chamada como Rodovia da Morte, que mostram ao motorista em que velocidade eles estão trafegando, mas os equipamentos não estão em funcionamento, segundo relatos, há pelo menos dois anos.

A Secretaria Estadual de Logística e Transportes informou que o processo licitatório para aquisição de novos equipamentos para fiscalização da velocidade na SP-031 segue em andamento, e que, após a conclusão do certame, as novas lombadas eletrônicas serão instaladas.

A pasta não confirmou quantos radares serão instalados e alega que isso ainda está em estudo, nem desde quando os equipamentos estão sem funcionar. Em nota, a secretaria frisou que é importante destacar que a fiscalização de velocidade continua sendo realizada normalmente pela Polícia Militar Rodoviária.

“Os motoristas que desrespeitam os limites de velocidade estabelecidos pela sinalização estão sujeitos à multa prevista no Código de Trânsito Brasileiro. O respeito às leis é fundamental para reduzir acidentes e salvar vidas”, concluiu o comunicado. A Polícia Rodoviária foi questionada sobre a fiscalização no trecho, mas não respondeu até o fechamento desta edição. 



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Sem radares há 2 anos, Rodovia
Índio Tibiriçá vê alta em acidentes

Lombadas eletrônicas, instaladas em 2015, estão fora de operação e à espera de nova licitação

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

17/12/2020 | 23:55


Quem trafega todos os dias pela SP-031, a Rodovia Índio Tibiriça, o faz sempre em constante estado de tensão. Local de grande movimento de carros, motos e caminhões e importante ligação entre a região e outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo e do Litoral do Estado, a via é comumente tomada por motoristas imprudentes, que se aproveitam da pouca fiscalização para transitar acima dos limites de velocidade. O resultado é um aumento no número de acidentes. Dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) mostram aumento de 6,4% nas ocorrências entre janeiro e outubro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O jornalista Renan Fonseca, 34 anos, mora há dois anos em um condomínio cujo acesso se dá pela SP-031, mas há pelo menos dez anos transita pela via com alguma frequência. Fonseca relata que especialmente em horários de pico é comum ver comportamentos imprudentes, como tráfego pela contramão, no acostamento e motoristas acima do limite de velocidade permitido. “Especialmente no fim do dia, quando a luminosidade já é menor, a gente vê situações muito perigosas”, completou.

De acordo com o jornalista, muitos condutores reduzem a velocidade apenas quando estão nas proximidades do posto policial que existe na rodovia ou quando passam em um dos raros radares – seriam quatro ainda em operação – que estão em funcionamento pela via.

“É muito raro a gente ver agentes da Polícia Rodoviária fiscalizando, que não seja na altura do km 46, onde funciona o posto policial. Nesse local, sim, a fiscalização é feita, mas longe desse ponto, quase não tem”, afirmou.

Em 2015, foram instaladas 11 lombadas eletrônicas na via, chamada como Rodovia da Morte, que mostram ao motorista em que velocidade eles estão trafegando, mas os equipamentos não estão em funcionamento, segundo relatos, há pelo menos dois anos.

A Secretaria Estadual de Logística e Transportes informou que o processo licitatório para aquisição de novos equipamentos para fiscalização da velocidade na SP-031 segue em andamento, e que, após a conclusão do certame, as novas lombadas eletrônicas serão instaladas.

A pasta não confirmou quantos radares serão instalados e alega que isso ainda está em estudo, nem desde quando os equipamentos estão sem funcionar. Em nota, a secretaria frisou que é importante destacar que a fiscalização de velocidade continua sendo realizada normalmente pela Polícia Militar Rodoviária.

“Os motoristas que desrespeitam os limites de velocidade estabelecidos pela sinalização estão sujeitos à multa prevista no Código de Trânsito Brasileiro. O respeito às leis é fundamental para reduzir acidentes e salvar vidas”, concluiu o comunicado. A Polícia Rodoviária foi questionada sobre a fiscalização no trecho, mas não respondeu até o fechamento desta edição. 

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