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Polícia designa oito peritos para analisar documentos de Renan



20/07/2007 | 07:09


Uma equipe de oito peritos do INC (Instituto Nacional de Criminalística), da Polícia Federal, começa nesta sexta-feira, após um mês de manobras protelatórias, a analisar os documentos de defesa apresentados pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele tenta provar a origem dos recursos com que pagava pensão à jornalista Mônica Veloso, com a qual tem uma filha.

O laudo, a ser entregue em 20 dias, é decisivo para o julgamento do processo que o peemedebista responde no Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro, sob a acusação de ter despesas pessoais, entre as quais a pensão da filha, pagas pelo suposto lobista da empreiteira Mendes Júnior, Cláudio Gontijo.

Os documentos, entregues quinta-feira em três pastas lacradas, foram repassados à PF pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Agora, os peritos conferem se estão completos e, nesse caso, começam os trabalhos. O presidente do Congresso assegura que, ao fim da análise, a inocência será comprovada.

Reprovado - No primeiro teste, em 19 de junho, porém, Renan foi reprovado: um parecer parcial produzido pela PF considerou a documentação – recibos, notas fiscais e GTAs(Guias de Transporte de Animais) – insuficiente para comprovar as operações com as quais ele alega ter faturado R$ 1,9 milhão com a venda de gado nos últimos quatro anos.

Entre as mais de 20 inconsistências, o relatório da PF apontou incompatibilidade na cronologia entre as datas das operações de venda de gado com os cheques de pagamento e os recibos. Notou também que vários recibos eram frios, além de outros sinais de maquiagem contábil.

Mas como a perícia foi realizada em pouco tempo – apenas um fim de semana –, o laudo foi inconcluso e a PF pediu mais tempo, além uma documentação mais completa.

Não foi possível analisar se houve de fato a venda de gado e, tendo havido, quantos bois saíram do pasto para o açougue. Pelos cálculos da PF, cerca de 900 reses ficaram a descoberto.

Também não foi possível confirmar se é verdadeira a informação das GTAs, os registros da fazenda e outros documentos relativos ao rebanho e os quantitativos. Dos vários quesitos analisados, apenas a assinatura do senador conferia com a original.



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