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Vereador de Mauá acusa PSB e PSD de lançar nomes ‘laranjas’

Reprodução/Fátima Cunha (à dir.) apoiou Átila Jacomussi Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Não reeleito, Tchacabum aciona Justiça Eleitoral por desempenho de duas mulheres na disputa à vereança que receberam zero voto no pleito


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

17/12/2020 | 00:04


Vereador de Mauá e derrotado na disputa à reeleição neste ano, Tchacabum (PDT) acusa o PSB e o PSD de lançar candidaturas laranjas como forma de driblar regra eleitoral que determina percentual mínimo de gênero na formação da chapa de candidatos à vereança.

O pedetista entrou ontem na Justiça Eleitoral com pedido de investigação sobre duas candidatas que receberam zero voto no pleito do mês passado: Fátima Cunha (PSB) e Regiane Viana de Carvalho (PSD), que usou como nome de urna Nega do Povo. O Diário revelou na semana passada que o desempenho das duas ex-pleiteantes acendeu alerta na classe política da cidade porque, se comprovada a existência de irregularidades, a conduta acarreta na cassação de toda a chapa, inclusive os mandatos dos eleitos. Juntos, os dois partidos fizeram quatro cadeiras: os socialistas reelegeram Ricardinho da Enfermagem e Samuel Enfermeiro e os pesseditas deram vitória aos debutantes Márcio Araújo e Vaguinho do Zaíra.

A eventual cassação das duas chapas mexeria no tabuleiro eleitoral e, em tese, poderia beneficiar Tchacabum, que ficou como primeiro suplente do PDT. A sigla elegeu apenas um vereador: Alessandro Martins.

Nas petições, Tchacabum cita o fato de, além de não conquistarem voto, as duas candidatas também não receberam recursos financeiros nem tiveram despesas na campanha. “Ou seja, trata-se de uma campanha fraudulenta, uma vez que não movimentou recursos para propaganda”, alega o parlamentar nas duas petições.

No caso de Fátima, o pedetista cita o fato de a candidata ter sido fotografada em ato de campanha aparentemente pedindo votos ao hoje vereador reeleito Admir Jacomussi (Patriota), o Jacó, pai do prefeito Atila Jacomussi (PSB) – na foto, ela aparece ao lado da primeira-dama Andreia Rolim Rios e com adesivo de campanha de Jacó no peito. Ao Diário, o presidente do PSB mauaense, Israel Aleixo, o Bell, alegou que a correligionária foi prejudicada na campanha porque ficou doente. “Se eu não me engano, ela sofreu um acidente e estava acamada”, justificou o dirigente.

O Diário mostrou que Fátima nem sequer divulgou o próprio projeto publicamente nas redes sociais. A socialista chegou a publicar várias postagens de apoio ao projeto de reeleição de Atila, que foi derrotado pelo hoje prefeito eleito Marcelo Oliveira (PT) no segundo turno, mas nenhuma publicação fazia menção à sua própria candidatura.

Presidente do PSD de Mauá, o ex-prefeiturável João Veríssimo negou que Nega do Povo teria sido candidata laranja. “Essa candidata simplesmente desistiu da candidatura e passou a trabalhar para outro candidato. Ela não avisou o partido (sobre a desistência), que, inclusive, fez material para ela.” 



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Vereador de Mauá acusa PSB e PSD de lançar nomes ‘laranjas’

Não reeleito, Tchacabum aciona Justiça Eleitoral por desempenho de duas mulheres na disputa à vereança que receberam zero voto no pleito

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

17/12/2020 | 00:04


Vereador de Mauá e derrotado na disputa à reeleição neste ano, Tchacabum (PDT) acusa o PSB e o PSD de lançar candidaturas laranjas como forma de driblar regra eleitoral que determina percentual mínimo de gênero na formação da chapa de candidatos à vereança.

O pedetista entrou ontem na Justiça Eleitoral com pedido de investigação sobre duas candidatas que receberam zero voto no pleito do mês passado: Fátima Cunha (PSB) e Regiane Viana de Carvalho (PSD), que usou como nome de urna Nega do Povo. O Diário revelou na semana passada que o desempenho das duas ex-pleiteantes acendeu alerta na classe política da cidade porque, se comprovada a existência de irregularidades, a conduta acarreta na cassação de toda a chapa, inclusive os mandatos dos eleitos. Juntos, os dois partidos fizeram quatro cadeiras: os socialistas reelegeram Ricardinho da Enfermagem e Samuel Enfermeiro e os pesseditas deram vitória aos debutantes Márcio Araújo e Vaguinho do Zaíra.

A eventual cassação das duas chapas mexeria no tabuleiro eleitoral e, em tese, poderia beneficiar Tchacabum, que ficou como primeiro suplente do PDT. A sigla elegeu apenas um vereador: Alessandro Martins.

Nas petições, Tchacabum cita o fato de, além de não conquistarem voto, as duas candidatas também não receberam recursos financeiros nem tiveram despesas na campanha. “Ou seja, trata-se de uma campanha fraudulenta, uma vez que não movimentou recursos para propaganda”, alega o parlamentar nas duas petições.

No caso de Fátima, o pedetista cita o fato de a candidata ter sido fotografada em ato de campanha aparentemente pedindo votos ao hoje vereador reeleito Admir Jacomussi (Patriota), o Jacó, pai do prefeito Atila Jacomussi (PSB) – na foto, ela aparece ao lado da primeira-dama Andreia Rolim Rios e com adesivo de campanha de Jacó no peito. Ao Diário, o presidente do PSB mauaense, Israel Aleixo, o Bell, alegou que a correligionária foi prejudicada na campanha porque ficou doente. “Se eu não me engano, ela sofreu um acidente e estava acamada”, justificou o dirigente.

O Diário mostrou que Fátima nem sequer divulgou o próprio projeto publicamente nas redes sociais. A socialista chegou a publicar várias postagens de apoio ao projeto de reeleição de Atila, que foi derrotado pelo hoje prefeito eleito Marcelo Oliveira (PT) no segundo turno, mas nenhuma publicação fazia menção à sua própria candidatura.

Presidente do PSD de Mauá, o ex-prefeiturável João Veríssimo negou que Nega do Povo teria sido candidata laranja. “Essa candidata simplesmente desistiu da candidatura e passou a trabalhar para outro candidato. Ela não avisou o partido (sobre a desistência), que, inclusive, fez material para ela.” 

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