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Queda de energia sobe 65% na região por culpa de pipas

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Uma das razões é a quarentena, que interrompeu aulas presenciais; agora, com as férias, acende alerta para acidentes


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

17/12/2020 | 00:01


O período de férias escolares acende o alerta para acidentes envolvendo pipas, sobretudo durante a pandemia, em que as atividades de lazer estão mais restritas. Segundo a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região, as ocorrências envolvendo pipas e rede elétrica aumentaram de 243 para 402 (65,5%) de janeiro a novembro deste ano em comparação ao mesmo período de 2019. Uma das razões é, justamente, a quarentena.

Soltar pipa perto da rede elétrica é perigoso, sob risco da linha ou de a pipa enroscar nos fios, ocasionando descarga elétrica. “Benjamin Franklin descobriu a eletricidade empinando uma pipa. (A linha mesmo sem malha metálica) Tem problema porque a eletricidade sempre vai buscar o lugar mais fácil para atingir seu objetivo elétrico. Entre o ar e a linha, a linha é mais suscetível”, assinala Mário Eugênio Longato, gestor geral da Escola Politécnica da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

“É importante reforçar os riscos de se empinar pipa próximo da rede e a necessidade de os pais orientarem crianças e adolescentes sobre os cuidados necessários”, explica Erika Calderara, responsável pela área de segurança da Enel. 

Segundo Longato, o ideal é procurar parques, normalmente próximos a áreas de represa, onde a prática é permitida. “Empinar pipa na rua não pode, nem no campinho, porque lá tem rede elétrica. Com ou sem cerol, é muito arriscado”, ressalta.

A ação pode causar danos à rede elétrica, prejudicando o fornecimento de energia. Pode ocorrer rompimento dos cabos, assim como as linhas que ficam enroscadas nas redes elétricas provocam desgastes nos fios, podendo levar a curtos-circuitos e derretimento. Em 2020, o Grande ABC ficou, ao todo, cerca de 4.700 horas sem fornecimento, média de cinco minutos por residência.

A orientação é que a população não tente recuperar nenhum objeto pendurado na rede elétrica, não utilize materiais metálicos na fabricação de pipas, dado que eles conduzem eletricidade e aumentam a chance de choque elétrico; evitar o uso de rabiolas, que podem enroscar nos fios, e não soltar pipas na chuva, já que o objeto pode funcionar como para-raios.

Outro problema é o uso de cerol (pó de vidro com cola) e a chamada linha chilena, que possui poder de corte quatro vezes maior do que o primeiro. Os artefatos podem cortar fio de alumínio ou de cobre e também podem causar acidentes envolvendo pedestres, ciclistas e motociclistas. Isso porque a linha pode não ser vista em alta velocidade, podendo causar ferimentos graves. Em caso de acidentes, os bombeiros devem ser acionados.

O 8º GB (Grupamento de Bombeiros), responsável pela região, informou que não houve aumento no número de resgates envolvendo pipas. Contudo, o período de férias também chama atenção para outras ocorrências, como afogamentos, inclusive na própria residência, em piscinas ou banheiras, e casos de pessoas que se perdem em áreas de mata ao tentar fazer trilhas.



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Queda de energia sobe 65% na região por culpa de pipas

Uma das razões é a quarentena, que interrompeu aulas presenciais; agora, com as férias, acende alerta para acidentes

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

17/12/2020 | 00:01


O período de férias escolares acende o alerta para acidentes envolvendo pipas, sobretudo durante a pandemia, em que as atividades de lazer estão mais restritas. Segundo a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região, as ocorrências envolvendo pipas e rede elétrica aumentaram de 243 para 402 (65,5%) de janeiro a novembro deste ano em comparação ao mesmo período de 2019. Uma das razões é, justamente, a quarentena.

Soltar pipa perto da rede elétrica é perigoso, sob risco da linha ou de a pipa enroscar nos fios, ocasionando descarga elétrica. “Benjamin Franklin descobriu a eletricidade empinando uma pipa. (A linha mesmo sem malha metálica) Tem problema porque a eletricidade sempre vai buscar o lugar mais fácil para atingir seu objetivo elétrico. Entre o ar e a linha, a linha é mais suscetível”, assinala Mário Eugênio Longato, gestor geral da Escola Politécnica da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

“É importante reforçar os riscos de se empinar pipa próximo da rede e a necessidade de os pais orientarem crianças e adolescentes sobre os cuidados necessários”, explica Erika Calderara, responsável pela área de segurança da Enel. 

Segundo Longato, o ideal é procurar parques, normalmente próximos a áreas de represa, onde a prática é permitida. “Empinar pipa na rua não pode, nem no campinho, porque lá tem rede elétrica. Com ou sem cerol, é muito arriscado”, ressalta.

A ação pode causar danos à rede elétrica, prejudicando o fornecimento de energia. Pode ocorrer rompimento dos cabos, assim como as linhas que ficam enroscadas nas redes elétricas provocam desgastes nos fios, podendo levar a curtos-circuitos e derretimento. Em 2020, o Grande ABC ficou, ao todo, cerca de 4.700 horas sem fornecimento, média de cinco minutos por residência.

A orientação é que a população não tente recuperar nenhum objeto pendurado na rede elétrica, não utilize materiais metálicos na fabricação de pipas, dado que eles conduzem eletricidade e aumentam a chance de choque elétrico; evitar o uso de rabiolas, que podem enroscar nos fios, e não soltar pipas na chuva, já que o objeto pode funcionar como para-raios.

Outro problema é o uso de cerol (pó de vidro com cola) e a chamada linha chilena, que possui poder de corte quatro vezes maior do que o primeiro. Os artefatos podem cortar fio de alumínio ou de cobre e também podem causar acidentes envolvendo pedestres, ciclistas e motociclistas. Isso porque a linha pode não ser vista em alta velocidade, podendo causar ferimentos graves. Em caso de acidentes, os bombeiros devem ser acionados.

O 8º GB (Grupamento de Bombeiros), responsável pela região, informou que não houve aumento no número de resgates envolvendo pipas. Contudo, o período de férias também chama atenção para outras ocorrências, como afogamentos, inclusive na própria residência, em piscinas ou banheiras, e casos de pessoas que se perdem em áreas de mata ao tentar fazer trilhas.

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