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Enézimo, rapper de Santo André, morre de Covid-19 aos 46 anos

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Músico era sócio de selo independente e arte educador da Fundação Casa


Marcela Ibelli
Do Diário do Grande ABC

15/12/2020 | 17:11


Atualizado às 17h47

O rap do Grande ABC está de luto. Nesta terça-feira (15), Eneas Enézimo, 46 anos, não resistiu às complicações causadas pelo novo coronavírus. Ele estava doente desde 30 de novembro, mês em que celebrou, em live, 30 anos de carreira. De Santo André, o rapper era sócio do selo independente Paudedaemdoido. A produtora divulgou comunicado sobre a morte do músico: “Fica o legado de uma grande pessoa, de coração bom, filho, MC, arte educador que tanto contribuiu na vida de várias pessoas”.

Enézimo fez parte do grupo Armagedon nos anos 1990, era arte educador na Fundação Casa de Santo André, São Bernardo e Mauá. Durante entrevista ao Diário em 2015, por ocasião do lançamento do seu segundo disco (Nem Sempre É Óbvio... É Necessário Inteligência), o músico disse: . “Para mim é lugar (Fundação) que sempre me revigora como ser humano, em acreditar na pessoa que está excluída. Cada dia é uma experiência diferente.” O rapper também assinou diversos projetos solo e, em 2020, divulgou os singles De Janeiro a Janeiro e Basquete de Rua.

Amigos, colegas, fãs e familiares fizeram homenagens na internet. O rapper Emicida postou: "Descanse em paz, Enézimo. Obrigado por sempre me acolher com carinho e respeito. Obrigado pelas trocas de ideias, de onde eu sempre voltava com a cabeça a mil e o coração fervendo de gratidão e amor. O hip hop brasileiro perdeu hoje um dos seus maiores corações."

A Secretaria de Cultura de Santo André lamentou a morte do músico. "Trabalhou com grandes expoentes do movimento, tanto em nossa cidade quanto no cenário nacional. Foi parceiro de muitos nomes de diferentes linguagens artísticas. Criou o projeto Hip Hop de Mesa, que buscava diálogo entre as quatro linguagens do Hip Hop com poetas da cidade e músicos do samba e do rock", escreveu.

No texto, o Paço destaca ainda seu trabalho como educador e ativista da cultura andreense. "Usava o ritmo e a poesia para levar para os jovens uma maior consciência social, tanto na periferia de Santo André quanto para os jovens da Fundação Casa. Educador voluntário de basquete, integrava desde 1986 o grupo de basquete de rua do Parque Novo Oratório, o PNO Blowers. Foi Conselheiro de Cultura eleito pela sociedade civil. Atuou em vários projetos da Secretaria de Cultura, do Sesc e de outros espaços, além de ter sido contemplado nos editais de Aniversário da Cidade, Festival de Inverno de Paranapiacaba e Territórios de Cultura. Nunca deixou de militar por suas comunidades, sejam elas do bairro em que cresceu, das juventudes periféricas ou dos diversos segmentos culturais. Ficamos com seu legado e exemplo."



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Enézimo, rapper de Santo André, morre de Covid-19 aos 46 anos

Músico era sócio de selo independente e arte educador da Fundação Casa

Marcela Ibelli
Do Diário do Grande ABC

15/12/2020 | 17:11


Atualizado às 17h47

O rap do Grande ABC está de luto. Nesta terça-feira (15), Eneas Enézimo, 46 anos, não resistiu às complicações causadas pelo novo coronavírus. Ele estava doente desde 30 de novembro, mês em que celebrou, em live, 30 anos de carreira. De Santo André, o rapper era sócio do selo independente Paudedaemdoido. A produtora divulgou comunicado sobre a morte do músico: “Fica o legado de uma grande pessoa, de coração bom, filho, MC, arte educador que tanto contribuiu na vida de várias pessoas”.

Enézimo fez parte do grupo Armagedon nos anos 1990, era arte educador na Fundação Casa de Santo André, São Bernardo e Mauá. Durante entrevista ao Diário em 2015, por ocasião do lançamento do seu segundo disco (Nem Sempre É Óbvio... É Necessário Inteligência), o músico disse: . “Para mim é lugar (Fundação) que sempre me revigora como ser humano, em acreditar na pessoa que está excluída. Cada dia é uma experiência diferente.” O rapper também assinou diversos projetos solo e, em 2020, divulgou os singles De Janeiro a Janeiro e Basquete de Rua.

Amigos, colegas, fãs e familiares fizeram homenagens na internet. O rapper Emicida postou: "Descanse em paz, Enézimo. Obrigado por sempre me acolher com carinho e respeito. Obrigado pelas trocas de ideias, de onde eu sempre voltava com a cabeça a mil e o coração fervendo de gratidão e amor. O hip hop brasileiro perdeu hoje um dos seus maiores corações."

A Secretaria de Cultura de Santo André lamentou a morte do músico. "Trabalhou com grandes expoentes do movimento, tanto em nossa cidade quanto no cenário nacional. Foi parceiro de muitos nomes de diferentes linguagens artísticas. Criou o projeto Hip Hop de Mesa, que buscava diálogo entre as quatro linguagens do Hip Hop com poetas da cidade e músicos do samba e do rock", escreveu.

No texto, o Paço destaca ainda seu trabalho como educador e ativista da cultura andreense. "Usava o ritmo e a poesia para levar para os jovens uma maior consciência social, tanto na periferia de Santo André quanto para os jovens da Fundação Casa. Educador voluntário de basquete, integrava desde 1986 o grupo de basquete de rua do Parque Novo Oratório, o PNO Blowers. Foi Conselheiro de Cultura eleito pela sociedade civil. Atuou em vários projetos da Secretaria de Cultura, do Sesc e de outros espaços, além de ter sido contemplado nos editais de Aniversário da Cidade, Festival de Inverno de Paranapiacaba e Territórios de Cultura. Nunca deixou de militar por suas comunidades, sejam elas do bairro em que cresceu, das juventudes periféricas ou dos diversos segmentos culturais. Ficamos com seu legado e exemplo."

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