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PRTB expulsa prefeiturável de Mauá que apoiou PT

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mauro Roman fez campanha para Marcelo em Mauá, contrariando partido de Hamilton Mourão


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/12/2020 | 00:56


Quinto colocado na corrida pela Prefeitura de Mauá, Mauro Roman foi expulso do PRTB pelo apoio dado ao prefeito eleito Marcelo Oliveira (PT) no segundo turno. A decisão foi anunciada pelo novo presidente do partido na cidade, o advogado Davi Silva, que foi vice na chapa liderada por Roman ao Paço.

Em carta aberta, Davi citou o termo “traição” ao analisar a postura do agora ex-aliado. “Sua atitude em declaração de apoio ao candidato do Partido do Trabalhadores sem uma discussão interna oficial e dentro dos trâmites legais foi uma verdadeira traição ao PRTB, que promoveu sua candidatura no pressuposto de que soubesse honrar a história do partido e sua coerência política. A defesa de Deus, da família e da Pátria não encontra guarida nos estatutos do partido que escolheu para apoiar.”

Com 7.425, Mauro Roman, que utilizou nas urnas o nome de Policial Federal Mauro Roman, foi considerada uma das surpresas da eleição. Filiado ao partido do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), Roman traçou linha semelhante à adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição de 2020, com discurso conservador e voltado à direita. Quando apoiou Marcelo e o PT na reta final – o petismo é abominado por Bolsonaro –, se distanciou do PRTB.

“Os tempos em que vivemos não permite exceções aos desvios de conduta no trato com qualquer ser humano e desejamos com esse ato expulsão registrar na história do nosso partido, que jamais podemos acreditar que somos seres superiores, independente de grau de instrução, raça, credo, sexo, cor ou qualquer atributo”, escreveu Davi. “Não há motivos para comemorar esse ato de expulsão, tendo em vista os danos causados às pessoas envolvidas.”

Ao Diário, Roman disse que “manteve a coerência” no apoio a Marcelo. “O Marcelo Oliveira não deve nada para a Polícia Federal. O Atila deve, e muito. Como policial federal veterano, jamais iria ficar do lado de alguém indiciado pela Polícia Federal. Eu mantive minha coerência de combate à corrupção. Não quis ficar em cima do muro porque, para mim, omissão também é um ato vergonhoso. Eu me posicionei do lado certo da cidade. E deu certo.”

O ex-prefeiturável declarou que já tinha planos de sair do PRTB antes da expulsão, embora ele tenha classificado a postura da nova direção como “lamentável”. “O Davi fui eu quem colocou no PRTB. É um partido sem recursos e eu cansei de tirar dinheiro do meu bolso para manter o partido, sob risco de cancelamento da nossa nominata. Pagava cerca de R$ 300 por mês para manter o partido ativo.”

Roman avisou que tem conversado com outras legendas, inclusive com o PT, para se viabilizar como candidato a deputado federal. “Tenho amigos no PT. Falei disso também com o Marcelo.” 



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PRTB expulsa prefeiturável de Mauá que apoiou PT

Mauro Roman fez campanha para Marcelo em Mauá, contrariando partido de Hamilton Mourão

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/12/2020 | 00:56


Quinto colocado na corrida pela Prefeitura de Mauá, Mauro Roman foi expulso do PRTB pelo apoio dado ao prefeito eleito Marcelo Oliveira (PT) no segundo turno. A decisão foi anunciada pelo novo presidente do partido na cidade, o advogado Davi Silva, que foi vice na chapa liderada por Roman ao Paço.

Em carta aberta, Davi citou o termo “traição” ao analisar a postura do agora ex-aliado. “Sua atitude em declaração de apoio ao candidato do Partido do Trabalhadores sem uma discussão interna oficial e dentro dos trâmites legais foi uma verdadeira traição ao PRTB, que promoveu sua candidatura no pressuposto de que soubesse honrar a história do partido e sua coerência política. A defesa de Deus, da família e da Pátria não encontra guarida nos estatutos do partido que escolheu para apoiar.”

Com 7.425, Mauro Roman, que utilizou nas urnas o nome de Policial Federal Mauro Roman, foi considerada uma das surpresas da eleição. Filiado ao partido do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), Roman traçou linha semelhante à adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição de 2020, com discurso conservador e voltado à direita. Quando apoiou Marcelo e o PT na reta final – o petismo é abominado por Bolsonaro –, se distanciou do PRTB.

“Os tempos em que vivemos não permite exceções aos desvios de conduta no trato com qualquer ser humano e desejamos com esse ato expulsão registrar na história do nosso partido, que jamais podemos acreditar que somos seres superiores, independente de grau de instrução, raça, credo, sexo, cor ou qualquer atributo”, escreveu Davi. “Não há motivos para comemorar esse ato de expulsão, tendo em vista os danos causados às pessoas envolvidas.”

Ao Diário, Roman disse que “manteve a coerência” no apoio a Marcelo. “O Marcelo Oliveira não deve nada para a Polícia Federal. O Atila deve, e muito. Como policial federal veterano, jamais iria ficar do lado de alguém indiciado pela Polícia Federal. Eu mantive minha coerência de combate à corrupção. Não quis ficar em cima do muro porque, para mim, omissão também é um ato vergonhoso. Eu me posicionei do lado certo da cidade. E deu certo.”

O ex-prefeiturável declarou que já tinha planos de sair do PRTB antes da expulsão, embora ele tenha classificado a postura da nova direção como “lamentável”. “O Davi fui eu quem colocou no PRTB. É um partido sem recursos e eu cansei de tirar dinheiro do meu bolso para manter o partido, sob risco de cancelamento da nossa nominata. Pagava cerca de R$ 300 por mês para manter o partido ativo.”

Roman avisou que tem conversado com outras legendas, inclusive com o PT, para se viabilizar como candidato a deputado federal. “Tenho amigos no PT. Falei disso também com o Marcelo.” 

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