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Lava Jato agiu sob ordens dos EUA, cita livro de advogado

Rovena Rosa/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Obra sustenta que objetivo seria desestabilizar política nacional e quebrar empresas brasileiras


Evaldo Novelini
Do Diário do Grande ABC

13/12/2020 | 00:32


O combate à corrupção nunca foi o objetivo da Operação Lava Jato, que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à cadeia. A intenção da força-tarefa federal capitaneada pelo promotor Deltan Dallagnol e pelo juiz Sergio Moro era, sob ordens dos Estados Unidos, destruir a indústria de infraestrutura nacional e desestruturar o governo de esquerda que comandava o Brasil.

A tese é do advogado criminalista e cientista social Fernando Augusto Fernandes, que a transformou no livro Geopolítica da Intervenção – A Verdadeira História da Lava Jato (Geração Editorial, 464 páginas, R$ 66).

Com farta documentação, o livro refaz as relações subterrâneas entre Estados Unidos e Brasil. Carlos Alberto Costa, ex-chefe da CIA, a agência de inteligência norte-americana, aparece logo nas primeiras páginas dizendo que instituições ligadas à Casa Branca financiam autoridades brasileiras.

“Há um antigo ditado, e ele é real: quem paga dá as ordens, mesmo que indiretamente. A verdade é esta: a vossa Polícia Federal é nossa, trabalha para nós”, diz Costa em entrevista de 2004 à revista CartaCapital recuperada pelo livro.

Os norte-americanos teriam cooptado o juiz da Lava Jato. Como prova, Fernandes expõe documentos secretos vazados pela WikiLeaks dando conta de que os “Estados Unidos criaram curso para treinar Moro e juristas”. O treinamento teria ocorrido em Curitiba, capital paranaense, em 2009. A operação foi deflagrada cinco anos depois.

“Todas as peças necessárias à compreensão do golpe que sofremos – e não estou me referindo exclusivamente à (presidente) Dilma (Rousseff, PT, que sofreu impeachment em 2016), mas ao golpe ao nosso sistema democrático, à intervenção dos Estados Unidos – estão na nossa frente”, diz Fernandes, em entrevista ao Diário. “O que o livro faz é montar o quebra-cabeça.”

Para o autor, o fato de Moro ter se tornado sócio-consultor da norte-americana Alvarez&Marsal, que tem entre clientes empresas investigadas pela Lava Jato, realça as denúncias do livro. “É surpreendente que ele vá trabalhar em empresa internacional que se beneficiou de suas próprias ações como juiz.”

A Odebrecht, a maior construtora do Brasil antes da Lava Jato, é cliente da Alvarez&Marsal. Em outro livro recém-lançado, A Organização (Companhia das Letras, 640 páginas, R$ 99,90), de Malu Gaspar, o ex-todo poderoso da construtora, Marcelo Odebrecht, diz que a operação policial condenou a companhia à falência, que ele estima chegar em até três anos. 



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Lava Jato agiu sob ordens dos EUA, cita livro de advogado

Obra sustenta que objetivo seria desestabilizar política nacional e quebrar empresas brasileiras

Evaldo Novelini
Do Diário do Grande ABC

13/12/2020 | 00:32


O combate à corrupção nunca foi o objetivo da Operação Lava Jato, que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à cadeia. A intenção da força-tarefa federal capitaneada pelo promotor Deltan Dallagnol e pelo juiz Sergio Moro era, sob ordens dos Estados Unidos, destruir a indústria de infraestrutura nacional e desestruturar o governo de esquerda que comandava o Brasil.

A tese é do advogado criminalista e cientista social Fernando Augusto Fernandes, que a transformou no livro Geopolítica da Intervenção – A Verdadeira História da Lava Jato (Geração Editorial, 464 páginas, R$ 66).

Com farta documentação, o livro refaz as relações subterrâneas entre Estados Unidos e Brasil. Carlos Alberto Costa, ex-chefe da CIA, a agência de inteligência norte-americana, aparece logo nas primeiras páginas dizendo que instituições ligadas à Casa Branca financiam autoridades brasileiras.

“Há um antigo ditado, e ele é real: quem paga dá as ordens, mesmo que indiretamente. A verdade é esta: a vossa Polícia Federal é nossa, trabalha para nós”, diz Costa em entrevista de 2004 à revista CartaCapital recuperada pelo livro.

Os norte-americanos teriam cooptado o juiz da Lava Jato. Como prova, Fernandes expõe documentos secretos vazados pela WikiLeaks dando conta de que os “Estados Unidos criaram curso para treinar Moro e juristas”. O treinamento teria ocorrido em Curitiba, capital paranaense, em 2009. A operação foi deflagrada cinco anos depois.

“Todas as peças necessárias à compreensão do golpe que sofremos – e não estou me referindo exclusivamente à (presidente) Dilma (Rousseff, PT, que sofreu impeachment em 2016), mas ao golpe ao nosso sistema democrático, à intervenção dos Estados Unidos – estão na nossa frente”, diz Fernandes, em entrevista ao Diário. “O que o livro faz é montar o quebra-cabeça.”

Para o autor, o fato de Moro ter se tornado sócio-consultor da norte-americana Alvarez&Marsal, que tem entre clientes empresas investigadas pela Lava Jato, realça as denúncias do livro. “É surpreendente que ele vá trabalhar em empresa internacional que se beneficiou de suas próprias ações como juiz.”

A Odebrecht, a maior construtora do Brasil antes da Lava Jato, é cliente da Alvarez&Marsal. Em outro livro recém-lançado, A Organização (Companhia das Letras, 640 páginas, R$ 99,90), de Malu Gaspar, o ex-todo poderoso da construtora, Marcelo Odebrecht, diz que a operação policial condenou a companhia à falência, que ele estima chegar em até três anos. 

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