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Eduardo Bolsonaro admite erros de seu grupo nas eleições

Wilson Dias/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


10/12/2020 | 13:00


O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) admitiu que seu grupo político não foi bem nas eleições municipais deste ano e disse que, para evitar os mesmo erros em 2022, a solução é melhorar a comunicação. Com o discurso de vencer uma "guerra de ideias", o filho do presidente Jair Bolsonaro lançou nesta terça-feira (8) o Instituto Conservador-Liberal (ICL), do qual é presidente.

Para uma plateia formada por ministros, secretários, parlamentares, militantes de direita e blogueiros, Eduardo afirmou que o movimento conservador precisa sobreviver a Jair Bolsonaro e não se limitar às disputas eleitorais. Neste ano, bolsonaristas foram aquém do desempenho de 2018, enquanto partidos de centro se fortaleceram.

"Nessa eleição, vimos pessoas com os mesmos propósitos, os mesmos ideais trocando farpas porque nunca sentaram, nunca tomaram um suco juntos, uma cerveja pra alinhar as ideias. Será que só eu estou tendo essa percepção? Eu tenho certeza que não", disse. "Faltaram organização e comunicação. Não é para eleger o Eduardo Bolsonaro, não. É para nós fazermos uma base, porque o Jair Bolsonaro não é perene, um dia ele vai morrer e esse movimento tem que continuar."

Um dos fundadores do Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro lançou no ano passado, Eduardo admitiu que a sigla pode não sair do papel. Segundo ele, caso a legenda não consiga o registro da Justiça Eleitoral, o plano é ingressar em um partido que esteja disposto até mesmo a mudar o nome e alternar o estatuto para ceder espaço para seu grupo político.

O encontro ocorreu em um bar da Asa Sul de Brasília. No espaço lotado, quase todos os convidados estavam sem máscara, ao contrário do que autoridades sanitárias recomendam como medida para evitar o contágio da covid-19. Entre os presentes, estavam os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Marcelo Álvaro Antonio (exonerado ontem do Turismo), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Onyx Lorenzoni (Cidadania), que discursaram. O secretário especial de Comunicação, Fabio Wajngarten, foi o mestre de cerimônias.

Um vídeo de pouco mais de dois minutos apresentou o instituto destacando cenas de recentes protestos no Chile e na Avenida Paulista, em São Paulo, além de performance de artistas nus e de uma mulher defecando sobre uma foto de Bolsonaro. Em outro momento, exibiu notícias sobre a covid-19 e o assassinato de um homem negro por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre, enquanto Eduardo falava em "manipulação da verdade".

Instituto

O ICL é inspirado nos "think tanks" conservadores americanos, como The Heritage Foundation. CEO do instituto, o advogado Sérgio Sant''Ana, ex-assessor do Ministério da Educação na gestão de Abraham Weintraub, disse que a proposta é oferecer cursos de formação política, publicar livros, promover intercâmbio e criar grupos de pensadores de direita para influenciar nas políticas públicas. O instituto passará a organizar no Brasil a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), evento de direita lançado em 1974 nos Estados Unidos, e que teve a primeira edição brasileira em 2019. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Eduardo Bolsonaro admite erros de seu grupo nas eleições


10/12/2020 | 13:00


O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) admitiu que seu grupo político não foi bem nas eleições municipais deste ano e disse que, para evitar os mesmo erros em 2022, a solução é melhorar a comunicação. Com o discurso de vencer uma "guerra de ideias", o filho do presidente Jair Bolsonaro lançou nesta terça-feira (8) o Instituto Conservador-Liberal (ICL), do qual é presidente.

Para uma plateia formada por ministros, secretários, parlamentares, militantes de direita e blogueiros, Eduardo afirmou que o movimento conservador precisa sobreviver a Jair Bolsonaro e não se limitar às disputas eleitorais. Neste ano, bolsonaristas foram aquém do desempenho de 2018, enquanto partidos de centro se fortaleceram.

"Nessa eleição, vimos pessoas com os mesmos propósitos, os mesmos ideais trocando farpas porque nunca sentaram, nunca tomaram um suco juntos, uma cerveja pra alinhar as ideias. Será que só eu estou tendo essa percepção? Eu tenho certeza que não", disse. "Faltaram organização e comunicação. Não é para eleger o Eduardo Bolsonaro, não. É para nós fazermos uma base, porque o Jair Bolsonaro não é perene, um dia ele vai morrer e esse movimento tem que continuar."

Um dos fundadores do Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro lançou no ano passado, Eduardo admitiu que a sigla pode não sair do papel. Segundo ele, caso a legenda não consiga o registro da Justiça Eleitoral, o plano é ingressar em um partido que esteja disposto até mesmo a mudar o nome e alternar o estatuto para ceder espaço para seu grupo político.

O encontro ocorreu em um bar da Asa Sul de Brasília. No espaço lotado, quase todos os convidados estavam sem máscara, ao contrário do que autoridades sanitárias recomendam como medida para evitar o contágio da covid-19. Entre os presentes, estavam os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Marcelo Álvaro Antonio (exonerado ontem do Turismo), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Onyx Lorenzoni (Cidadania), que discursaram. O secretário especial de Comunicação, Fabio Wajngarten, foi o mestre de cerimônias.

Um vídeo de pouco mais de dois minutos apresentou o instituto destacando cenas de recentes protestos no Chile e na Avenida Paulista, em São Paulo, além de performance de artistas nus e de uma mulher defecando sobre uma foto de Bolsonaro. Em outro momento, exibiu notícias sobre a covid-19 e o assassinato de um homem negro por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre, enquanto Eduardo falava em "manipulação da verdade".

Instituto

O ICL é inspirado nos "think tanks" conservadores americanos, como The Heritage Foundation. CEO do instituto, o advogado Sérgio Sant''Ana, ex-assessor do Ministério da Educação na gestão de Abraham Weintraub, disse que a proposta é oferecer cursos de formação política, publicar livros, promover intercâmbio e criar grupos de pensadores de direita para influenciar nas políticas públicas. O instituto passará a organizar no Brasil a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), evento de direita lançado em 1974 nos Estados Unidos, e que teve a primeira edição brasileira em 2019. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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