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Escolas privadas reabrem parcialmente

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sto.André, S.Bernardo, S.Caetano e Diadema editaram decretos liberando acolhimento socioemocional, sob argumento de realização de matrículas


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

10/12/2020 | 00:01


Pouco depois de terem tido a classificação alterada no Plano São Paulo, de verde para amarela, quatro cidades do Grande ABC editaram decretos autorizando atividades nas escolas privadas. Segundo os textos, que são bastante parecidos, estão autorizadas atividades administrativas, técnico-pedagógicas, de acolhimento psicossocial e socioemocional, para efeito de matrícula para o ano letivo de 2021. Em Santo André e Diadema, os decretos mencionam também atividades recreativas.

As escolas devem garantir que estejam nos locais 40% do público permitido pelo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), além de ofertar álcool gel, exigir o uso de máscaras e o distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas. Também não podem realizar nada que possa causar aglomeração.

A mudança na postura das administrações, que até então não haviam permitido nenhum tipo de atividade nas unidades privadas de ensino, nem quando a região estava na fase verde do Plano São Paulo, que regula a retomada gradual das atividades econômicas no Estado, foi resultado de articulação da Aesp ABC (Associação das Escolas Particulares do Grande ABC). “Trabalhamos nisso desde maio. Quando a cidade de São Paulo autorizou que as escolas fossem retomando as atividades, nós pedimos aos prefeitos, por meio do Consórcio Intermunicipal, que isso fosse feito aqui”, explicou a presidente da Aesp, Oswana Fameli.

O acolhimento que está sendo realizado agora, explicou Oswana, tem como objetivo trabalhar o emocional das crianças e das famílias. “Para que eles sintam segurança quando as aulas presenciais forem retomadas, que conheçam os protocolos, conheçam as instalações, para que a gente possa pensar a organização do próximo ano”, argumentou Oswana. “Passamos um ano sem atividades educacionais presenciais e isso é muito sério. As escolas que conseguiram migrar para o virtual tiveram bons resultados, mas quantos não conseguiram? Quantas crianças realmente perderam este ano?”, completou.

A resistência dos governos em reabrir as escolas no Brasil tem se amparado no argumento que a taxa de contaminação entre a comunidade escolar é baixa, o que poderia causar um <CF51>boom</CF> de novos casos com a reabertura. No entanto, no fim de novembro, um grupo de pediatras, liderados pelo pediatra e sanitarista da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Daniel Becker, assinou manifesto em defesa da retomada das aulas presenciais. “Já sabemos que a Covid-19 não afeta as crianças como afeta os adultos. Em muitos lugares as aulas estão sendo retomadas presencialmente, mas o Brasil está ficando para trás”, endossou Oswana.

As prefeituras de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não autorizaram, até o momento, nenhuma atividade nas unidades particulares de ensino. A Prefeitura de Mauá informou que qualquer decisão ficará a cargo da nova administração, que assume em janeiro. E que, portanto, até o dia 31 de dezembro o decreto de suspensão das aulas ainda está valendo. Ribeirão Pires informou que no início do ano o assunto deverá novamente ser debatido entre profissionais da saúde, gestores da educação e comunidade escolar. Rio Grande da Serra informou que as escolas privadas estão realizando as matrículas para 2021 para garantir as vagas. 

Porém, o retorno das aulas presenciais ainda não tem data prevista, pois ainda são aguardadas as normativas e orientações do núcleo regional, da Secretaria Estadual da Educação e demais departamentos superiores.

Em S.Bernardo, emoção marca reencontro

Foram quase nove meses de espera e apenas com contatos virtuais. Mas, nesta semana, alunos de diversas escolas de São Bernardo e de outras cidades da região estão matando a saudade de professores e colegas, enquanto realizam a rematrícula nas unidades privadas. No Colégio Piaget, em São Bernardo, a recepção das famílias foi organizada para receber poucas pessoas por vez, para não causar aglomerações.

A diretora da instituição, Lilian Siqueira, explicou que, além da rematrícula, o momento serviu para apresentar todas as mudanças promovidas na escola para garantir a segurança no momento em que as aulas forem retomadas. “Tem sido muito emocionante para todos esse reencontro”, afirmou.

Na tarde de ontem, alunos do 4º ano e seus pais revisitaram as salas e dependências da escola. A pequena Louise Gianetti Brasil, 10, aluna do 4º ano, não escondia a alegria de reencontrar colegas e professores. “Sentia falta deles, porque sempre me ajudam muito”, afirmou. Bruno Pacheco, 6, aluno do 1º ano, afirmou que gosta mais quando pode estudar na escola. “Em casa é muito chato”, declarou.



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Escolas privadas reabrem parcialmente

Sto.André, S.Bernardo, S.Caetano e Diadema editaram decretos liberando acolhimento socioemocional, sob argumento de realização de matrículas

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

10/12/2020 | 00:01


Pouco depois de terem tido a classificação alterada no Plano São Paulo, de verde para amarela, quatro cidades do Grande ABC editaram decretos autorizando atividades nas escolas privadas. Segundo os textos, que são bastante parecidos, estão autorizadas atividades administrativas, técnico-pedagógicas, de acolhimento psicossocial e socioemocional, para efeito de matrícula para o ano letivo de 2021. Em Santo André e Diadema, os decretos mencionam também atividades recreativas.

As escolas devem garantir que estejam nos locais 40% do público permitido pelo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), além de ofertar álcool gel, exigir o uso de máscaras e o distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas. Também não podem realizar nada que possa causar aglomeração.

A mudança na postura das administrações, que até então não haviam permitido nenhum tipo de atividade nas unidades privadas de ensino, nem quando a região estava na fase verde do Plano São Paulo, que regula a retomada gradual das atividades econômicas no Estado, foi resultado de articulação da Aesp ABC (Associação das Escolas Particulares do Grande ABC). “Trabalhamos nisso desde maio. Quando a cidade de São Paulo autorizou que as escolas fossem retomando as atividades, nós pedimos aos prefeitos, por meio do Consórcio Intermunicipal, que isso fosse feito aqui”, explicou a presidente da Aesp, Oswana Fameli.

O acolhimento que está sendo realizado agora, explicou Oswana, tem como objetivo trabalhar o emocional das crianças e das famílias. “Para que eles sintam segurança quando as aulas presenciais forem retomadas, que conheçam os protocolos, conheçam as instalações, para que a gente possa pensar a organização do próximo ano”, argumentou Oswana. “Passamos um ano sem atividades educacionais presenciais e isso é muito sério. As escolas que conseguiram migrar para o virtual tiveram bons resultados, mas quantos não conseguiram? Quantas crianças realmente perderam este ano?”, completou.

A resistência dos governos em reabrir as escolas no Brasil tem se amparado no argumento que a taxa de contaminação entre a comunidade escolar é baixa, o que poderia causar um <CF51>boom</CF> de novos casos com a reabertura. No entanto, no fim de novembro, um grupo de pediatras, liderados pelo pediatra e sanitarista da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Daniel Becker, assinou manifesto em defesa da retomada das aulas presenciais. “Já sabemos que a Covid-19 não afeta as crianças como afeta os adultos. Em muitos lugares as aulas estão sendo retomadas presencialmente, mas o Brasil está ficando para trás”, endossou Oswana.

As prefeituras de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não autorizaram, até o momento, nenhuma atividade nas unidades particulares de ensino. A Prefeitura de Mauá informou que qualquer decisão ficará a cargo da nova administração, que assume em janeiro. E que, portanto, até o dia 31 de dezembro o decreto de suspensão das aulas ainda está valendo. Ribeirão Pires informou que no início do ano o assunto deverá novamente ser debatido entre profissionais da saúde, gestores da educação e comunidade escolar. Rio Grande da Serra informou que as escolas privadas estão realizando as matrículas para 2021 para garantir as vagas. 

Porém, o retorno das aulas presenciais ainda não tem data prevista, pois ainda são aguardadas as normativas e orientações do núcleo regional, da Secretaria Estadual da Educação e demais departamentos superiores.

Em S.Bernardo, emoção marca reencontro

Foram quase nove meses de espera e apenas com contatos virtuais. Mas, nesta semana, alunos de diversas escolas de São Bernardo e de outras cidades da região estão matando a saudade de professores e colegas, enquanto realizam a rematrícula nas unidades privadas. No Colégio Piaget, em São Bernardo, a recepção das famílias foi organizada para receber poucas pessoas por vez, para não causar aglomerações.

A diretora da instituição, Lilian Siqueira, explicou que, além da rematrícula, o momento serviu para apresentar todas as mudanças promovidas na escola para garantir a segurança no momento em que as aulas forem retomadas. “Tem sido muito emocionante para todos esse reencontro”, afirmou.

Na tarde de ontem, alunos do 4º ano e seus pais revisitaram as salas e dependências da escola. A pequena Louise Gianetti Brasil, 10, aluna do 4º ano, não escondia a alegria de reencontrar colegas e professores. “Sentia falta deles, porque sempre me ajudam muito”, afirmou. Bruno Pacheco, 6, aluno do 1º ano, afirmou que gosta mais quando pode estudar na escola. “Em casa é muito chato”, declarou.

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