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Mauá suspende abono na saúde

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bonificação de R$ 300 foi anunciada em abril e deveria ser paga enquanto durasse a pandemia; valor foi cortado dos funcionários terceirizados


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

07/12/2020 | 23:55


Prestes a deixar o cargo, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), suspendeu em dezembro o pagamento do abono salarial de R$ 300 para os profissionais de saúde terceirizados do município. A lei, que foi aprovada em abril, previa que a bonificação fosse mantida enquanto durasse a pandemia de Covid-19. Os profissionais que são contratados diretamente pela Prefeitura receberam, mas já se fala nos corredores do Paço que esta foi a última parcela.

Nenhum trabalhador que atua nas unidades de saúde da cidade, mas mantém contrato de trabalho com o Cosam/FUABC (Complexo de Saúde Mauá/Fundação do ABC), foi informado sobre o motivo da suspensão.

A falta do pagamento trouxe incertezas aos colaboradores. Uma profissional que atua junto ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) destacou que a pandemia afetou diretamente todos os trabalhadores e, com os familiares tendo perdas em seus rendimentos, o abono era o que estava ajudando a manter o equilíbrio do orçamento familiar.

Uma enfermeira que atua em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) da cidade afirmou que foi surpreendida com a falta do pagamento do abono, e que nenhum superior soube informar o motivo da suspensão. Outro profissional afirmou que a administração age como se a pandemia já tivesse acabado. “Passou a eleição, não tem mais abono”, afirmou. Os trabalhadores pediram para não se identificar, por temer represálias.

Quando anunciou o abono, em abril, Atila Jacomussi informou que o pagamento seria feito a 1.342 funcionários. Após pressão do Sindsaúde ABC (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Saúde do Grande ABC), o pagamento foi estendido também aos terceirizados.

Na ocasião da aprovação do projeto de lei, a estimativa de impacto no orçamento municipal do benefício era de mais de R$ 400 mil ao mês, e teriam direito ao abono servidores efetivos, de provimento em comissão, celetistas, agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e contratados de forma temporária.

O Diário apurou que, além de não ter feito o pagamento do abono para os trabalhadores terceirizados da saúde, a Prefeitura de Mauá também não fez o repasse total do pagamento devido à FUABC pela administração dos serviços de saúde da cidade.

A FUABC informou, por meio de nota, que aguarda o repasse financeiro da Prefeitura de Mauá referente ao contrato de gestão do Complexo de Saúde de Mauá, feito parcialmente para o mês de novembro. Dos R$ 15,1 milhões que a administração deveria ter repassado, faltam R$ 2,8 milhões. A FUABC esclareceu que já notificou o município e o MP (Ministério Público) sobre o atraso no repasse do mês supracitado.

Além do repasse mensal, acordado judicialmente junto ao MP, também não houve até o momento repasse adicional, referente ao bônus de R$ 300 prometido pela Prefeitura aos trabalhadores da saúde. De acordo com a FUABC, 1.870 funcionários atuam na cidade, mas o critério para pagamento do abono foi definido pela administração municipal. A Prefeitura de Mauá não respondeu aos questionamentos do Diário até o fechamento desta edição.
 



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Mauá suspende abono na saúde

Bonificação de R$ 300 foi anunciada em abril e deveria ser paga enquanto durasse a pandemia; valor foi cortado dos funcionários terceirizados

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

07/12/2020 | 23:55


Prestes a deixar o cargo, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), suspendeu em dezembro o pagamento do abono salarial de R$ 300 para os profissionais de saúde terceirizados do município. A lei, que foi aprovada em abril, previa que a bonificação fosse mantida enquanto durasse a pandemia de Covid-19. Os profissionais que são contratados diretamente pela Prefeitura receberam, mas já se fala nos corredores do Paço que esta foi a última parcela.

Nenhum trabalhador que atua nas unidades de saúde da cidade, mas mantém contrato de trabalho com o Cosam/FUABC (Complexo de Saúde Mauá/Fundação do ABC), foi informado sobre o motivo da suspensão.

A falta do pagamento trouxe incertezas aos colaboradores. Uma profissional que atua junto ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) destacou que a pandemia afetou diretamente todos os trabalhadores e, com os familiares tendo perdas em seus rendimentos, o abono era o que estava ajudando a manter o equilíbrio do orçamento familiar.

Uma enfermeira que atua em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) da cidade afirmou que foi surpreendida com a falta do pagamento do abono, e que nenhum superior soube informar o motivo da suspensão. Outro profissional afirmou que a administração age como se a pandemia já tivesse acabado. “Passou a eleição, não tem mais abono”, afirmou. Os trabalhadores pediram para não se identificar, por temer represálias.

Quando anunciou o abono, em abril, Atila Jacomussi informou que o pagamento seria feito a 1.342 funcionários. Após pressão do Sindsaúde ABC (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Saúde do Grande ABC), o pagamento foi estendido também aos terceirizados.

Na ocasião da aprovação do projeto de lei, a estimativa de impacto no orçamento municipal do benefício era de mais de R$ 400 mil ao mês, e teriam direito ao abono servidores efetivos, de provimento em comissão, celetistas, agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e contratados de forma temporária.

O Diário apurou que, além de não ter feito o pagamento do abono para os trabalhadores terceirizados da saúde, a Prefeitura de Mauá também não fez o repasse total do pagamento devido à FUABC pela administração dos serviços de saúde da cidade.

A FUABC informou, por meio de nota, que aguarda o repasse financeiro da Prefeitura de Mauá referente ao contrato de gestão do Complexo de Saúde de Mauá, feito parcialmente para o mês de novembro. Dos R$ 15,1 milhões que a administração deveria ter repassado, faltam R$ 2,8 milhões. A FUABC esclareceu que já notificou o município e o MP (Ministério Público) sobre o atraso no repasse do mês supracitado.

Além do repasse mensal, acordado judicialmente junto ao MP, também não houve até o momento repasse adicional, referente ao bônus de R$ 300 prometido pela Prefeitura aos trabalhadores da saúde. De acordo com a FUABC, 1.870 funcionários atuam na cidade, mas o critério para pagamento do abono foi definido pela administração municipal. A Prefeitura de Mauá não respondeu aos questionamentos do Diário até o fechamento desta edição.
 

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