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Manifestantes protestam contra racismo em loja do Carrefour em São Bernardo

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ato foi repúdio à morte de João Alberto Freitas, espancado por seguranças de loja em Porto Alegre


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

05/12/2020 | 20:15


Grupo de, aproximadamente, 60 pessoas realizou neste sábado (5) no Carrefour Demarchi, em São Bernardo, protesto contra o racismo. Com faixas e cartazes onde se lia ‘Parem de nos matar’, ‘Justiça por Beto’ e ‘Pelo fim do genocídio do povo preto’, os manifestantes entraram pelo estacionamento e realizaram ato dentro da loja. A ação ocorre em protesto pela morte do autônomo João Alberto Silveira Freitas, 40, que foi espancado por dois seguranças que atuavam em loja da rede em Porto Alegre, em 19 de novembro.

O ato foi organizado por  movimentos sociais de luta contra o racismo, que também formularam manifesto convocando a população da região a boicotar a empresa. O texto destaca que a morte de Freitas está  ligada ao racismo, uma vez que pessoa branca não teria recebido o mesmo tratamento destinado a ele. “O ódio por trás da tragédia demonstra o quanto a população negra é considerada desprezível, invisível e propícia a ser descartada”, cita o documento.

A loja escolhida para a manifestação foi palco de outra agressão. Em outubro de 2018, Luis Carlos Gomes, 52, morador de São Bernardo, foi agredido por seguranças do estabelecimento. Negro e deficiente, Gomes alega que consumiu cerveja na loja e que não se negou a pagar, mas que foi espancado e ameaçado de morte. O munícipe foi indenizado por danos morais em pouco mais de R$ 20 mil.

Militante do movimento negro, Iara Bento afirmou que as medidas  anunciadas pelo Carrefour para combater o racismo  estão voltadas  para as lojas do Rio Grande Sul, desconsiderando que  ocorre em toda a rede. “É necessário que haja desconstrução das práticas racistas e preconceituosas, que sejam efetivas, não apenas porque toda a sociedade está olhando para a empresa”, afirmou.

Assinam o manifesto o MNU (Movimento Negro Unificado), Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio, Sindiserv/SBCn(Sindicato dos Servidores Públicos), Comissão da Igualdade Racial do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, PMMR (Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo), Congada do Pq. São Bernardo, Posse Hausa, Quilombo Dandara, Uneafro, Coletivo Afro RGS, Entregadores Anti Fascistas, Kilombagem, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MNMMR (Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua), MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), APNs (Agentes da Pastoral Negra), ABC Anti Fascista, Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André/Mauá, Fórum Benedita da Silva, Secretaria de Combate ao Racismo do PT, Rosa Negra Ação Direta e Futebol, Quilombo Invisível, Luta Popular, Coletivo Minervino de Oliveira, AMA (Associação dos Metalúrgicos Aposentados), vereadora Ana Nice, deputado estadual Teonílio Barba e deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, todos do PT.

O Carrefour informou, em nota, que entende que as manifestações que estão ocorrendo são legítimas. “Nós compartilhamos do mesmo sentimento e estamos à disposição para criar um debate com a sociedade, buscando soluções para que casos como este não voltem a acontecer.” 



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Manifestantes protestam contra racismo em loja do Carrefour em São Bernardo

Ato foi repúdio à morte de João Alberto Freitas, espancado por seguranças de loja em Porto Alegre

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

05/12/2020 | 20:15


Grupo de, aproximadamente, 60 pessoas realizou neste sábado (5) no Carrefour Demarchi, em São Bernardo, protesto contra o racismo. Com faixas e cartazes onde se lia ‘Parem de nos matar’, ‘Justiça por Beto’ e ‘Pelo fim do genocídio do povo preto’, os manifestantes entraram pelo estacionamento e realizaram ato dentro da loja. A ação ocorre em protesto pela morte do autônomo João Alberto Silveira Freitas, 40, que foi espancado por dois seguranças que atuavam em loja da rede em Porto Alegre, em 19 de novembro.

O ato foi organizado por  movimentos sociais de luta contra o racismo, que também formularam manifesto convocando a população da região a boicotar a empresa. O texto destaca que a morte de Freitas está  ligada ao racismo, uma vez que pessoa branca não teria recebido o mesmo tratamento destinado a ele. “O ódio por trás da tragédia demonstra o quanto a população negra é considerada desprezível, invisível e propícia a ser descartada”, cita o documento.

A loja escolhida para a manifestação foi palco de outra agressão. Em outubro de 2018, Luis Carlos Gomes, 52, morador de São Bernardo, foi agredido por seguranças do estabelecimento. Negro e deficiente, Gomes alega que consumiu cerveja na loja e que não se negou a pagar, mas que foi espancado e ameaçado de morte. O munícipe foi indenizado por danos morais em pouco mais de R$ 20 mil.

Militante do movimento negro, Iara Bento afirmou que as medidas  anunciadas pelo Carrefour para combater o racismo  estão voltadas  para as lojas do Rio Grande Sul, desconsiderando que  ocorre em toda a rede. “É necessário que haja desconstrução das práticas racistas e preconceituosas, que sejam efetivas, não apenas porque toda a sociedade está olhando para a empresa”, afirmou.

Assinam o manifesto o MNU (Movimento Negro Unificado), Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio, Sindiserv/SBCn(Sindicato dos Servidores Públicos), Comissão da Igualdade Racial do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, PMMR (Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo), Congada do Pq. São Bernardo, Posse Hausa, Quilombo Dandara, Uneafro, Coletivo Afro RGS, Entregadores Anti Fascistas, Kilombagem, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MNMMR (Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua), MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), APNs (Agentes da Pastoral Negra), ABC Anti Fascista, Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André/Mauá, Fórum Benedita da Silva, Secretaria de Combate ao Racismo do PT, Rosa Negra Ação Direta e Futebol, Quilombo Invisível, Luta Popular, Coletivo Minervino de Oliveira, AMA (Associação dos Metalúrgicos Aposentados), vereadora Ana Nice, deputado estadual Teonílio Barba e deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, todos do PT.

O Carrefour informou, em nota, que entende que as manifestações que estão ocorrendo são legítimas. “Nós compartilhamos do mesmo sentimento e estamos à disposição para criar um debate com a sociedade, buscando soluções para que casos como este não voltem a acontecer.” 

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