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Economia encerra vínculo com agência que elaborou lista de detratores



05/12/2020 | 13:47


O Ministério da Economia encerrou antecipadamente o vínculo com a agência de comunicação BR+ Comunicação. A empresa produziu um relatório, revelado pelo jornalista Rubens Valente, do UOL, em que classificou jornalistas como "detratores" e "favoráveis" a partir da avaliação feita de postagens de influenciadores sobre o Ministério da Economia e o ministro Paulo Guedes.

Segundo informação da pasta, embora o fim do contrato estivesse previsto para 31 de dezembro deste ano, o Ministério solicitou a antecipação do encerramento do Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado com a agência.

A Economia informou ter pago R$ 36.343,00 pelo produto "Mapa de influenciadores". O valor total do TED poderia chegar a R$ 2,7 milhões, mas foram pagos R$ 1,311 milhão para a agência para a contratação de serviços para a assessoria de comunicação da Pasta, como jornalistas, designers e gerentes de eventos.

O Ministério disse ainda não ter um contrato firmado com a agência, mas um termo, que vigorou desde junho. O Termo de Execução Descentralizada é um instrumento por meio do qual é possível descentralizar recursos do Orçamento de um órgão para o outro, para a execução de programas de interesse recíproco". Originalmente, o contrato da BR+ foi firmado com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Relatório

No relatório, a BR+ orienta o governo a lidar com os influenciadores. As medidas vão de esclarecimentos ao "monitoramento preventivo". O "Mapa de influenciadores", analisou postagens feitas em maio de 2020 sobre Guedes e seu ministério. Entre os classificados como "detratores" estão a colunista do Estadão e apresentadora do Roda Viva, da TV Cultura, Vera Magalhães, Guga Chacra, Xico Sá, e Cynara Menezes.

Em nota, a BR+ Comunicação afirmou que o uso termo "detrator", costumeiramente utilizado para se referir a traidores da pátria, "foi um erro de processo, já corrigido pela empresa". "Nosso padrão de monitoramento, que é uma técnica comum e utilizada por todas as assessorias, utiliza as expressões Negativo, Positivo' e Neutro. Pedimos desculpas ao cliente e aos influenciadores pelo mal-entendido, que, reiteramos, já foi sanado", diz a nota.



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Economia encerra vínculo com agência que elaborou lista de detratores


05/12/2020 | 13:47


O Ministério da Economia encerrou antecipadamente o vínculo com a agência de comunicação BR+ Comunicação. A empresa produziu um relatório, revelado pelo jornalista Rubens Valente, do UOL, em que classificou jornalistas como "detratores" e "favoráveis" a partir da avaliação feita de postagens de influenciadores sobre o Ministério da Economia e o ministro Paulo Guedes.

Segundo informação da pasta, embora o fim do contrato estivesse previsto para 31 de dezembro deste ano, o Ministério solicitou a antecipação do encerramento do Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado com a agência.

A Economia informou ter pago R$ 36.343,00 pelo produto "Mapa de influenciadores". O valor total do TED poderia chegar a R$ 2,7 milhões, mas foram pagos R$ 1,311 milhão para a agência para a contratação de serviços para a assessoria de comunicação da Pasta, como jornalistas, designers e gerentes de eventos.

O Ministério disse ainda não ter um contrato firmado com a agência, mas um termo, que vigorou desde junho. O Termo de Execução Descentralizada é um instrumento por meio do qual é possível descentralizar recursos do Orçamento de um órgão para o outro, para a execução de programas de interesse recíproco". Originalmente, o contrato da BR+ foi firmado com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Relatório

No relatório, a BR+ orienta o governo a lidar com os influenciadores. As medidas vão de esclarecimentos ao "monitoramento preventivo". O "Mapa de influenciadores", analisou postagens feitas em maio de 2020 sobre Guedes e seu ministério. Entre os classificados como "detratores" estão a colunista do Estadão e apresentadora do Roda Viva, da TV Cultura, Vera Magalhães, Guga Chacra, Xico Sá, e Cynara Menezes.

Em nota, a BR+ Comunicação afirmou que o uso termo "detrator", costumeiramente utilizado para se referir a traidores da pátria, "foi um erro de processo, já corrigido pela empresa". "Nosso padrão de monitoramento, que é uma técnica comum e utilizada por todas as assessorias, utiliza as expressões Negativo, Positivo' e Neutro. Pedimos desculpas ao cliente e aos influenciadores pelo mal-entendido, que, reiteramos, já foi sanado", diz a nota.

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