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Esgoto vaza e invade casas em Rio Grande da Serra

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Problema atinge 19 moradias na Rua Pátio das Estações, no Centro; Sabesp sabe e promete solucionar até o dia 14


Yasmin Assagra
Diário do Grande ABC

05/12/2020 | 09:10


A família da enfermeira Maria Aparecida Barbosa Dias, 58 anos, tem sido obrigada a conviver com forte cheiro de esgoto há quase dois meses. Tudo por causa de possível entupimento na rede coletora da Rua Pátio das Estações, no Centro, em Rio Grande da Serra, que provoca constantes vazamentos e a água suja invade o quintal e até alguns cômodos. O problema se repete em outras 18 residências da via. Os moradores cobram providências urgentes da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Na casa da enfermeira, logo no início da rua, os problemas se agravaram em meados de outubro. Ela percebeu que pelo cano nos fundos da casa estava passando água escura e começou a subir o cheiro forte. “Antes mesmo desse período já comecei a perceber um cheiro estranho, mas achei que era algo pontual. Depois, ficou mais intenso, que continua”, declara Aparecida.

A moradora observa ainda que, além do cheiro forte, já viu o quintal ficar inundado. “Precisei subir todos os móveis, cuidar do cachorro e lutar contra o cheiro, que ficou ainda pior. Além disso, notamos que não precisa chover para isso inundar”, comenta.

A enfermeira e os demais moradores acreditam que a origem seja possível entupimento na rede de esgoto em parte da cidade. “Não vaza só nas casas, na rua também, a boca de lobo transborda, o que deixa tudo pior”, lembra. Segundo ela, foram quatro chamados para a ouvidoria da Sabesp, mas até agora nada foi resolvido. “Em duas dessas quatro vezes eles vieram, tiraram fotos e fizeram vídeos, mas nada além disso. Só ficam nos passando prazo atrás de prazo.”

No caso da dona de casa Rosângela da Cunha, 51, fica ainda mais difícil. Além do problema com o cheiro desagradável, ela faz hemodiálise e reclama dos transtornos dentro de casa. “Além do que, temos a Covid, e esgoto traz insetos, baratas e muita sujeira para dentro das nossas casas. É um descaso, uma tristeza viver assim”, comenta.

Já na casa do operador de máquinas Evaldo Lima, 39, os vazamentos são pelos ralos do banheiro. “O cano acaba não aguentando e começa a vazar, no banheiro, na garagem, aquela água escura e com cheiro horrível. Nossas contas chegam todo mês para pagar, com taxa de esgoto, mas esse problema ninguém vem resolver”.

De acordo com os relatos dos moradores, o cheiro se intensifica em toda rua por volta das 15h e fica mais intenso a partir de determinado ponto da rua, quando os vazamentos invadem as casas.

PROBLEMA
A Sabesp informa que a rede de esgoto nas proximidades da Estação Elevatória Cido Franco foi danificada e obstruída por movimentação de terra durante obra de terceiros. Poços de visita (aberturas existentes na rede para manutenção) também foram soterrados e precisam ser descobertos e reconstruídos para que a desobstrução da rede tenha prosseguimento. A companhia já está trabalhando no local e tem informado à Prefeitura sobre as ações. Devido à complexidade dos trabalhos para limpeza e reparo do coletor, a previsão é que a empresa conclua os serviços até o próximo dia 14.  



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Esgoto vaza e invade casas em Rio Grande da Serra

Problema atinge 19 moradias na Rua Pátio das Estações, no Centro; Sabesp sabe e promete solucionar até o dia 14

Yasmin Assagra
Diário do Grande ABC

05/12/2020 | 09:10


A família da enfermeira Maria Aparecida Barbosa Dias, 58 anos, tem sido obrigada a conviver com forte cheiro de esgoto há quase dois meses. Tudo por causa de possível entupimento na rede coletora da Rua Pátio das Estações, no Centro, em Rio Grande da Serra, que provoca constantes vazamentos e a água suja invade o quintal e até alguns cômodos. O problema se repete em outras 18 residências da via. Os moradores cobram providências urgentes da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Na casa da enfermeira, logo no início da rua, os problemas se agravaram em meados de outubro. Ela percebeu que pelo cano nos fundos da casa estava passando água escura e começou a subir o cheiro forte. “Antes mesmo desse período já comecei a perceber um cheiro estranho, mas achei que era algo pontual. Depois, ficou mais intenso, que continua”, declara Aparecida.

A moradora observa ainda que, além do cheiro forte, já viu o quintal ficar inundado. “Precisei subir todos os móveis, cuidar do cachorro e lutar contra o cheiro, que ficou ainda pior. Além disso, notamos que não precisa chover para isso inundar”, comenta.

A enfermeira e os demais moradores acreditam que a origem seja possível entupimento na rede de esgoto em parte da cidade. “Não vaza só nas casas, na rua também, a boca de lobo transborda, o que deixa tudo pior”, lembra. Segundo ela, foram quatro chamados para a ouvidoria da Sabesp, mas até agora nada foi resolvido. “Em duas dessas quatro vezes eles vieram, tiraram fotos e fizeram vídeos, mas nada além disso. Só ficam nos passando prazo atrás de prazo.”

No caso da dona de casa Rosângela da Cunha, 51, fica ainda mais difícil. Além do problema com o cheiro desagradável, ela faz hemodiálise e reclama dos transtornos dentro de casa. “Além do que, temos a Covid, e esgoto traz insetos, baratas e muita sujeira para dentro das nossas casas. É um descaso, uma tristeza viver assim”, comenta.

Já na casa do operador de máquinas Evaldo Lima, 39, os vazamentos são pelos ralos do banheiro. “O cano acaba não aguentando e começa a vazar, no banheiro, na garagem, aquela água escura e com cheiro horrível. Nossas contas chegam todo mês para pagar, com taxa de esgoto, mas esse problema ninguém vem resolver”.

De acordo com os relatos dos moradores, o cheiro se intensifica em toda rua por volta das 15h e fica mais intenso a partir de determinado ponto da rua, quando os vazamentos invadem as casas.

PROBLEMA
A Sabesp informa que a rede de esgoto nas proximidades da Estação Elevatória Cido Franco foi danificada e obstruída por movimentação de terra durante obra de terceiros. Poços de visita (aberturas existentes na rede para manutenção) também foram soterrados e precisam ser descobertos e reconstruídos para que a desobstrução da rede tenha prosseguimento. A companhia já está trabalhando no local e tem informado à Prefeitura sobre as ações. Devido à complexidade dos trabalhos para limpeza e reparo do coletor, a previsão é que a empresa conclua os serviços até o próximo dia 14.  

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