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Gestão e política


Do Diário do Grande ABC

04/12/2020 | 23:59


A ampla votação obtida pelos prefeitos de Santo André, São Bernardo e São Caetano em suas respectivas campanhas pela reeleição, no mês passado, é, em boa parte, fruto do equilíbrio entre dois pilares que sustentam os homens públicos de sucesso, a gestão e a política. Uma boa administração resulta da harmonia entre ambas as forças. Assim como seu eventual fracasso decorre da desproporção entre uma e outra. Eis conselho que não deve ser ignorado pelos políticos em nenhum momento, especialmente nos de empolgação e júbilo.

É compreensível que prefeitos reeleitos se deslumbrem em proporção idêntica à vantagem de suas margens de votos. A popularidade costuma embaçar os mecanismos internos de autoavaliação. Fica mais difícil identificar fatores externos que possam ter contribuído para a vitória. É comum homens públicos atribuírem o sucesso unicamente a valores pessoais. Por isso, doses de prudência e humildade são sempre bem-vindas.

Dada a natureza da política nacional, vista como carreira por muitos, pode-se entender a lógica de se começar a pensar no próximo pleito assim que o atual se encerre. É preciso, todavia, ter cuidado para que o ritmo dos passos não afete o equilíbrio entre gestão e política. Paulo Serra, Orlando Morando e José Auricchio Júnior, todos tucanos, foram bem votados por dois motivos. Primeiro pelo bom trabalho que fizeram nos últimos quatro anos. Segundo, pela expectativa de repetirem o desempenho até 2024. Aquele já é história. Este está por se provar.

Os impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus em setores estratégicos, como o econômico e o sanitário, tornarão o próximo mandato ainda mais desafiador para os prefeitos, o que só reforça a importância de se manter fortalecidos e harmônicos os pilares que sustentaram até agora as boas administrações andreense, são-bernardense e são-caetanense. O caminho para a ruína é dar menos importância à gestão que à política. Ou o contrário, valorizar uma em detrimento da outra. Em ambos os casos, quem paga a conta é a sociedade.
 



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Do Diário do Grande ABC

04/12/2020 | 23:59


A ampla votação obtida pelos prefeitos de Santo André, São Bernardo e São Caetano em suas respectivas campanhas pela reeleição, no mês passado, é, em boa parte, fruto do equilíbrio entre dois pilares que sustentam os homens públicos de sucesso, a gestão e a política. Uma boa administração resulta da harmonia entre ambas as forças. Assim como seu eventual fracasso decorre da desproporção entre uma e outra. Eis conselho que não deve ser ignorado pelos políticos em nenhum momento, especialmente nos de empolgação e júbilo.

É compreensível que prefeitos reeleitos se deslumbrem em proporção idêntica à vantagem de suas margens de votos. A popularidade costuma embaçar os mecanismos internos de autoavaliação. Fica mais difícil identificar fatores externos que possam ter contribuído para a vitória. É comum homens públicos atribuírem o sucesso unicamente a valores pessoais. Por isso, doses de prudência e humildade são sempre bem-vindas.

Dada a natureza da política nacional, vista como carreira por muitos, pode-se entender a lógica de se começar a pensar no próximo pleito assim que o atual se encerre. É preciso, todavia, ter cuidado para que o ritmo dos passos não afete o equilíbrio entre gestão e política. Paulo Serra, Orlando Morando e José Auricchio Júnior, todos tucanos, foram bem votados por dois motivos. Primeiro pelo bom trabalho que fizeram nos últimos quatro anos. Segundo, pela expectativa de repetirem o desempenho até 2024. Aquele já é história. Este está por se provar.

Os impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus em setores estratégicos, como o econômico e o sanitário, tornarão o próximo mandato ainda mais desafiador para os prefeitos, o que só reforça a importância de se manter fortalecidos e harmônicos os pilares que sustentaram até agora as boas administrações andreense, são-bernardense e são-caetanense. O caminho para a ruína é dar menos importância à gestão que à política. Ou o contrário, valorizar uma em detrimento da outra. Em ambos os casos, quem paga a conta é a sociedade.
 

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