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Eu espero que o Marcelo reconheça as obras que deixei para ele, diz Atila

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Daniel Tossato

05/12/2020 | 04:14


Prefeito de Mauá até o dia 31 de dezembro, já que não conseguiu a reeleição, Atila Jacomussi (PSB) afirmou que espera que o vereador e chefe do Executivo eleito, Marcelo Oliveira (PT), reconheça quem iniciou as obras na cidade e que deverão ser entregues pelo petista.

Atila avisou que irá fazer oposição ao futuro prefeito petista, como fiscalizador das ações do Paço, mesmo não sustentando cargo eletivo nos próximos quatro anos.
“Torço para o melhor de Mauá. Espero que Marcelo dê continuidade nas obras que iniciei e que deixei de realizar. Que ele reconheça que quem começou as obras foi Atila Jacomussi. E vou fiscalizar (o governo), assim como ele fiscalizou minha gestão quando foi vereador. Irei fazer oposição construtiva e não destrutiva”, declarou o atual prefeito de Mauá, em entrevista ao Diário.

Na busca da reeleição para um segundo mandato, Atila foi superado por Marcelo no segundo turno da eleição, realizado na semana passada. Ainda que tenha terminado a primeira etapa do pleito à frente, o socialista viu o petista conseguir virar o placar e venceu a disputa.

Sem o cargo de prefeito, Atila se escora no último bastião político da família Jacomussi na cidade, o vereador e seu pai, Admir Jacomussi (Patriota), que partirá para seu décimo mandato na Câmara de Mauá. “Conseguiu manter a votação, coisa que poucos vereadores conseguiram. Manteve a posição de segundo colocado, como conseguiu na eleição de 2016. Ele vai acrescentar muito com sua experiência em uma Câmara renovada”, avaliou.

Já sobre a relação de altos e baixos com sua vice-prefeita Alaíde Damo (MDB), Atila não escondeu a decepção de ter escolhido a matriarca da família Damo, um dos clãs mais tradicionais da política na cidade. “Acho que até aqueles que não votaram (em mim) sabem que, naquele período de interinidade, a cidade sofreu muito. A cidade aguardava o retorno de Atila. A gente não pode se arrepender do que já foi feito, mas a gente acaba se decepcionando com as pessoas”, disparou o prefeito.

Alaíde assumiu o Paço de Mauá nas duas prisões do socialista – no âmbito das operações Prato Feito e Trato Feito, conduzidas pela PF (Polícia Federal) – e no impeachment do então aliado. Esses passos foram revertidos na Justiça e Atila retomou o posto, escanteando de vez sua vice. Inicialmente, quem era para ser o número dois da chapa em 2016 era Júnior Orosco (então no MDB, hoje no PDT), à época casado com Vanessa Damo (MDB), filha de Alaíde. Orosco teve problemas jurídicos e a chapa foi trocada. Na eleição deste ano, Atila apostou no advogado Israel Aleixo, o Bell (PSB), aliado da família Jacomussi.

Sobre o futuro na política, Atila tergiversou e afirmou que o foco atual é “encerrar um ciclo” no comando do Executivo. “Da mesma forma que iniciei o trabalho como prefeito, dedicando meu coração para ser o prefeito das ruas, nós vamos terminar como começamos, trabalhando para as pessoas mais pobres.”

Seu nome é cotado para disputar cadeira de deputado na eleição de 2022. Sua mulher, Andreia Rolim Rios (PSB), também é especulada.
 



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Eu espero que o Marcelo reconheça as obras que deixei para ele, diz Atila

Daniel Tossato

05/12/2020 | 04:14


Prefeito de Mauá até o dia 31 de dezembro, já que não conseguiu a reeleição, Atila Jacomussi (PSB) afirmou que espera que o vereador e chefe do Executivo eleito, Marcelo Oliveira (PT), reconheça quem iniciou as obras na cidade e que deverão ser entregues pelo petista.

Atila avisou que irá fazer oposição ao futuro prefeito petista, como fiscalizador das ações do Paço, mesmo não sustentando cargo eletivo nos próximos quatro anos.
“Torço para o melhor de Mauá. Espero que Marcelo dê continuidade nas obras que iniciei e que deixei de realizar. Que ele reconheça que quem começou as obras foi Atila Jacomussi. E vou fiscalizar (o governo), assim como ele fiscalizou minha gestão quando foi vereador. Irei fazer oposição construtiva e não destrutiva”, declarou o atual prefeito de Mauá, em entrevista ao Diário.

Na busca da reeleição para um segundo mandato, Atila foi superado por Marcelo no segundo turno da eleição, realizado na semana passada. Ainda que tenha terminado a primeira etapa do pleito à frente, o socialista viu o petista conseguir virar o placar e venceu a disputa.

Sem o cargo de prefeito, Atila se escora no último bastião político da família Jacomussi na cidade, o vereador e seu pai, Admir Jacomussi (Patriota), que partirá para seu décimo mandato na Câmara de Mauá. “Conseguiu manter a votação, coisa que poucos vereadores conseguiram. Manteve a posição de segundo colocado, como conseguiu na eleição de 2016. Ele vai acrescentar muito com sua experiência em uma Câmara renovada”, avaliou.

Já sobre a relação de altos e baixos com sua vice-prefeita Alaíde Damo (MDB), Atila não escondeu a decepção de ter escolhido a matriarca da família Damo, um dos clãs mais tradicionais da política na cidade. “Acho que até aqueles que não votaram (em mim) sabem que, naquele período de interinidade, a cidade sofreu muito. A cidade aguardava o retorno de Atila. A gente não pode se arrepender do que já foi feito, mas a gente acaba se decepcionando com as pessoas”, disparou o prefeito.

Alaíde assumiu o Paço de Mauá nas duas prisões do socialista – no âmbito das operações Prato Feito e Trato Feito, conduzidas pela PF (Polícia Federal) – e no impeachment do então aliado. Esses passos foram revertidos na Justiça e Atila retomou o posto, escanteando de vez sua vice. Inicialmente, quem era para ser o número dois da chapa em 2016 era Júnior Orosco (então no MDB, hoje no PDT), à época casado com Vanessa Damo (MDB), filha de Alaíde. Orosco teve problemas jurídicos e a chapa foi trocada. Na eleição deste ano, Atila apostou no advogado Israel Aleixo, o Bell (PSB), aliado da família Jacomussi.

Sobre o futuro na política, Atila tergiversou e afirmou que o foco atual é “encerrar um ciclo” no comando do Executivo. “Da mesma forma que iniciei o trabalho como prefeito, dedicando meu coração para ser o prefeito das ruas, nós vamos terminar como começamos, trabalhando para as pessoas mais pobres.”

Seu nome é cotado para disputar cadeira de deputado na eleição de 2022. Sua mulher, Andreia Rolim Rios (PSB), também é especulada.
 

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