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Após morte de homem negro, Carrefour anuncia fim da terceirização de segurança



04/12/2020 | 16:37


Em comunicado divulgado à imprensa nesta sexta-feira, 4, o Grupo Carrefour anunciou o fim da terceirização dos serviços de segurança nas unidades do conglomerado. A decisão foi tomada na esteira do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, 40, espancado por dois seguranças em uma filial do supermercado na zona norte de Porto Alegre.

A internalização dos serviços segue um plano gradual elaborado a partir das proposições apresentadas por um comitê externo e prevê a instituição de um projeto piloto em quatro unidades da capital gaúcha. Os profissionais contratados serão preparados por empreendedores negros e receberão um treinamento sobre práticas antirracistas e voltado ao desenvolvimento de uma cultura de respeito aos direitos humanos.

Enquanto tenta reformar a política interna contra a discriminação racial, o Grupo Carrefour é alvo de uma série de investigações e de uma ação judicial. A Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos de Porto Alegre abriu dois inquéritos civis para buscar reparação e investigar a política de direitos humanos no supermercado. Há ainda duas frentes de investigação criminais relacionadas ao episódio em curso no Ministério Público Federal.

Enquanto a Procuradoria do Rio Grande do Sul apura o funcionamento de mecanismos de fiscalização de empresas de segurança privada pela Polícia Federal, os procuradores do Rio de Janeiro investigam medidas adotadas pela PF e também por supermercados, shopping centers e bancos para enfrentamento do racismo estrutural nos serviços de vigilância.

Na Justiça, o grupo foi acionado pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, que entrou com uma ação civil pública cobrando da rede de supermercados uma indenização de R$ 200 milhões por danos morais coletivos e sociais.

COM A PALAVRA, O CARREFOUR

"Após ouvir as proposições do Comitê Externo e Independente originadas de demandas históricas de organizações negras, o Carrefour, a partir do dia 14 de dezembro, inicia a internalização dos serviços de segurança. O processo de internalização começará pelos quatro hipermercados no Rio Grande do Sul, em um projeto piloto, incluindo a loja Passo DAreia, em Porto Alegre. O novo modelo é o ponto inicial para transformação do seu modelo de segurança e faz parte dos compromissos anunciados pela rede. O processo de recrutamento e o treinamento dos profissionais para as lojas contará com associação que reúne empreendedores negros da região de Porto Alegre. Todo o processo de internalização da segurança terá como foco a implementação de práticas antirracistas e de uma cultura de respeito aos direitos humanos, além de considerar a representatividade da população brasileira (50% de mulheres e 56% de negros) como um compromisso. A data de admissão dos novos colaboradores está prevista para o dia 14 de dezembro em todas as lojas Carrefour da região, seguindo as etapas de contratação."



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Após morte de homem negro, Carrefour anuncia fim da terceirização de segurança


04/12/2020 | 16:37


Em comunicado divulgado à imprensa nesta sexta-feira, 4, o Grupo Carrefour anunciou o fim da terceirização dos serviços de segurança nas unidades do conglomerado. A decisão foi tomada na esteira do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, 40, espancado por dois seguranças em uma filial do supermercado na zona norte de Porto Alegre.

A internalização dos serviços segue um plano gradual elaborado a partir das proposições apresentadas por um comitê externo e prevê a instituição de um projeto piloto em quatro unidades da capital gaúcha. Os profissionais contratados serão preparados por empreendedores negros e receberão um treinamento sobre práticas antirracistas e voltado ao desenvolvimento de uma cultura de respeito aos direitos humanos.

Enquanto tenta reformar a política interna contra a discriminação racial, o Grupo Carrefour é alvo de uma série de investigações e de uma ação judicial. A Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos de Porto Alegre abriu dois inquéritos civis para buscar reparação e investigar a política de direitos humanos no supermercado. Há ainda duas frentes de investigação criminais relacionadas ao episódio em curso no Ministério Público Federal.

Enquanto a Procuradoria do Rio Grande do Sul apura o funcionamento de mecanismos de fiscalização de empresas de segurança privada pela Polícia Federal, os procuradores do Rio de Janeiro investigam medidas adotadas pela PF e também por supermercados, shopping centers e bancos para enfrentamento do racismo estrutural nos serviços de vigilância.

Na Justiça, o grupo foi acionado pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, que entrou com uma ação civil pública cobrando da rede de supermercados uma indenização de R$ 200 milhões por danos morais coletivos e sociais.

COM A PALAVRA, O CARREFOUR

"Após ouvir as proposições do Comitê Externo e Independente originadas de demandas históricas de organizações negras, o Carrefour, a partir do dia 14 de dezembro, inicia a internalização dos serviços de segurança. O processo de internalização começará pelos quatro hipermercados no Rio Grande do Sul, em um projeto piloto, incluindo a loja Passo DAreia, em Porto Alegre. O novo modelo é o ponto inicial para transformação do seu modelo de segurança e faz parte dos compromissos anunciados pela rede. O processo de recrutamento e o treinamento dos profissionais para as lojas contará com associação que reúne empreendedores negros da região de Porto Alegre. Todo o processo de internalização da segurança terá como foco a implementação de práticas antirracistas e de uma cultura de respeito aos direitos humanos, além de considerar a representatividade da população brasileira (50% de mulheres e 56% de negros) como um compromisso. A data de admissão dos novos colaboradores está prevista para o dia 14 de dezembro em todas as lojas Carrefour da região, seguindo as etapas de contratação."

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