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Eleitor desalentado


Do Diário do Grande ABC

02/12/2020 | 23:59


Forte como trovão, a voz democráticas das urnas foi novamente ouvida nas sete cidades. Paulo Serra (PSDB), Orlando Morando (PSDB), José Auricchio Júnior (PSDB), José de Filippi Júnior (PT), Marcelo Oliveira (PT), Clóvis Volpi (PL) e Claudinho da Geladeira (Podemos) foram eleitos ou reeleitos, respectivamente, prefeitos de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Outros 142 políticos da região conquistaram cadeira nas câmaras das sete cidades. Menos notada, mas tão dramática quanto, outra manifestação emergiu do pleito do último domingo, qual seja, a do desalento de milhares de eleitores. É preciso prestar atenção no fenômeno.

Reportagem publicada hoje no Diário mostra que quatro em cada dez eleitores no último domingo, quando Diadema e Mauá decidiram o prefeito, deixaram de comparecer às seções. Exatos 247.367 moradores das duas cidades ignoraram a obrigação cívica de decidir o ocupante do principal cargo público municipal, optando por votar em branco, anular ou então simplesmente nem saindo de casa. Nos limites diademenses, o chamado ‘não voto’ (121.091 pessoas) superou a quantidade de adesões obtidas por José de Filippi Júnior, que venceu o pleito com 106.849. Idem nos mauaenses, onde somaram 126.276, mais que o vencedor Marcelo Oliveira, também petista, com 91.459.

É certo que a pandemia da Covid-19 ampliou o número de eleitores que optaram por se ausentar do pleito. Mas não se pode ignorar que o desânimo da sociedade com os políticos, após período em que muitos deles enfrentaram acusações de ilicitudes na condução da coisa pública, pesou profundamente para os altos índices de ‘não voto’. Enquanto os donos do poder não refletirem sobre as razões da apatia da comunidade com as práticas democráticas, e pedirem desculpas pelas mazelas do passado e do presente, será difícil convencer o cidadão a retornar às urnas. Triste. Pobre da sociedade em que o desencanto com a política tende a ser tão ou mais deletério que um micro-organismo mortal. 



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Eleitor desalentado

Do Diário do Grande ABC

02/12/2020 | 23:59


Forte como trovão, a voz democráticas das urnas foi novamente ouvida nas sete cidades. Paulo Serra (PSDB), Orlando Morando (PSDB), José Auricchio Júnior (PSDB), José de Filippi Júnior (PT), Marcelo Oliveira (PT), Clóvis Volpi (PL) e Claudinho da Geladeira (Podemos) foram eleitos ou reeleitos, respectivamente, prefeitos de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Outros 142 políticos da região conquistaram cadeira nas câmaras das sete cidades. Menos notada, mas tão dramática quanto, outra manifestação emergiu do pleito do último domingo, qual seja, a do desalento de milhares de eleitores. É preciso prestar atenção no fenômeno.

Reportagem publicada hoje no Diário mostra que quatro em cada dez eleitores no último domingo, quando Diadema e Mauá decidiram o prefeito, deixaram de comparecer às seções. Exatos 247.367 moradores das duas cidades ignoraram a obrigação cívica de decidir o ocupante do principal cargo público municipal, optando por votar em branco, anular ou então simplesmente nem saindo de casa. Nos limites diademenses, o chamado ‘não voto’ (121.091 pessoas) superou a quantidade de adesões obtidas por José de Filippi Júnior, que venceu o pleito com 106.849. Idem nos mauaenses, onde somaram 126.276, mais que o vencedor Marcelo Oliveira, também petista, com 91.459.

É certo que a pandemia da Covid-19 ampliou o número de eleitores que optaram por se ausentar do pleito. Mas não se pode ignorar que o desânimo da sociedade com os políticos, após período em que muitos deles enfrentaram acusações de ilicitudes na condução da coisa pública, pesou profundamente para os altos índices de ‘não voto’. Enquanto os donos do poder não refletirem sobre as razões da apatia da comunidade com as práticas democráticas, e pedirem desculpas pelas mazelas do passado e do presente, será difícil convencer o cidadão a retornar às urnas. Triste. Pobre da sociedade em que o desencanto com a política tende a ser tão ou mais deletério que um micro-organismo mortal. 

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