Fechar
Publicidade

Sábado, 23 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

Mudamos


Do Diário do Grande ABC

02/12/2020 | 23:59


O mundo mudou e precisamos analisá-lo após 2020. A humanidade passou por quatro importantes revoluções. A primeira foi com a descoberta das máquinas, do ferro e do carvão. A segunda, com o desenvolvimento da indústria química, da descoberta da energia elétrica, do petróleo como combustível e do aço. Na terceira revolução, a mecânica analógica foi substituída pela digital, com microcomputadores e a criação da internet, que globalizou o mundo. A quarta – e certamente a mais relevante das revoluções industriais –, também chamada indústria 4.0, trata da revolução tecnológica. Ela transformou nossa forma de viver, trabalhar e nos relacionar, com a criação da robótica, inteligência artificial, big data, nanotecnologia, impressão 3D, biologia sintética. Estamos entrando em conexão entre os mundos digital, físico e biológico.

Somado às revoluções industriais, surgiu em 2020 a pandemia da Covid-19. Com ela, mudamos radicalmente nossa maneira de olhar o mundo, valorizar a vida, trabalhar e principalmente de viver. A presença in loco mudou para virtual: a reunião se transformou em videoconferência; a audiência, em teleaudiência; a consulta médica foi transformada em consulta virtual; e percebemos como perdíamos tempo nos transportando, podendo realizar a mesma atividade a distância, apenas utilizando os meios de comunicação digital. Com esta pandemia do coronavírus, a humanidade passou a valorizar ainda mais a vida. Como nunca se viu antes, o mundo parou e se uniu como se fosse uma só nação, com o objetivo de salvar vidas, empresas, empregos, a economia, educação e tudo que simplesmente do dia para a noite foi interrompido.

Hoje nos tornamos mais observadores e críticos. Pessoas que não se adaptarem às mudanças e ao novo mundo estarão desatualizadas. Isso se reflete na vida social, no mercado profissional e na política. O mundo não aprova mais servidores públicos que simplesmente ignoram a saúde, a segurança pública, a qualidade de vida, o diálogo, a transparência e o respeito ao próximo. Recente resultado disso foi visto nas eleições norte-americanas. O povo elegeu para presidente político que respeita a vida, o próximo, o diálogo e o bom-senso. Não teremos mais espaço para líderes que governam com arrogância, estimulando o conflito e impondo regras, sem diálogo, sem fundamento, apenas por entenderem que eles decidem e ponto final. Mudamos, e todos, sem exceção, devem mudar e se adaptar ao novo mundo, mais dinâmico, conectado, globalizado e mais exigente. Os líderes e formadores de opinião que não se adaptarem ao novo mundo, com seus novos costumes, estão fadados ao ostracismo e ao insucesso.

Fernando José da Costa é secretário de Estado da Justiça e Cidadania.


PALAVRA DO LEITOR

Íngreme
Sobre a Rua Alto da Bela Vista, na Vila São Pedro, em São Bernardo (Setecidades, dia 28), farei as seguintes solicitações junto ao gabinete do vereador Toninho Tavares e à administração: medidas para dirimir os problemas ocorridos na via em epígrafe. O grande problema é a teimosia dos motoristas de veículos pesados, que insistem em trafegar na via (mesmo com as placas de proibido). Estamos solicitando estudos junto à Prefeitura para adoção de mão única (apenas descer). Faremos também pedido para que façam fissuras na via e, com isso, maior aderência dos pneus na hora de trafegar.
Ailton Lima
São Bernardo

Presente de Natal!
Indignação em ver que a base do governo na Câmara Municipal de Santo André tenha aprovado o PL (Projeto de Lei) 39 (Política, ontem), que aumenta a contribuição previdenciária dos servidores municipais de 11% para 14% sem ao menos consultar o representante da categoria (Sindserv – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santo André). O funcionalismo não merece esse presente de Natal.
Alan José Duarte
Santo André

Finanças
Voltando no tempo, mais precisamente no governo do presidente Marechal Hermes da Fonseca (1910-1914), a situação era tão calamitosa que o Tesouro não tinha recursos para assumir seus compromissos, já que a receita era insuficiente. Comércio e indústrias estavam falindo, resultando no aumento do índice de desemprego. Entre 1911 e 1912 o governo brasileiro contraiu três vultuosos empréstimos externos, em montante de 14.502.396 libras esterlinas, pagando juros de 5% e tendo prazo de 62 anos para quitar a dívida junto às instituições financeiras estrangeiras, que tinham como garantia as receitas de todas as alfândegas do País. A situação de hoje não chega a ser tão diferente daquela época. Portanto, não será novidade se os sete prefeitos eleitos às prefeituras do Grande ABC, por exemplo, forem forçados a dedicar dias, meses ou anos de seus mandatos apenas para colocar as finanças em dia e só então executar seus planos de governos.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Rodrigo Maia
É decepcionante o desempenho do Legislativo. As pessoas de bem anseiam pela prisão dos malfeitores condenados na segunda instância, mas os nossos deputados e senadores não estão nem aí. Rodrigo Maia, faz tempo, engavetou e nem mais sabe em que gaveta está. É uma vergonha. Falta de respeito à opinião pública, enquanto a bandidagem continua solta.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Cadê minha casa?
Hoje estou indo para 12 anos aguardando minha casa ou apartamento. Morava em área de risco na Rua da Biquinha, na Vila São José, em São Bernardo, e após desastre no local fomos removidos. Recebo o auxílio-aluguel, que não contempla os valores pagos atualmente. Entra prefeito sai prefeito e nós escutamos que tal prefeito só contempla eleitores dele. E nós, que não temos nada de envolvimento com partido? Votamos em quem trabalha e faz melhorias para nossa cidade e sem paixão partidária? Gostaríamos que nosso prefeito desse uma olhadinha para nós, que estamos aguardando todo este tempo. Temos alguns conhecidos e antigos vizinhos que estão na mesma situação. Agradeço desde já por este espaço neste conceituado Diário e ao nosso prefeito Orlando Morando.
Kátia de Sousa Silva
São Bernardo 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Mudamos

Do Diário do Grande ABC

02/12/2020 | 23:59


O mundo mudou e precisamos analisá-lo após 2020. A humanidade passou por quatro importantes revoluções. A primeira foi com a descoberta das máquinas, do ferro e do carvão. A segunda, com o desenvolvimento da indústria química, da descoberta da energia elétrica, do petróleo como combustível e do aço. Na terceira revolução, a mecânica analógica foi substituída pela digital, com microcomputadores e a criação da internet, que globalizou o mundo. A quarta – e certamente a mais relevante das revoluções industriais –, também chamada indústria 4.0, trata da revolução tecnológica. Ela transformou nossa forma de viver, trabalhar e nos relacionar, com a criação da robótica, inteligência artificial, big data, nanotecnologia, impressão 3D, biologia sintética. Estamos entrando em conexão entre os mundos digital, físico e biológico.

Somado às revoluções industriais, surgiu em 2020 a pandemia da Covid-19. Com ela, mudamos radicalmente nossa maneira de olhar o mundo, valorizar a vida, trabalhar e principalmente de viver. A presença in loco mudou para virtual: a reunião se transformou em videoconferência; a audiência, em teleaudiência; a consulta médica foi transformada em consulta virtual; e percebemos como perdíamos tempo nos transportando, podendo realizar a mesma atividade a distância, apenas utilizando os meios de comunicação digital. Com esta pandemia do coronavírus, a humanidade passou a valorizar ainda mais a vida. Como nunca se viu antes, o mundo parou e se uniu como se fosse uma só nação, com o objetivo de salvar vidas, empresas, empregos, a economia, educação e tudo que simplesmente do dia para a noite foi interrompido.

Hoje nos tornamos mais observadores e críticos. Pessoas que não se adaptarem às mudanças e ao novo mundo estarão desatualizadas. Isso se reflete na vida social, no mercado profissional e na política. O mundo não aprova mais servidores públicos que simplesmente ignoram a saúde, a segurança pública, a qualidade de vida, o diálogo, a transparência e o respeito ao próximo. Recente resultado disso foi visto nas eleições norte-americanas. O povo elegeu para presidente político que respeita a vida, o próximo, o diálogo e o bom-senso. Não teremos mais espaço para líderes que governam com arrogância, estimulando o conflito e impondo regras, sem diálogo, sem fundamento, apenas por entenderem que eles decidem e ponto final. Mudamos, e todos, sem exceção, devem mudar e se adaptar ao novo mundo, mais dinâmico, conectado, globalizado e mais exigente. Os líderes e formadores de opinião que não se adaptarem ao novo mundo, com seus novos costumes, estão fadados ao ostracismo e ao insucesso.

Fernando José da Costa é secretário de Estado da Justiça e Cidadania.


PALAVRA DO LEITOR

Íngreme
Sobre a Rua Alto da Bela Vista, na Vila São Pedro, em São Bernardo (Setecidades, dia 28), farei as seguintes solicitações junto ao gabinete do vereador Toninho Tavares e à administração: medidas para dirimir os problemas ocorridos na via em epígrafe. O grande problema é a teimosia dos motoristas de veículos pesados, que insistem em trafegar na via (mesmo com as placas de proibido). Estamos solicitando estudos junto à Prefeitura para adoção de mão única (apenas descer). Faremos também pedido para que façam fissuras na via e, com isso, maior aderência dos pneus na hora de trafegar.
Ailton Lima
São Bernardo

Presente de Natal!
Indignação em ver que a base do governo na Câmara Municipal de Santo André tenha aprovado o PL (Projeto de Lei) 39 (Política, ontem), que aumenta a contribuição previdenciária dos servidores municipais de 11% para 14% sem ao menos consultar o representante da categoria (Sindserv – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santo André). O funcionalismo não merece esse presente de Natal.
Alan José Duarte
Santo André

Finanças
Voltando no tempo, mais precisamente no governo do presidente Marechal Hermes da Fonseca (1910-1914), a situação era tão calamitosa que o Tesouro não tinha recursos para assumir seus compromissos, já que a receita era insuficiente. Comércio e indústrias estavam falindo, resultando no aumento do índice de desemprego. Entre 1911 e 1912 o governo brasileiro contraiu três vultuosos empréstimos externos, em montante de 14.502.396 libras esterlinas, pagando juros de 5% e tendo prazo de 62 anos para quitar a dívida junto às instituições financeiras estrangeiras, que tinham como garantia as receitas de todas as alfândegas do País. A situação de hoje não chega a ser tão diferente daquela época. Portanto, não será novidade se os sete prefeitos eleitos às prefeituras do Grande ABC, por exemplo, forem forçados a dedicar dias, meses ou anos de seus mandatos apenas para colocar as finanças em dia e só então executar seus planos de governos.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Rodrigo Maia
É decepcionante o desempenho do Legislativo. As pessoas de bem anseiam pela prisão dos malfeitores condenados na segunda instância, mas os nossos deputados e senadores não estão nem aí. Rodrigo Maia, faz tempo, engavetou e nem mais sabe em que gaveta está. É uma vergonha. Falta de respeito à opinião pública, enquanto a bandidagem continua solta.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Cadê minha casa?
Hoje estou indo para 12 anos aguardando minha casa ou apartamento. Morava em área de risco na Rua da Biquinha, na Vila São José, em São Bernardo, e após desastre no local fomos removidos. Recebo o auxílio-aluguel, que não contempla os valores pagos atualmente. Entra prefeito sai prefeito e nós escutamos que tal prefeito só contempla eleitores dele. E nós, que não temos nada de envolvimento com partido? Votamos em quem trabalha e faz melhorias para nossa cidade e sem paixão partidária? Gostaríamos que nosso prefeito desse uma olhadinha para nós, que estamos aguardando todo este tempo. Temos alguns conhecidos e antigos vizinhos que estão na mesma situação. Agradeço desde já por este espaço neste conceituado Diário e ao nosso prefeito Orlando Morando.
Kátia de Sousa Silva
São Bernardo 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;