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Um dia após crítica a 'negacionismo', Covas telefona para Bolsonaro



02/12/2020 | 22:01


Depois de fazer críticas indiretas ao presidente Jair Bolsonaro no seu discurso da vitória, o prefeito reeleito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) telefonou para o chefe do Executivo federal na segunda-feira. Na véspera, Covas disse que "restam poucos dias para o negacionismo", ao comentar sobre pessoas que minimizam o efeito da pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista ao Estadão ontem, Covas disse que, ao citar o negacionismo em seu discurso, não se referia "só ao presidente Bolsonaro, que entende que isso é uma gripezinha", mas a uma parte da população que pensa assim.

A conversa entre Covas e Bolsonaro foi revelada pela GloboNews ontem e confirmada pelo Estadão. Eles devem marcar um encontro em São Paulo ou Brasília. A expectativa é que o prefeito reeleito tente manter uma relação institucional com o presidente da República.

Durante a campanha, o tucano disse que Bolsonaro "virou as costas à cidade", por diminuir a transferência de recursos para a cidade e sempre deixou claro que anulou o voto no segundo turno de 2018. Bolsonaro apoiou Celso Russomanno (Republicanos), que terminou em quarto na disputa da capital. No Planalto, havia a preocupação que a vitória de Covas poderia fortalecer o projeto presidencial do governador João Doria (PSDB), desafeto do presidente.



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Um dia após crítica a 'negacionismo', Covas telefona para Bolsonaro


02/12/2020 | 22:01


Depois de fazer críticas indiretas ao presidente Jair Bolsonaro no seu discurso da vitória, o prefeito reeleito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) telefonou para o chefe do Executivo federal na segunda-feira. Na véspera, Covas disse que "restam poucos dias para o negacionismo", ao comentar sobre pessoas que minimizam o efeito da pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista ao Estadão ontem, Covas disse que, ao citar o negacionismo em seu discurso, não se referia "só ao presidente Bolsonaro, que entende que isso é uma gripezinha", mas a uma parte da população que pensa assim.

A conversa entre Covas e Bolsonaro foi revelada pela GloboNews ontem e confirmada pelo Estadão. Eles devem marcar um encontro em São Paulo ou Brasília. A expectativa é que o prefeito reeleito tente manter uma relação institucional com o presidente da República.

Durante a campanha, o tucano disse que Bolsonaro "virou as costas à cidade", por diminuir a transferência de recursos para a cidade e sempre deixou claro que anulou o voto no segundo turno de 2018. Bolsonaro apoiou Celso Russomanno (Republicanos), que terminou em quarto na disputa da capital. No Planalto, havia a preocupação que a vitória de Covas poderia fortalecer o projeto presidencial do governador João Doria (PSDB), desafeto do presidente.

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