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Marcelo Oliveira fala em diálogo para pacificar Mauá

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Vereador impediu reeleição de Atila em disputa acirrada e embate duro no 2º turno; petista terá desafio de construir base na Câmara


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/12/2020 | 00:12


O prefeito eleito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), vislumbra trabalho árduo pela frente para superar a rivalidade deixada pela eleição mais acirrada da história na cidade desde 1988. De virada, o petista impediu a reeleição de Atila Jacomussi (PSB) no domingo.

Marcelo, 48 anos, superou o atual prefeito por uma diferença de 2.676 votos (50,74% a 49,26%), mas terá no horizonte o desafio de unificar a classe política da cidade, que enfrentou de prisões a impeachment do prefeito nos últimos anos. Além disso, o petista tem outro obstáculo: construir uma base de governo na Câmara, seu atual quintal. Dos 23 parlamentares eleitos neste ano, apenas três integraram o arco de alianças de Marcelo: os petistas Geovane Corrêa e Junior Getulio (PT) e Jairo Michelângelo (PTB) – o petebista, porém, pediu votos a Atila no segundo turno.

E Marcelo sabe disso, tanto que já acenou a adversários. “Vamos pacificar dialogando. A única forma de você pacificar é conversando, não tem outra forma. Um governo tem de ser republicano, independentemente de partido e posição. Temos respeito à opinião das pessoas. Quanto mais nós ouvirmos, menos vamos errar”, sintetizou, em entrevista ao Diário, após horas de encontros com parlamentares.

“Como fui vereador por três mandatos, sei do respeito que tenho de ter pela casa e pela independência dela. Nós respeitamos os vereadores que foram eleitos. Eles são representantes do povo. Eu estou conversando com bastante vereadores, até porque eu sou vereador. Fui eleito por uma parcela da sociedade, mas nós vamos governar para todos. Então, quem quiser contribuir com ideias, sugestões e até críticas, aceitaremos. Teremos a humildade de compreender”, frisou.

Passadas menos de 24 horas após a vitória de Marcelo, já há movimentação de parlamentares eleitos que estiveram com Atila ou com João Veríssimo (PSD) no primeiro turno. Bloco de 13 vereadores eleitos já lançou a candidatura de Zé Carlos Nova Era (PL) à presidência da Câmara.

EMBATE
Marcelo acredita que, a despeito do antipetismo, o debate sobre corrupção colou mais em Atila do que na sua candidatura. ‘”Não grudou em mim porque existe em Mauá um problema muito sério que foram as duas prisões do prefeito. Nós não estávamos envolvidos nisso. Iam falar o que do Marcelo? Não tinha como atacar nem a pessoa nem o político. Então começaram as fake news. Mas a população viu que os corruptos não somos nós. Quem foi investigado foi ele”, afirmou, em referência à Operação Prato Feito, que desmontou esquema de desvio de recursos em contratos de merenda escolar.

Apesar desse histórico, Atila foi ao segundo turno como favorito. “Foi a força do governo. Um governo que tinha apoio de praticamente todos os vereadores, eu não tinha nem um vereador eleito me apoiando no primeiro turno”, avaliou, para quem Atila é “o prefeito do povo só na época da eleição”.

Marcelo antecipou que pretende encaminhar reforma administrativa no governo para enxugar a máquina pública. O petista, no entanto, não detalhou quanto e onde vai cortar. “Dá para trabalhar com menos secretarias.” Ele descartou o ingresso do ex-prefeito Oswaldo Dias (PT) no Paço. “Será nosso conselheiro.” 



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Marcelo Oliveira fala em diálogo para pacificar Mauá

Vereador impediu reeleição de Atila em disputa acirrada e embate duro no 2º turno; petista terá desafio de construir base na Câmara

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/12/2020 | 00:12


O prefeito eleito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), vislumbra trabalho árduo pela frente para superar a rivalidade deixada pela eleição mais acirrada da história na cidade desde 1988. De virada, o petista impediu a reeleição de Atila Jacomussi (PSB) no domingo.

Marcelo, 48 anos, superou o atual prefeito por uma diferença de 2.676 votos (50,74% a 49,26%), mas terá no horizonte o desafio de unificar a classe política da cidade, que enfrentou de prisões a impeachment do prefeito nos últimos anos. Além disso, o petista tem outro obstáculo: construir uma base de governo na Câmara, seu atual quintal. Dos 23 parlamentares eleitos neste ano, apenas três integraram o arco de alianças de Marcelo: os petistas Geovane Corrêa e Junior Getulio (PT) e Jairo Michelângelo (PTB) – o petebista, porém, pediu votos a Atila no segundo turno.

E Marcelo sabe disso, tanto que já acenou a adversários. “Vamos pacificar dialogando. A única forma de você pacificar é conversando, não tem outra forma. Um governo tem de ser republicano, independentemente de partido e posição. Temos respeito à opinião das pessoas. Quanto mais nós ouvirmos, menos vamos errar”, sintetizou, em entrevista ao Diário, após horas de encontros com parlamentares.

“Como fui vereador por três mandatos, sei do respeito que tenho de ter pela casa e pela independência dela. Nós respeitamos os vereadores que foram eleitos. Eles são representantes do povo. Eu estou conversando com bastante vereadores, até porque eu sou vereador. Fui eleito por uma parcela da sociedade, mas nós vamos governar para todos. Então, quem quiser contribuir com ideias, sugestões e até críticas, aceitaremos. Teremos a humildade de compreender”, frisou.

Passadas menos de 24 horas após a vitória de Marcelo, já há movimentação de parlamentares eleitos que estiveram com Atila ou com João Veríssimo (PSD) no primeiro turno. Bloco de 13 vereadores eleitos já lançou a candidatura de Zé Carlos Nova Era (PL) à presidência da Câmara.

EMBATE
Marcelo acredita que, a despeito do antipetismo, o debate sobre corrupção colou mais em Atila do que na sua candidatura. ‘”Não grudou em mim porque existe em Mauá um problema muito sério que foram as duas prisões do prefeito. Nós não estávamos envolvidos nisso. Iam falar o que do Marcelo? Não tinha como atacar nem a pessoa nem o político. Então começaram as fake news. Mas a população viu que os corruptos não somos nós. Quem foi investigado foi ele”, afirmou, em referência à Operação Prato Feito, que desmontou esquema de desvio de recursos em contratos de merenda escolar.

Apesar desse histórico, Atila foi ao segundo turno como favorito. “Foi a força do governo. Um governo que tinha apoio de praticamente todos os vereadores, eu não tinha nem um vereador eleito me apoiando no primeiro turno”, avaliou, para quem Atila é “o prefeito do povo só na época da eleição”.

Marcelo antecipou que pretende encaminhar reforma administrativa no governo para enxugar a máquina pública. O petista, no entanto, não detalhou quanto e onde vai cortar. “Dá para trabalhar com menos secretarias.” Ele descartou o ingresso do ex-prefeito Oswaldo Dias (PT) no Paço. “Será nosso conselheiro.” 

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