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Desidratação tucana


Do Diário do Grande ABC

30/11/2020 | 23:59


O PSDB saiu da eleição no Grande ABC menor do que entrou. Além de ter perdido o comando de uma das quatro prefeituras, a de Ribeirão Pires, viu o seu principal adversário político, o PT, reocupar o poder em duas cidades, Diadema e Mauá. Para piorar, os três prefeitos reeleitos pela sigla deixaram de falar a mesma língua e não será surpresa se ao menos um deles deixar o ninho nos próximos meses. O partido se esfacela na região por causa, em grande parte, do marasmo de sua principal liderança estadual, o governador João Doria, que se apega a falácias para manter vivo o sonho de chegar com alguma chance à disputa presidencial de daqui a dois anos.

Dois anos de desprezo do Estado pelo Grande ABC certamente contribuíram para o partido encolher na região. Não houve um só anseio da população que João Doria tenha, ao menos, considerado desde que assumiu o Palácio dos Bandeirantes. O ponto mais emblemático do desdém governamental com as sete cidades foi o sepultamento da Linha 18-Bronze do Metrô, projeto que já havia sido inclusive licitado.

O desempenho tucano nas urnas do Grande ABC só não foi pior graças ao bom trabalho desempenhado por determinados prefeitos da sigla, como o andreense Paulo Serra, reeleito em primeiro turno com o histórico índice de 76,85% dos votos válidos. A competência e o empenho dos governantes municipais compensaram o descaso do governador João Doria, pois o resultado seria ainda mais decepcionante para o PSDB se dependesse apenas do trabalho desenvolvido pelo Estado nas sete cidades.

Como é típico de políticos que estão vendo diminuir seu poder e influência, Doria busca camuflar a verdade se apegando a sofismas, como o de que o partido emergiu mais forte das urnas porque vai governar a maior parcela de brasileiros a partir de 1º de janeiro. O raciocínio é falacioso porque coloca na conta tucana, por exemplo, os quase 9 milhões de eleitores da Capital paulista, como se Bruno Covas tivesse a simpatia de todos e não apenas dos 3,2 milhões que votaram nele. O PSDB precisa de choque de realidade. 



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Desidratação tucana

Do Diário do Grande ABC

30/11/2020 | 23:59


O PSDB saiu da eleição no Grande ABC menor do que entrou. Além de ter perdido o comando de uma das quatro prefeituras, a de Ribeirão Pires, viu o seu principal adversário político, o PT, reocupar o poder em duas cidades, Diadema e Mauá. Para piorar, os três prefeitos reeleitos pela sigla deixaram de falar a mesma língua e não será surpresa se ao menos um deles deixar o ninho nos próximos meses. O partido se esfacela na região por causa, em grande parte, do marasmo de sua principal liderança estadual, o governador João Doria, que se apega a falácias para manter vivo o sonho de chegar com alguma chance à disputa presidencial de daqui a dois anos.

Dois anos de desprezo do Estado pelo Grande ABC certamente contribuíram para o partido encolher na região. Não houve um só anseio da população que João Doria tenha, ao menos, considerado desde que assumiu o Palácio dos Bandeirantes. O ponto mais emblemático do desdém governamental com as sete cidades foi o sepultamento da Linha 18-Bronze do Metrô, projeto que já havia sido inclusive licitado.

O desempenho tucano nas urnas do Grande ABC só não foi pior graças ao bom trabalho desempenhado por determinados prefeitos da sigla, como o andreense Paulo Serra, reeleito em primeiro turno com o histórico índice de 76,85% dos votos válidos. A competência e o empenho dos governantes municipais compensaram o descaso do governador João Doria, pois o resultado seria ainda mais decepcionante para o PSDB se dependesse apenas do trabalho desenvolvido pelo Estado nas sete cidades.

Como é típico de políticos que estão vendo diminuir seu poder e influência, Doria busca camuflar a verdade se apegando a sofismas, como o de que o partido emergiu mais forte das urnas porque vai governar a maior parcela de brasileiros a partir de 1º de janeiro. O raciocínio é falacioso porque coloca na conta tucana, por exemplo, os quase 9 milhões de eleitores da Capital paulista, como se Bruno Covas tivesse a simpatia de todos e não apenas dos 3,2 milhões que votaram nele. O PSDB precisa de choque de realidade. 

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