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PT precisa passar por reformulação, reconhece Filippi

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Para prefeito eleito de Diadema, governar a cidade é simbólico ao partido, mas petismo terá que adotar humildade para admitir as falhas


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

01/12/2020 | 00:01


Eleito para o quarto mandato como prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT) reconheceu que sua futura gestão é um resgate da força do partido, combalida desde 2016. Porém, recomendou que a sigla passe por processo de autoavaliação porque, embora tenha vencido duas disputas no Grande ABC – em Mauá, Marcelo Oliveira (PT) se elegeu –, o partido ficou sem comandar capitais pela primeira vez desde a redemocratização do País, em 1985.

“Essa é a questão da trajetória de ressurgimento e de reformulação do PT. Vai ser o estímulo para nós nos modernizarmos, de termos outros instrumentos na forma de nos relacionarmos com o povo. Nós temos que ter essa humildade. Como foram as eleições em 2016 e em 2018? Estamos em processo de retomada de crescimento. Não ganhou em nenhuma capital? Vamos avaliar especificamente o que aconteceu”, declarou.

Em Diadema, o PT retorna ao comando do Paço após hiato de oito anos e retoma o poder na cidade que deu ao partido o primeiro prefeito – Gilson Menezes, em 1982. Filippi venceu Taka Yamauchi (PSD) no domingo e afirmou ter conhecimento do simbolismo de seu triunfo.

“Simbolicamente é isso, Diadema foi a primeira cidade que conseguimos (eleger um prefeito). A reconquista, simbolicamente, é muito forte. E por quê? Porque são oito anos de retrocesso, de um prefeito que representou quase uma aventura. A cidade já teve muitos bons prefeitos, até mesmo o avô deste rapaz tinha boa avaliação e se elegeu duas vezes”, comentou Filippi, ao citar Lauro Michels, que geriu Diadema entre 1963 e 1968 e de 1976 a 1982. Sobrinho-neto e homônimo do ex-prefeito, o atual chefe do Executivo se elegeu em 2012 e encerra no dia 31 sua passagem pelo Paço. “O retorno do PT é um prenúncio de reabilitação, da reaproximação do PT no entendimento do povo”, emendou o petista.

O prefeito eleito também não descartou a possibilidade de contar com a presença de petistas ilustres e que participaram de outros governos no Grande ABC, embora tenha tergiversado sobre o assunto. Sob os holofotes da direção nacional do petismo, o futuro governo Filippi deverá sofrer pressão para abrigar correligionários.

“Tenho 900 pessoas que posso escolher para compor minha equipe. São todos aqueles que ajudaram a formular o programa de governo. Nós vamos trabalhar com as pessoas que ajudaram a formular o nosso plano de governo participativo. Tem gente até demais. Teremos que escolher. Sei que são 15 ou 16 secretários e vou ter que ser iluminado para escolher”, afirmou. “Mas acredito que o coletivo é o mais importante”, emendou.

O petista avaliou que os primeiros 90 dias de governo deverão ser voltados para o combate à pandemia do novo coronavírus. Para ele, é preciso estruturar o atendimento básico de saúde, comprando material para a equipe médica, assim como um diagnóstico de como estão os hospitais municipais e a capacidade de atendimento.

“Essa é uma atitude completamente diferente do que este prefeito (Lauro Michels, PV) fez. Uma vez identificados a infecção e o contágio, vamos isolar essas pessoas em um espaço onde elas possam ser atendidas. E também produzir leitos de UTI porque Diadema exporta doentes para outras cidades porque não tem leito de UTI”, analisou. 



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PT precisa passar por reformulação, reconhece Filippi

Para prefeito eleito de Diadema, governar a cidade é simbólico ao partido, mas petismo terá que adotar humildade para admitir as falhas

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

01/12/2020 | 00:01


Eleito para o quarto mandato como prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT) reconheceu que sua futura gestão é um resgate da força do partido, combalida desde 2016. Porém, recomendou que a sigla passe por processo de autoavaliação porque, embora tenha vencido duas disputas no Grande ABC – em Mauá, Marcelo Oliveira (PT) se elegeu –, o partido ficou sem comandar capitais pela primeira vez desde a redemocratização do País, em 1985.

“Essa é a questão da trajetória de ressurgimento e de reformulação do PT. Vai ser o estímulo para nós nos modernizarmos, de termos outros instrumentos na forma de nos relacionarmos com o povo. Nós temos que ter essa humildade. Como foram as eleições em 2016 e em 2018? Estamos em processo de retomada de crescimento. Não ganhou em nenhuma capital? Vamos avaliar especificamente o que aconteceu”, declarou.

Em Diadema, o PT retorna ao comando do Paço após hiato de oito anos e retoma o poder na cidade que deu ao partido o primeiro prefeito – Gilson Menezes, em 1982. Filippi venceu Taka Yamauchi (PSD) no domingo e afirmou ter conhecimento do simbolismo de seu triunfo.

“Simbolicamente é isso, Diadema foi a primeira cidade que conseguimos (eleger um prefeito). A reconquista, simbolicamente, é muito forte. E por quê? Porque são oito anos de retrocesso, de um prefeito que representou quase uma aventura. A cidade já teve muitos bons prefeitos, até mesmo o avô deste rapaz tinha boa avaliação e se elegeu duas vezes”, comentou Filippi, ao citar Lauro Michels, que geriu Diadema entre 1963 e 1968 e de 1976 a 1982. Sobrinho-neto e homônimo do ex-prefeito, o atual chefe do Executivo se elegeu em 2012 e encerra no dia 31 sua passagem pelo Paço. “O retorno do PT é um prenúncio de reabilitação, da reaproximação do PT no entendimento do povo”, emendou o petista.

O prefeito eleito também não descartou a possibilidade de contar com a presença de petistas ilustres e que participaram de outros governos no Grande ABC, embora tenha tergiversado sobre o assunto. Sob os holofotes da direção nacional do petismo, o futuro governo Filippi deverá sofrer pressão para abrigar correligionários.

“Tenho 900 pessoas que posso escolher para compor minha equipe. São todos aqueles que ajudaram a formular o programa de governo. Nós vamos trabalhar com as pessoas que ajudaram a formular o nosso plano de governo participativo. Tem gente até demais. Teremos que escolher. Sei que são 15 ou 16 secretários e vou ter que ser iluminado para escolher”, afirmou. “Mas acredito que o coletivo é o mais importante”, emendou.

O petista avaliou que os primeiros 90 dias de governo deverão ser voltados para o combate à pandemia do novo coronavírus. Para ele, é preciso estruturar o atendimento básico de saúde, comprando material para a equipe médica, assim como um diagnóstico de como estão os hospitais municipais e a capacidade de atendimento.

“Essa é uma atitude completamente diferente do que este prefeito (Lauro Michels, PV) fez. Uma vez identificados a infecção e o contágio, vamos isolar essas pessoas em um espaço onde elas possam ser atendidas. E também produzir leitos de UTI porque Diadema exporta doentes para outras cidades porque não tem leito de UTI”, analisou. 

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