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Auricchio pede licença, Beto declina e Pio assumirá o Paço

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de S.Caetano irá cuidar da saúde após
Covid-19; presidente da Câmara vai gerir cidade


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/12/2020 | 00:01


O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), pediu licença por tempo indeterminado das funções para recuperação da saúde após quadro de Covid-19. O Palácio da Cerâmica ficará sob responsabilidade do presidente da Câmara, Pio Mielo (PSDB), já que o vice-prefeito Beto Vidoski (PSDB) alegou não poder assumir o cargo diante de motivos pessoais.

Auricchio foi diagnosticado com Covid-19 e, no dia 15, data da eleição, foi internado no Hospital Sírio-Libanês após desconforto respiratório. No dia 20, após agravamento das funções pulmonares, foi levado à UTI do complexo hospitalar e precisou ser entubado. Ele se recuperou na semana passada e, no domingo, teve alta hospitalar. Entretanto, a equipe médica chefiada pelo infectologista David Uip recomendou repouso ao tucano e assinou atestado em razão de quadro debilitado após o período na UTI.

Essa documentação foi apresentada ontem à presidência do Legislativo, que, como rege a LOM (Lei Orgânica do Município), convocou Beto Vidoski para assumir a Prefeitura. O tucano argumentou que tinha firmado compromissos pessoais inadiáveis previamente e que, por isso, declinaria da convocação. Beto foi candidato a vereador neste ano, mas teve a candidatura indeferida e aguarda análise de recursos para validar seus 1.921 votos. Se isso acontecer, regressará à Câmara – foi vereador de 2013 a 2016.

Conforme a LOM e o regimento interno, decretos legislativos precisarão passar por apreciação plenária na sessão de hoje para que Pio tome posse como prefeito interino. O comando da casa ficará com o vice-presidente Edison Parra (Podemos), que é bastante ligado ao grupo de Auricchio.

“Recebi a notícia com tranquilidade e humildade, sabendo que essas são prerrogativas da função de presidente do Legislativo. Há de se aguardar alguns trâmites legislativos. Mas, assim que esses trâmites forem cumpridos, tomarei posse e exercerei a função com tranquilidade e responsabilidade com a cidade de São Caetano”, ponderou Pio.

A mudança no comando do Paço a essa altura mexe ainda mais com o jogo político do município, em ebulição desde a vitória de Auricchio na eleição do dia 15, com 42.842 votos válidos. Como ainda há pendência jurídica envolvendo a candidatura do tucano – foi indeferida em primeira instância, mas há recursos no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) para serem apreciados –, o futuro político de São Caetano é alvo de muita especulação.

A oposição ao tucano aposta na realização de nova eleição, em data a ser definida. Isso porque se esse recurso no TRE-SP não for julgado até o dia 31 de dezembro – ou se for reprovado – quem assumirá interinamente a cidade é o presidente da Câmara eleito pelos 19 vereadores no dia 1º de janeiro, pós-posse.

Os advogados de Auricchio estão confiantes na reversão da condenação em primeira instância, até porque a análise acontecerá na mesma corte que concedeu ao tucano recurso especial com efeito suspensivo das condenações referentes à eleição de 2016 – ponto de partida para o indeferimento do registro da campanha deste ano. 



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Auricchio pede licença, Beto declina e Pio assumirá o Paço

Prefeito de S.Caetano irá cuidar da saúde após
Covid-19; presidente da Câmara vai gerir cidade

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/12/2020 | 00:01


O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), pediu licença por tempo indeterminado das funções para recuperação da saúde após quadro de Covid-19. O Palácio da Cerâmica ficará sob responsabilidade do presidente da Câmara, Pio Mielo (PSDB), já que o vice-prefeito Beto Vidoski (PSDB) alegou não poder assumir o cargo diante de motivos pessoais.

Auricchio foi diagnosticado com Covid-19 e, no dia 15, data da eleição, foi internado no Hospital Sírio-Libanês após desconforto respiratório. No dia 20, após agravamento das funções pulmonares, foi levado à UTI do complexo hospitalar e precisou ser entubado. Ele se recuperou na semana passada e, no domingo, teve alta hospitalar. Entretanto, a equipe médica chefiada pelo infectologista David Uip recomendou repouso ao tucano e assinou atestado em razão de quadro debilitado após o período na UTI.

Essa documentação foi apresentada ontem à presidência do Legislativo, que, como rege a LOM (Lei Orgânica do Município), convocou Beto Vidoski para assumir a Prefeitura. O tucano argumentou que tinha firmado compromissos pessoais inadiáveis previamente e que, por isso, declinaria da convocação. Beto foi candidato a vereador neste ano, mas teve a candidatura indeferida e aguarda análise de recursos para validar seus 1.921 votos. Se isso acontecer, regressará à Câmara – foi vereador de 2013 a 2016.

Conforme a LOM e o regimento interno, decretos legislativos precisarão passar por apreciação plenária na sessão de hoje para que Pio tome posse como prefeito interino. O comando da casa ficará com o vice-presidente Edison Parra (Podemos), que é bastante ligado ao grupo de Auricchio.

“Recebi a notícia com tranquilidade e humildade, sabendo que essas são prerrogativas da função de presidente do Legislativo. Há de se aguardar alguns trâmites legislativos. Mas, assim que esses trâmites forem cumpridos, tomarei posse e exercerei a função com tranquilidade e responsabilidade com a cidade de São Caetano”, ponderou Pio.

A mudança no comando do Paço a essa altura mexe ainda mais com o jogo político do município, em ebulição desde a vitória de Auricchio na eleição do dia 15, com 42.842 votos válidos. Como ainda há pendência jurídica envolvendo a candidatura do tucano – foi indeferida em primeira instância, mas há recursos no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) para serem apreciados –, o futuro político de São Caetano é alvo de muita especulação.

A oposição ao tucano aposta na realização de nova eleição, em data a ser definida. Isso porque se esse recurso no TRE-SP não for julgado até o dia 31 de dezembro – ou se for reprovado – quem assumirá interinamente a cidade é o presidente da Câmara eleito pelos 19 vereadores no dia 1º de janeiro, pós-posse.

Os advogados de Auricchio estão confiantes na reversão da condenação em primeira instância, até porque a análise acontecerá na mesma corte que concedeu ao tucano recurso especial com efeito suspensivo das condenações referentes à eleição de 2016 – ponto de partida para o indeferimento do registro da campanha deste ano. 

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