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Especialistas alertam para uso de máscara em exercícios físicos

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Apesar de prevenir contra a Covid, item pode desencadear cansaço e dispneia no usuário


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

30/11/2020 | 23:55


Indicada por autoridades médicas e sanitárias para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, a utilização de máscara de proteção em ambientes fechados ou durante a realização de atividades físicas pode desencadear em outro problema: queda da frequência respiratória.

Com a flexibilização da economia e a reabertura, mesmo que parcial, de parques e academias no Grande ABC, aumentou a frequência de praticantes de corrida e caminhadas. Mas é preciso cautela.

O principal ponto observado pelos especialistas é o desconforto que a máscara provoca, especialmente nos exercícios aeróbicos, que aumentam a temperatura do rosto, principalmente em climas quentes e úmidos, exigindo também mais esforço ao respirar. Além disso, o item de proteção acaba sendo barreira física que pode diminuir a entrada de oxigênio no organismo. Com isso, a pessoa precisa fazer ainda mais esforço para captar o ar, o que pode levar a fadiga e até mal-estar.

Professora de educação física da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Maria Cláudia Vanicola destaca que os efeitos do uso da máscara não são tão significativos em pessoas que não apresentam nenhum problema respiratório ou cardíaco e podem aparecer mais em pessoas do grupo de risco. “Para as pessoas que apresentam doenças pulmonares severas ou cardíacas, a máscara pode, sim, apresentar dispneia (falta de ar). Assim, o ideal é consultar o médico para identificar quais exercícios essas pessoas podem fazer para que não aumente a frequência respiratória, como uma caminhada ou até mesmo um alongamento”, destaca a especialista.

Além disso, é importante que o atleta preste atenção aos sinais do corpo durante toda a atividade, fazendo pausas para respiração durante os exercícios, principalmente na musculação. “Para quem pratica algo com mais intensidade, existe hoje suporte de plástico que coloca dentro da máscara permitindo que a máscara não chegue até a boca ou nariz conforme respiramos mais profundo”, detalha.

O professor de pneumologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss aconselha realizar adaptação respiratória, o que também facilita os exercícios. “O ideal é evitar a máscara N95 (normalmente de uso de médicos e enfermeiros) e optar pelas mais macias e simples. Conforme a prática do exercício, nós vamos respirando pela boca e, com isso, puxamos a máscara junto. Diante disso é necessária uma adaptação do modelo respiratório, trocar a respiração da boca pelo nariz”, destaca.

O cardiologista e diretor clínico do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Ari Timernan, aconselha sempre levar duas máscaras para academias ou parques e quando uma ficar úmida, fazer rapidamente a troca. “A máscara não deixa de ser fundamental, em hipótese nenhuma, é necessário apenas fazermos as adaptações e tomar os cuidados. O exercício físico é importante desde que não seja desconfortável para quem pratica. Se é do grupo de risco ainda procure treinar em casa ou no quintal de casa”, finaliza.  



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Especialistas alertam para uso de máscara em exercícios físicos

Apesar de prevenir contra a Covid, item pode desencadear cansaço e dispneia no usuário

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

30/11/2020 | 23:55


Indicada por autoridades médicas e sanitárias para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, a utilização de máscara de proteção em ambientes fechados ou durante a realização de atividades físicas pode desencadear em outro problema: queda da frequência respiratória.

Com a flexibilização da economia e a reabertura, mesmo que parcial, de parques e academias no Grande ABC, aumentou a frequência de praticantes de corrida e caminhadas. Mas é preciso cautela.

O principal ponto observado pelos especialistas é o desconforto que a máscara provoca, especialmente nos exercícios aeróbicos, que aumentam a temperatura do rosto, principalmente em climas quentes e úmidos, exigindo também mais esforço ao respirar. Além disso, o item de proteção acaba sendo barreira física que pode diminuir a entrada de oxigênio no organismo. Com isso, a pessoa precisa fazer ainda mais esforço para captar o ar, o que pode levar a fadiga e até mal-estar.

Professora de educação física da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Maria Cláudia Vanicola destaca que os efeitos do uso da máscara não são tão significativos em pessoas que não apresentam nenhum problema respiratório ou cardíaco e podem aparecer mais em pessoas do grupo de risco. “Para as pessoas que apresentam doenças pulmonares severas ou cardíacas, a máscara pode, sim, apresentar dispneia (falta de ar). Assim, o ideal é consultar o médico para identificar quais exercícios essas pessoas podem fazer para que não aumente a frequência respiratória, como uma caminhada ou até mesmo um alongamento”, destaca a especialista.

Além disso, é importante que o atleta preste atenção aos sinais do corpo durante toda a atividade, fazendo pausas para respiração durante os exercícios, principalmente na musculação. “Para quem pratica algo com mais intensidade, existe hoje suporte de plástico que coloca dentro da máscara permitindo que a máscara não chegue até a boca ou nariz conforme respiramos mais profundo”, detalha.

O professor de pneumologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss aconselha realizar adaptação respiratória, o que também facilita os exercícios. “O ideal é evitar a máscara N95 (normalmente de uso de médicos e enfermeiros) e optar pelas mais macias e simples. Conforme a prática do exercício, nós vamos respirando pela boca e, com isso, puxamos a máscara junto. Diante disso é necessária uma adaptação do modelo respiratório, trocar a respiração da boca pelo nariz”, destaca.

O cardiologista e diretor clínico do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Ari Timernan, aconselha sempre levar duas máscaras para academias ou parques e quando uma ficar úmida, fazer rapidamente a troca. “A máscara não deixa de ser fundamental, em hipótese nenhuma, é necessário apenas fazermos as adaptações e tomar os cuidados. O exercício físico é importante desde que não seja desconfortável para quem pratica. Se é do grupo de risco ainda procure treinar em casa ou no quintal de casa”, finaliza.  

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