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Bolsas da Europa fecham em queda por tensões EUA-China, mesmo com nova vacina



30/11/2020 | 14:46


As bolsas da Europa fecharam em queda de mais de 1% nesta segunda-feira, 30, em meio à nova escalada das tensões entre Estados Unidos e China. O anúncio da Moderna de que sua vacina para a covid-19 teve eficácia de 94,1% chegou a fornecer certo alívio aos mercados, mas o movimento não se sustentou, diante de um processo de realização de lucros no final de um novembro de fortes ganhos.

O índice Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, encerrou em baixa de 0,98%, a 389,36 pontos. No mês, contudo, a referência saltou 11,93%.

"O tom do mercado continuará a ser determinado pelo equilíbrio desconfortável entre as esperanças de uma retomada da atividade a longo prazo, à medida que as vacinas são lançadas, e uma percepção a curto prazo quanto aos danos atualmente causados pelo vírus", destacam analistas do banco holandês Rabobank.

A Moderna informou hoje que pedirá autorização para uso emergencial de sua vacina para a covid-19 nos EUA e na Europa, após os resultados finais de seus testes clínicos. A farmacêutica será a segunda a protocolar o pleito, seguida da Pfizer, em parceria com a BioNTech, cujo imunizador tem eficácia de 95%.

Também foi bem recebida por investidores a confirmação da ex-presidente do Fed Janet Yellen como secretária do Tesouro americano na gestão do democrata Joe Biden, que assume o poder em 20 de janeiro de 2021. A expectativa é a de que a economista tome liderança na defesa por uma nova rodada de estímulos fiscais.

Mesmo com o noticiário positivo, os mercados preservaram a cautela durante a sessão, na esteira de novas ações dos EUA à companhia China National Electronics Import and Export Corporation (CEIEC) por supostamente vender bens eletrônicos à Venezuela.

Com temores de acirramento nas tensões entre as duas maiores potências econômicas do globo, o índice FTSE 100, referência na Bolsa de Londres, cedeu 1,59%, a 6.266,19 pontos, na mínima do dia. Por lá, seguem repercutindo os desdobramentos das negociações por um acordo comercial pós-Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia que será oficializada em 1 de janeiro de 2021. Reportagem da agência Reuters descreveu o clima das discussões neste final de semana como "bastante difíceis".

Em Frankfurt, o DAX recuou 0,33%, a 13.291,16 pontos, enquanto, em Paris, o CAC 40 perdeu 1,42%, a 5.518,55, no menor nível do dia. No mercado francês, o papel do BNP Paris baixou 1,96% e o do Credit Agricole se desvalorizou 1,93%.

Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB assinalou queda de 1,30%, a 22.060,98 pontos e, em Paris, o PSI 20 cedeu 1,01%, a 4.604,72 pontos - ambos nas mínimas do dia. O Ibex 35, de Madri, caiu 1,39%, a 8.076,90 pontos.



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Bolsas da Europa fecham em queda por tensões EUA-China, mesmo com nova vacina


30/11/2020 | 14:46


As bolsas da Europa fecharam em queda de mais de 1% nesta segunda-feira, 30, em meio à nova escalada das tensões entre Estados Unidos e China. O anúncio da Moderna de que sua vacina para a covid-19 teve eficácia de 94,1% chegou a fornecer certo alívio aos mercados, mas o movimento não se sustentou, diante de um processo de realização de lucros no final de um novembro de fortes ganhos.

O índice Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, encerrou em baixa de 0,98%, a 389,36 pontos. No mês, contudo, a referência saltou 11,93%.

"O tom do mercado continuará a ser determinado pelo equilíbrio desconfortável entre as esperanças de uma retomada da atividade a longo prazo, à medida que as vacinas são lançadas, e uma percepção a curto prazo quanto aos danos atualmente causados pelo vírus", destacam analistas do banco holandês Rabobank.

A Moderna informou hoje que pedirá autorização para uso emergencial de sua vacina para a covid-19 nos EUA e na Europa, após os resultados finais de seus testes clínicos. A farmacêutica será a segunda a protocolar o pleito, seguida da Pfizer, em parceria com a BioNTech, cujo imunizador tem eficácia de 95%.

Também foi bem recebida por investidores a confirmação da ex-presidente do Fed Janet Yellen como secretária do Tesouro americano na gestão do democrata Joe Biden, que assume o poder em 20 de janeiro de 2021. A expectativa é a de que a economista tome liderança na defesa por uma nova rodada de estímulos fiscais.

Mesmo com o noticiário positivo, os mercados preservaram a cautela durante a sessão, na esteira de novas ações dos EUA à companhia China National Electronics Import and Export Corporation (CEIEC) por supostamente vender bens eletrônicos à Venezuela.

Com temores de acirramento nas tensões entre as duas maiores potências econômicas do globo, o índice FTSE 100, referência na Bolsa de Londres, cedeu 1,59%, a 6.266,19 pontos, na mínima do dia. Por lá, seguem repercutindo os desdobramentos das negociações por um acordo comercial pós-Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia que será oficializada em 1 de janeiro de 2021. Reportagem da agência Reuters descreveu o clima das discussões neste final de semana como "bastante difíceis".

Em Frankfurt, o DAX recuou 0,33%, a 13.291,16 pontos, enquanto, em Paris, o CAC 40 perdeu 1,42%, a 5.518,55, no menor nível do dia. No mercado francês, o papel do BNP Paris baixou 1,96% e o do Credit Agricole se desvalorizou 1,93%.

Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB assinalou queda de 1,30%, a 22.060,98 pontos e, em Paris, o PSI 20 cedeu 1,01%, a 4.604,72 pontos - ambos nas mínimas do dia. O Ibex 35, de Madri, caiu 1,39%, a 8.076,90 pontos.

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