Fechar
Publicidade

Domingo, 24 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Cães pegam vírus, mas não transmitem para humanos

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Coronavírus foi identificado em dois animais do Paraná cujos donos estavam com a Covid


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

30/11/2020 | 08:57


Estudo publicado na última semana pela UFPR (Universidade Federal do Paraná) mostrou que dois cachorros de Curitiba, no Paraná, foram infectados pelo novo coronavírus. Os tutores haviam contraído o vírus e os animais apresentaram sintomas leves. Assim como no caso dos humanos, o desenvolvimento do micro-organismo no organismo dos pets está sendo pesquisado. Porém, não há indícios de que os cães possam transmitir o Sars-Cov-2 aos humanos.

O primeiro caso foi o de um cão adulto da raça bulldog francês, cujo tutor foi diagnosticado com a Covid-19 no início deste mês. Único sintoma notado pelo dono no cão foi um pouco de secreção nasal, sendo que os dois dormem na mesma cama. Segunda ocorrência foi em cachorro adulto, sem raça definida. A tutora testou positivo e, embora os quatro animais da casa durmam na mesma cama que ela, apenas um foi infectado pelo coronavírus. Único sintoma foram espirros.

Alexander Biondo, coordenador do estudo, destaca que pesquisas publicadas mostram que gatos podem se infectar e transmitir para outros gatos, mas não há dados para cães. Inclusive, não há comprovação de que eles desenvolvam ou transmitam a doença. O professor indicou o distanciamento e o uso de máscara por tutores que testarem positivo.

A pesquisa, coordenada pela UFPR, avalia cães e gatos em seis capitais brasileiras – Curitiba (Paraná), Belo Horizonte (Minas Gerais), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Recife (Pernambuco), São Paulo e Cuiabá (Mato Grosso). Em outubro, o mesmo estudo ajudou a identificar o coronavírus em gata de Cuiabá. Ela foi o primeiro pet com Sars-Cov-2 identificado no Brasil. Hipótese é que apenas uma estirpe do vírus possa infectar os animais, portanto, os cientistas trabalham, atualmente, no sequenciamento do genoma encontrado na bichana e em sua tutora.

Rana Rached, gestora do curso de medicina veterinária da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), explica que durante toda a vida animais e humanos entram em contato com diversos micro-organismos. No entanto, o vírus que causa a doença em uma espécie pode ser inofensivo para outra. “Quando entramos em contato com um vírus que causa doença apenas em cães, ele penetra em nosso organismo, mas não somos o hospedeiro que ele precisa para se instalar, se multiplicar e causar sintomas da doença”, exemplifica.

“O animal ser infectado consiste em encontrarmos o vírus no organismo dele. Mas, para desenvolver a doença, é necessário que manifeste os sintomas ou apresente anticorpos contra o vírus”, afirma Juliana Ferreiro Vieira, professora de clínica médica de pequenos animais das Faculdades Anhanguera de Santo André e São Bernardo. A chance de um cão ou gato infectado transmitir a outros animais é desconhecida, tanto que de quatro cachorros de uma mesma casa, o vírus foi detectado em apenas um.

Juliana destaca que, assim como na medicina humana, a capacidade e o potencial zoonótico do coronavírus em animais domésticos estão sendo desvendados pelos cientistas. “Os estudos e testagens trarão mais informações e, principalmente, se há ou não ação do vírus nos animais e em quais espécies”, assinala.  



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Cães pegam vírus, mas não transmitem para humanos

Coronavírus foi identificado em dois animais do Paraná cujos donos estavam com a Covid

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

30/11/2020 | 08:57


Estudo publicado na última semana pela UFPR (Universidade Federal do Paraná) mostrou que dois cachorros de Curitiba, no Paraná, foram infectados pelo novo coronavírus. Os tutores haviam contraído o vírus e os animais apresentaram sintomas leves. Assim como no caso dos humanos, o desenvolvimento do micro-organismo no organismo dos pets está sendo pesquisado. Porém, não há indícios de que os cães possam transmitir o Sars-Cov-2 aos humanos.

O primeiro caso foi o de um cão adulto da raça bulldog francês, cujo tutor foi diagnosticado com a Covid-19 no início deste mês. Único sintoma notado pelo dono no cão foi um pouco de secreção nasal, sendo que os dois dormem na mesma cama. Segunda ocorrência foi em cachorro adulto, sem raça definida. A tutora testou positivo e, embora os quatro animais da casa durmam na mesma cama que ela, apenas um foi infectado pelo coronavírus. Único sintoma foram espirros.

Alexander Biondo, coordenador do estudo, destaca que pesquisas publicadas mostram que gatos podem se infectar e transmitir para outros gatos, mas não há dados para cães. Inclusive, não há comprovação de que eles desenvolvam ou transmitam a doença. O professor indicou o distanciamento e o uso de máscara por tutores que testarem positivo.

A pesquisa, coordenada pela UFPR, avalia cães e gatos em seis capitais brasileiras – Curitiba (Paraná), Belo Horizonte (Minas Gerais), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Recife (Pernambuco), São Paulo e Cuiabá (Mato Grosso). Em outubro, o mesmo estudo ajudou a identificar o coronavírus em gata de Cuiabá. Ela foi o primeiro pet com Sars-Cov-2 identificado no Brasil. Hipótese é que apenas uma estirpe do vírus possa infectar os animais, portanto, os cientistas trabalham, atualmente, no sequenciamento do genoma encontrado na bichana e em sua tutora.

Rana Rached, gestora do curso de medicina veterinária da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), explica que durante toda a vida animais e humanos entram em contato com diversos micro-organismos. No entanto, o vírus que causa a doença em uma espécie pode ser inofensivo para outra. “Quando entramos em contato com um vírus que causa doença apenas em cães, ele penetra em nosso organismo, mas não somos o hospedeiro que ele precisa para se instalar, se multiplicar e causar sintomas da doença”, exemplifica.

“O animal ser infectado consiste em encontrarmos o vírus no organismo dele. Mas, para desenvolver a doença, é necessário que manifeste os sintomas ou apresente anticorpos contra o vírus”, afirma Juliana Ferreiro Vieira, professora de clínica médica de pequenos animais das Faculdades Anhanguera de Santo André e São Bernardo. A chance de um cão ou gato infectado transmitir a outros animais é desconhecida, tanto que de quatro cachorros de uma mesma casa, o vírus foi detectado em apenas um.

Juliana destaca que, assim como na medicina humana, a capacidade e o potencial zoonótico do coronavírus em animais domésticos estão sendo desvendados pelos cientistas. “Os estudos e testagens trarão mais informações e, principalmente, se há ou não ação do vírus nos animais e em quais espécies”, assinala.  

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;